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Governo Trump negocia participação em campos de petróleo na Venezuela

O governo Trump negocia participação acionária em 17 campos de petróleo venezuelanos com 90 bilhões de barris em reservas, negócio que, segundo a Axios, mais que dobraria as reservas de petróleo dos Estados Unidos.

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Foto: G1 Mundo
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27/08 às 14:32, atualizado 28/08 às 10:09

Pontos principais

  • O governo dos EUA está em negociações avançadas para obter participação acionária em 17 campos de petróleo e gás na Venezuela.
  • Os campos somam 90 bilhões de barris em reservas provadas, parte dos 300 bilhões de barris do país, as maiores reservas provadas do mundo.
  • Segundo apuração da Axios, o negócio mais que dobraria as reservas de petróleo dos Estados Unidos.
  • A proposta em discussão inclui um possível arrendamento de longo prazo, com duração de até 100 anos.
  • Os campos negociados eram controlados por antigos aliados do regime de Maduro, alguns já indiciados, e por interesses chineses.
  • Em troca da participação dos EUA, empresas privadas, incluindo americanas, desenvolveriam os campos e devolveriam mais receita petrolífera à Venezuela.
  • As tratativas são lideradas por Marco Rubio, Delcy Rodríguez e Stephen Miller; o secretário de Energia Chris Wright planeja viajar à Venezuela na semana que vem.
  • O movimento busca ampliar a oferta de petróleo dos EUA diante das guerras no Irã e na Ucrânia, com a Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA no nível mais baixo em 40 anos.
  • A iniciativa integra a chamada 'Doutrina Donroe', de ampliar a influência americana no Hemisfério Ocidental.
  • As negociações ocorrem após a captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro (ele responde a acusações de narcoterrorismo em Nova York) e a instalação de nova liderança em Caracas.

O governo do presidente Donald Trump está em negociações avançadas para adquirir participação acionária em campos de petróleo e gás na Venezuela, entre eles os 17 mapeados nas primeiras apurações. Segundo dois funcionários dos EUA ouvidos pela Axios, os campos somam 90 bilhões de barris em reservas provadas, fração dos 300 bilhões de barris do país, as maiores reservas provadas do mundo; o negócio mais que dobraria as reservas de petróleo dos Estados Unidos. Os campos eram controlados por antigos aliados do regime de Maduro, alguns já indiciados, e por interesses chineses. Discute-se um arrendamento de até 100 anos, com empresas privadas, incluindo americanas, desenvolvendo os campos e devolvendo mais receita à Venezuela. A pressão pelo acordo cresce com as guerras no Irã e na Ucrânia e com a Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA no nível mais baixo em 40 anos.

As conversas são lideradas pelo secretário de Estado Marco Rubio e pela presidente interina Delcy Rodríguez, com papel relevante do vice-chefe de gabinete da Casa Branca Stephen Miller; no mês passado, autoridades dos Departamentos de Estado e da Defesa se reuniram com contrapartes em Caracas. Trump já discutia formas de obter participação nos campos venezuelanos antes de autorizar, em 3 de janeiro, a captura de Nicolás Maduro, que responde a acusações de narcoterrorismo em Nova York. A medida é pilar central da chamada 'Doutrina Donroe', de ampliar a influência americana no Hemisfério Ocidental.

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