A Crise na Venezuela, intensificada em 2025-2026, culminou na captura de Nicolás Maduro pelos EUA em janeiro de 2026, sob justificativa de combate ao narcoterrorismo. Os EUA assumiram o controle da comercialização do petróleo venezuelano, com receitas destinadas à compra de produtos americanos, e a presidente interina Delcy Rodríguez propôs reformas para facilitar investimentos. A situação gerou grande preocupação regional, aumento do fluxo migratório para o Brasil e debates sobre anistia política, enquanto a população venezuelana demonstra aprovação à intervenção militar, e Cuba enfrenta o corte do fornecimento de petróleo.
A Crise na Venezuela refere-se à escalada de tensões entre os Estados Unidos e o governo de Nicolás Maduro em 2025-2026, culminando em uma operação militar americana em 3 de janeiro de 2026, que capturou Maduro e sua esposa Cilia Flores em Caracas. Justificada pelos EUA como ação contra narcoterrorismo e o Cartel de los Soles, a crise envolve bloqueios navais, sanções ao petróleo e condenações internacionais por violação do direito internacional. Após a captura, os EUA assumiram o controle direto da comercialização do petróleo venezuelano sob um novo acordo com o governo interino de Delcy Rodríguez, nomeada pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) após a remoção de Maduro. O modelo prevê que as receitas sejam depositadas em contas controladas pelos americanos e destinadas exclusivamente à compra de produtos dos EUA. Para proteger essas receitas de reivindicações de credores privados, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva em 9 de janeiro de 2026, garantindo que os fundos sejam usados para "paz, prosperidade e estabilidade" na Venezuela. Líderes regionais, como Lula e Gustavo Petro, expressaram grande preocupação, enquanto o Brasil enviou ajuda humanitária e intensificou a vigilância militar em suas fronteiras para lidar com o fluxo migratório crescente. Em 10 de janeiro de 2026, a Venezuela anunciou o retorno de um navio petroleiro, em uma operação conjunta com os EUA, atribuída por Donald Trump a um "grande acordo energético". A crise também impactou Cuba, com Donald Trump declarando em 11 de janeiro de 2026 que a ilha não receberá mais petróleo ou dinheiro da Venezuela, e que Cuba deve "fazer um acordo antes que seja tarde". O secretário do Tesouro dos EUA, Bessent, indicou em 11 de janeiro de 2026 que sanções adicionais contra a Venezuela podem ser suspensas na próxima semana, e que ele planeja se reunir com o FMI e o Banco Mundial para discutir a retomada das relações econômicas com o país. A intensificação do controle fronteiriço e a restrição ao trabalho de profissionais da imprensa, como evidenciado pela detenção do documentarista brasileiro Pietro Krauss em 12 de janeiro de 2026, marcam um novo capítulo na repressão interna e na dificuldade de acesso de estrangeiros ao país. Em 14 de janeiro de 2026, os presidentes Vladimir Putin e Luiz Inácio Lula da Silva conversaram por telefone, expressando apoio à soberania venezuelana e concordando em coordenar esforços para reduzir as tensões na América Latina através das Nações Unidas e do grupo BRICS. No mesmo dia, a Venezuela retomou o acesso à rede social X (anteriormente Twitter), que estava bloqueada há mais de um ano pelo governo Maduro, sinalizando um reposicionamento da estratégia de comunicação do governo interino no ambiente digital. Uma pesquisa da AtlasIntel divulgada em 14 de janeiro de 2026 revelou que 57.7% dos venezuelanos aprovam a ação militar dos EUA no país, refletindo o sentimento da população em relação à crise política e social. Em 15 de janeiro de 2026, a presidente interina Delcy Rodríguez propôs uma reforma da lei de hidrocarbonetos para facilitar investimentos dos EUA no setor petrolífero, buscando uma nova política para o país e demonstrando abertura diplomática com Washington. O governo americano já registrou US$ 500 milhões em receitas de petróleo venezuelano, depositados em contas controladas pelos EUA. No mesmo dia, Donald Trump se reuniu com a líder da oposição Maria Corina Machado, mas manteve sua visão de que Machado não é uma alternativa realista para a Venezuela, elogiando a cooperação de Rodríguez. Em 16 de janeiro de 2026, a oposicionista María Corina Machado afirmou que se tornará presidente da Venezuela "quando o momento chegar", após se reunir com Donald Trump na Casa Branca e oferecer-lhe sua medalha do Prêmio Nobel da Paz de 2025. O Instituto Nobel da Noruega, no entanto, esclareceu que o prêmio não pode ser transferido. No mesmo dia, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com militares para discutir a crise na Venezuela e o aprimoramento do sistema de defesa do Brasil, considerando a nova ordem global e a necessidade de reforçar a segurança e soberania nacional. No último fim de semana de 16 de janeiro de 2026, o superpetroleiro Marbella, parte da chamada "frota fantasma" venezuelana, reapareceu na costa do país após mais de um ano sem identificação, sinalizando possíveis mudanças no cenário de exportação de petróleo pós-Maduro. Em 24 de janeiro de 2026, Donald Trump declarou que os EUA retiraram petróleo de sete navios-tanque venezuelanos apreendidos, totalizando 50 milhões de barris, e que este petróleo está sendo processado em refinarias norte-americanas, incluindo em Houston, e parte dele vendida no mercado aberto. Trump afirmou que a Venezuela "não tem petróleo" e que os EUA "ficaram com o petróleo". Em 25 de janeiro de 2026, a presidente interina Delcy Rodríguez expressou frustração com a interferência externa, afirmando estar "farta" das ordens de Washington e defendendo que a política interna do país deve ser resolvida sem potências estrangeiras. Em 28 de janeiro de 2026, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, defendeu a operação militar que depôs Maduro, reiterando que o governo dos EUA trabalhará com as autoridades interinas para estabilizar o país e permitir a venda de petróleo venezuelano sob sanções, com os recursos controlados pelo Tesouro americano para custear serviços básicos. Em 29 de janeiro de 2026, Donald Trump declarou que o governo americano está se dando "muito bem" com a Venezuela e seus líderes, prevendo a retomada em breve dos voos comerciais entre os dois países e a contribuição de empresas petrolíferas para a riqueza de ambas as nações. Em 30 de janeiro de 2026, Delcy Rodríguez anunciou uma proposta de lei de anistia geral para centenas de presos, buscando promover a coexistência pacífica e curar as feridas do confronto político no país. Em 5 de fevereiro de 2026, o Parlamento venezuelano iniciou o debate sobre a "Lei de anistia para a convivência democrática", proposta por Delcy Rodríguez, que abrange 27 anos de chavismo, mas exclui crimes como graves violações de direitos humanos, crimes contra a humanidade, crimes de guerra, homicídio doloso, corrupção e tráfico de drogas. Especialistas expressam preocupação com a vagueza do texto, que poderia permitir discricionariedade do Judiciário. A proposta busca a reconciliação e a convivência democrática e surge em meio a um novo processo de diálogo político entre o governo e uma fração da oposição. No mesmo dia, o Parlamento aprovou em primeira votação o projeto de lei de anistia geral para presos por protestos políticos, que prevê perdão imediato, devolução de bens e o cancelamento de alertas da Interpol, permitindo o retorno de opositores exilados. A medida, aprovada por unanimidade na Assembleia Nacional controlada pelo partido governista, ainda aguarda uma segunda votação e é vista como um aceno aos Estados Unidos.
Contexto histórico e desenvolvimento
Desde 2019, os EUA impuseram sanções ao setor petrolífero venezuelano, acusando Maduro de narcotráfico e corrupção. Em 2025, com Donald Trump no poder, houve ataques a embarcações no Caribe e Pacífico ligadas a drogas, apreensões de petroleiros e bloqueio de navios sancionados. Trump posicionou uma frota no Caribe, incluindo o USS Gerald Ford e USS Iwo Jima, visando forçar a renúncia de Maduro e recuperar controle sobre reservas de petróleo. Em dezembro de 2025, sanções atingiram familiares de Maduro. A operação de 3 de janeiro, "Operação Resolução Absoluta", usou a Delta Force para capturar Maduro em 47 segundos. Maduro foi levado a Nova York, onde se declarou inocente em audiência por conspiração para narcoterrorismo.
Em 9 de janeiro de 2026, Donald Trump anunciou que o petróleo venezuelano passaria a ser negociado diretamente pelos Estados Unidos. Sob um novo acordo, os EUA refinarão e venderão até 50 milhões de barris de petróleo bruto da Venezuela. A estatal PDVSA confirmou o avanço das negociações em termos semelhantes aos operados pela Chevron. A receita das vendas será depositada em contas globais controladas pelo governo americano para garantir a "integridade da distribuição", sendo obrigatoriamente revertida para a compra de produtos fabricados nos EUA, como insumos agrícolas, medicamentos e equipamentos elétricos. Trump afirmou que a China, que detinha 68% das exportações venezuelanas, poderá continuar comprando o recurso, mas agora através das negociações com Washington. No mesmo dia, os governos anunciaram o início de um processo exploratório para o restabelecimento de relações diplomáticas e a possível reabertura da Embaixada dos EUA em Caracas. Para proteger as receitas do petróleo venezuelano de reivindicações de credores privados, Trump assinou uma ordem executiva baseada na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977 e na Lei de Emergências Nacionais de 1976. Esta medida garante que os fundos, considerados propriedade soberana da Venezuela, sejam utilizados para fins governamentais e diplomáticos, promovendo "paz, prosperidade e estabilidade" no país, e não estejam sujeitos a confisco por empresas como Exxon Mobil e ConocoPhillips, que têm reivindicações antigas contra a Venezuela. Em 10 de janeiro de 2026, a Venezuela informou o retorno de um navio petroleiro em uma operação conjunta com os EUA, um evento que Donald Trump associou a um "grande acordo energético" em andamento. Em 11 de janeiro de 2026, o secretário do Tesouro dos EUA, Bessent, declarou que os EUA estão considerando suspender sanções adicionais contra a Venezuela, possivelmente já na próxima semana, e que ele se reunirá com o FMI e o Banco Mundial para discutir a retomada das relações econômicas. Em 14 de janeiro de 2026, o governo venezuelano liberou o acesso à rede social X (anteriormente Twitter), que havia sido bloqueada por mais de um ano durante o governo de Nicolás Maduro, indicando um possível reposicionamento na estratégia de comunicação digital. Em 15 de janeiro de 2026, a presidente interina Delcy Rodríguez anunciou que apresentará uma proposta para reformar a lei de hidrocarbonetos do país, visando facilitar investimentos dos EUA e incorporar fluxos de investimento em novos setores, destinando os fundos do petróleo a trabalhadores e serviços públicos. Ela também expressou o desejo de diplomacia com os EUA e afirmou ter um plano para 2026 para "forjar uma nova política na Venezuela". No mesmo dia, a líder da oposição, Maria Corina Machado, se reuniu com Donald Trump na Casa Branca, mas Trump elogiou a cooperação de Rodríguez e manteve sua visão de que Machado não é uma alternativa realista para a Venezuela. No último fim de semana de 16 de janeiro de 2026, o superpetroleiro Marbella, que fazia parte da "frota fantasma" venezuelana, reapareceu na costa do país, ligando seu transponder após mais de um ano sem identificação. Este evento sugere uma possível mudança na estratégia de exportação de petróleo da Venezuela após a destituição de Maduro. Em 24 de janeiro de 2026, Donald Trump confirmou que os Estados Unidos apreenderam sete navios-tanque venezuelanos e retiraram 50 milhões de barris de petróleo, que estão sendo refinados em território norte-americano, incluindo Houston, e parte vendida no mercado aberto. Em 28 de janeiro de 2026, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, defendeu no Senado a operação militar que levou à deposição de Maduro, afirmando que a ação eliminou uma ameaça à segurança nacional dos EUA e reiterando que o governo trabalhará com as autoridades interinas para estabilizar o país. Segundo Rubio, Washington permitirá que a Venezuela volte a vender petróleo sob sanções, com recursos depositados em conta controlada pelo Tesouro americano para custear serviços básicos. Em 30 de janeiro de 2026, a presidente interina Delcy Rodríguez anunciou uma proposta de lei de anistia geral para centenas de presos, cobrindo o período de violência política de 1999 até os dias atuais, excluindo crimes como homicídio, tráfico de drogas, corrupção e violações graves aos direitos humanos. Em 5 de fevereiro de 2026, o Parlamento venezuelano iniciou o debate sobre a "Lei de anistia para a convivência democrática", proposta por Delcy Rodríguez. A lei, que abrange 27 anos de chavismo, exclui "graves violações" de direitos humanos, crimes contra a humanidade, crimes de guerra, homicídio doloso, corrupção e tráfico de drogas, em conformidade com a Constituição venezuelana. Especialistas expressam preocupação com a vagueza do texto, que poderia permitir discricionariedade do Judiciário. A iniciativa busca a reconciliação e a convivência democrática e surge em meio a um novo processo de diálogo político entre o governo e uma fração da oposição. No mesmo dia, a Assembleia Nacional aprovou em primeira votação um projeto de lei de anistia geral para presos por protestos políticos, que prevê perdão imediato, devolução de bens e o cancelamento de alertas da Interpol, permitindo o retorno de opositores exilados. A medida foi aprovada por unanimidade e é vista como um aceno aos Estados Unidos.
Expansão das operações militares
Ainda em 9 de janeiro de 2026, o presidente Donald Trump intensificou a retórica militar ao afirmar que os Estados Unidos realizarão ataques terrestres contra cartéis na Venezuela. A medida é apresentada como uma extensão da estratégia de combate ao narcoterrorismo, que serviu como justificativa parcial para a captura de Maduro. O objetivo declarado é a desarticulação física das infraestruturas ligadas ao tráfico de drogas e ao Cartel de los Soles, sinalizando que a presença militar americana no território venezuelano pode se expandir para além de operações de inteligência e captura de lideranças políticas.
Impacto humanitário e migratório
A crise política e econômica gerou um dos maiores deslocamentos populacionais do mundo, com cerca de 8,6 milhões de venezuelanos vivendo fora de seu país. O Brasil tornou-se um destino central; entre 2019 e 2024, o país concedeu status de refugiado a 164 mil pessoas, das quais 148 mil (90%) eram venezuelanas. O pico de reconhecimentos ocorreu em 2023, com 77.193 concessões, sendo 97% destinadas a cidadãos do país vizinho. Segundo o Censo de 2022 do IBGE, a população venezuelana residente no Brasil saltou de 2.869 em 2010 para 271.514 em 2022, tornando-se a principal nacionalidade estrangeira no país.
Com o agravamento da crise militar em janeiro de 2026, o Ministério da Justiça e Segurança Pública brasileiro passou a monitorar uma nova onda migratória. O Exército Brasileiro intensificou a fiscalização na fronteira de Pacaraima (Roraima), utilizando veículos blindados e tropas armadas para vistoriar o fluxo de pedestres e veículos, visando garantir a segurança e organizar o acolhimento diante da instabilidade em território venezuelano.
Repressão interna e estado de emergência
Após a captura de Maduro, o regime chavista intensificou a repressão interna sob um decreto de estado de emergência. Foram estabelecidos postos de controle em todo o país, onde agentes de segurança e milícias mascaradas ("colectivos") realizam interrogatórios e vistoriam telefones celulares em busca de indícios de oposição. O governo ordenou a busca e captura de todos os envolvidos no apoio à operação americana. Paralelamente, embora Jorge Rodríguez tenha anunciado a libertação unilateral de prisioneiros como um "gesto de paz", entidades como o Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos da Venezuela (CLIPPVE) denunciaram a falta de transparência no processo. Segundo a organização, menos de uma dezena de solturas foram confirmadas de um total de mais de 1.000 detidos políticos, enquanto visitas em prisões como Tocorón foram suspensas sem explicação. A proposta de anistia geral anunciada por Delcy Rodríguez em 30 de janeiro de 2026, e que começou a ser debatida no Parlamento em 5 de fevereiro de 2026, visa curar as feridas do confronto político e restabelecer a convivência, podendo representar uma mudança na abordagem do governo interino em relação à repressão interna, embora não contemple crimes graves como homicídio e violações de direitos humanos. O Tribunal Penal Internacional investiga possíveis crimes contra a humanidade cometidos na Venezuela desde 2017, durante o governo de Maduro. No mesmo dia, o Parlamento venezuelano aprovou em primeira votação o projeto de lei de anistia geral para presos por protestos políticos, que pode levar à libertação de centenas de pessoas, com a exclusão de crimes como violações de direitos humanos, crimes de guerra, assassinato, corrupção ou tráfico de drogas. A organização Foro Penal, no entanto, afirma que mais de 680 pessoas ainda permanecem presas, apesar das libertações recentes, e que o governo nega a existência de presos políticos, afirmando que os detidos cometeram crimes.
Acesso à mídia e controle fronteiriço
Após os ataques dos Estados Unidos em 3 de janeiro de 2026, a Venezuela reforçou significativamente o controle em suas fronteiras e passou a restringir o trabalho de profissionais da imprensa. Dezenas de jornalistas acompanham a situação do país a partir da cidade colombiana de Cúcuta, na fronteira com o território venezuelano, devido à dificuldade de acesso. A entrada de estrangeiros no país tornou-se mais rigorosa, exigindo, por exemplo, cartas de indicação de moradores locais. Em 12 de janeiro de 2026, o documentarista brasileiro Pietro Krauss foi detido pelas autoridades venezuelanas ao tentar entrar ilegalmente no país pela fronteira com a Colômbia para gravar um documentário. Krauss, que já havia tido sua entrada negada duas vezes formalmente, tentou cruzar a fronteira disfarçado de morador local. Ele foi reconhecido por um agente de imigração, detido em San Antonio del Táchira, teve sua privacidade invadida, o celular revistado e dados apagados, além de relatar insinuações de suborno. Após ser liberado, Krauss foi escoltado até a fronteira, banido da Venezuela por vários anos e obrigado a retornar a pé para a Colômbia, evidenciando as severas restrições e a falta de segurança jurídica para estrangeiros. Em 14 de janeiro de 2026, a Venezuela liberou o acesso à rede social X (anteriormente Twitter), que havia sido bloqueada por mais de um ano durante o governo de Nicolás Maduro. Esta medida pode indicar uma mudança na estratégia de comunicação do governo venezuelano, buscando um reposicionamento no ambiente digital.
Impactos econômicos e geopolíticos
A crise provocou uma reação imediata nos mercados globais de energia. Na segunda semana de janeiro de 2026, os preços dos contratos futuros de petróleo WTI e Brent registraram altas significativas devido às incertezas sobre o suprimento global. No entanto, a sinalização de cooperação entre Trump e Delcy Rodríguez para a reconstrução da infraestrutura de petróleo e gás venezuelana trouxe uma nova perspectiva de estabilização. Em 9 de janeiro de 2026, o presidente Trump se reuniu com executivos de grandes petrolíferas americanas, incluindo Exxon, Conoco e Chevron, para incentivá-los a investir US$ 100 bilhões na indústria petrolífera da Venezuela. No campo diplomático, Jorge Rodríguez agradeceu publicamente aos esforços de mediação do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, do ex-premiê espanhol José Luis Rodríguez Zapatero e do governo do Qatar, embora o nível de envolvimento direto desses atores nas negociações de libertação de presos não tenha sido detalhado. O retorno de um navio petroleiro em 10 de janeiro de 2026, em uma operação conjunta com os EUA, foi um sinal concreto do "grande acordo energético" mencionado por Trump, indicando uma possível normalização das operações de exportação de petróleo venezuelano sob nova gestão. Em 11 de janeiro de 2026, o secretário do Tesouro dos EUA, Bessent, afirmou que os EUA podem suspender mais sanções contra a Venezuela na próxima semana e que ele se reunirá com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial para tratar da retomada de relações econômicas. Em 15 de janeiro de 2026, a presidente interina Delcy Rodríguez propôs uma reforma da lei de hidrocarbonetos para facilitar investimentos dos EUA no setor petrolífero, visando incorporar fluxos de investimento em novos setores e áreas sem infraestrutura. Ela também afirmou que os fundos provenientes do petróleo seriam destinados aos trabalhadores e aos serviços públicos. O governo americano já gerou US$ 500 milhões com a venda de petróleo venezuelano, depositados em contas bancárias controladas pelos EUA, com a conta principal localizada no Catar. No último fim de semana de 16 de janeiro de 2026, o superpetroleiro Marbella, que integrava a "frota fantasma" da Venezuela, reapareceu na costa do país, ligando seu transponder após mais de um ano sem identificação. Este evento sugere uma possível reconfiguração das exportações de petróleo venezuelano e o impacto das mudanças políticas na logística de contorno de sanções. Em 24 de janeiro de 2026, Donald Trump confirmou que os EUA apreenderam sete navios-tanque venezuelanos, retirando 50 milhões de barris de petróleo que estão sendo refinados em território americano e parte vendida no mercado aberto. Em 29 de janeiro de 2026, Donald Trump reiterou que empresas petrolíferas "trarão muita riqueza aos EUA e à Venezuela" e que Washington pretende permitir em breve a retomada do espaço aéreo comercial entre os dois países, permitindo que "americanos poderão viajar para a Venezuela em breve com segurança".
A "Frota Fantasma" e o Comércio de Petróleo
A "frota fantasma" refere-se a um grupo de navios petroleiros que operam sem identificação (transponders desligados) para contornar sanções internacionais e permitir a exportação clandestina de petróleo venezuelano. O reaparecimento do superpetroleiro Marbella na costa venezuelana no último fim de semana de 16 de janeiro de 2026, após mais de um ano com seu transponder desligado, indica uma possível mudança no cenário do comércio de petróleo do país. A movimentação da embarcação, que ligou seu transponder, sugere que a destituição de Nicolás Maduro e a ascensão do governo interino de Delcy Rodríguez podem estar influenciando a estratégia de exportação, potencialmente sinalizando uma nova fase nas relações comerciais e no cumprimento de sanções. A apreensão de sete navios-tanque venezuelanos pelos militares dos EUA e a retirada de 50 milhões de barris de petróleo, conforme declarado por Donald Trump em 24 de janeiro de 2026, demonstram uma intensificação do controle americano sobre os ativos petrolíferos venezuelanos.
Implicações Regionais: Cuba
A captura de Nicolás Maduro e a subsequente intervenção dos EUA na Venezuela tiveram um impacto direto nas relações entre Venezuela e Cuba. Em 4 de janeiro de 2026, Donald Trump declarou que Cuba "está pronta para cair", prevendo que a ilha perderia sua principal fonte de renda. Em 11 de janeiro de 2026, Trump reiterou em sua rede social Truth Social que Cuba não terá mais acesso ao petróleo ou ao dinheiro da Venezuela, afirmando que o país caribenho não precisa mais da segurança cubana que recebia em troca do combustível. Ele enfatizou que a Venezuela agora está sob proteção dos EUA e instou Cuba a "fazer um acordo antes que seja tarde". Estima-se que a Venezuela fornecia cerca de 30% do petróleo consumido em Cuba, o que coloca Havana em uma situação vulnerável de abastecimento. Durante a operação de captura de Maduro, 32 agentes de segurança cubanos que faziam a proteção do então presidente venezuelano foram mortos.
Respostas Diplomáticas Internacionais
Em 14 de janeiro de 2026, os presidentes Vladimir Putin, da Rússia, e Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, conversaram por telefone e expressaram apoio à soberania da Venezuela. Ambos os líderes concordaram em coordenar esforços para diminuir as tensões na América Latina, utilizando as plataformas das Nações Unidas e do grupo BRICS para tal fim. No mesmo dia, uma pesquisa da AtlasIntel revelou que 57.7% dos venezuelanos aprovam a ação militar de Trump no país, indicando um apoio significativo da população à intervenção. Em 15 de janeiro de 2026, a presidente interina Delcy Rodríguez pediu diplomacia com os EUA, marcando uma mudança na retórica historicamente tensa entre os dois países. Ela também afirmou que, se precisasse viajar para Washington, o faria "por conta própria, sem ser arrastada". No mesmo dia, a líder da oposição, Maria Corina Machado, se encontrou com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca. Contudo, Trump elogiou a cooperação de Rodríguez e manteve sua visão de que Machado não é uma alternativa realista para a Venezuela. Em 16 de janeiro de 2026, María Corina Machado, oposicionista venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, afirmou em entrevista à Fox News que se tornará presidente da Venezuela "quando o momento chegar". Ela também revelou ter oferecido sua medalha do Nobel da Paz a Donald Trump, justificando que ele "merecia o prêmio" por seu trabalho pela liberdade na Venezuela. O Instituto Nobel da Noruega, no entanto, esclareceu que o Prêmio Nobel da Paz não pode ser transferido, compartilhado ou revogado. No mesmo dia, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e militares se reuniram para discutir a crise na Venezuela e aprimorar o sistema de defesa do Brasil, em vista da nova ordem global. Em 25 de janeiro de 2026, a presidente interina Delcy Rodríguez afirmou estar "farta" das ordens vindas de Washington e disse que a política do país deve ser resolvida internamente, "sem potências estrangeiras". Em 29 de janeiro de 2026, Donald Trump declarou que o governo americano "está se dando muito bem com a Venezuela e com líderes venezuelanos", em um sinal de reconfiguração da relação bilateral. Em 30 de janeiro de 2026, Delcy Rodríguez anunciou uma proposta de lei de anistia geral, um movimento que pode sinalizar uma busca por reconciliação interna e um reposicionamento político do governo interino, buscando curar as feridas do confronto político no país. Em 5 de fevereiro de 2026, o Parlamento venezuelano iniciou o debate sobre a "Lei de anistia para a convivência democrática", que busca a reconciliação e a convivência democrática, mas exclui crimes graves e violações de direitos humanos, conforme a Constituição venezuelana. No mesmo dia, o Parlamento aprovou em primeira votação o projeto de lei de anistia geral para presos por protestos políticos, que prevê perdão imediato, devolução de bens e o cancelamento de alertas da Interpol, permitindo o retorno de opositores exilados. A medida foi aprovada por unanimidade e é vista como um aceno aos Estados Unidos.
Oposição e Desenvolvimentos Políticos Pós-Maduro
A líder opositora venezuelana María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025 "por esforços persistentes em favor da restauração pacífica da democracia e dos direitos humanos na Venezuela", tem desempenhado um papel central nos desenvolvimentos políticos pós-captura de Maduro. Impedida de concorrer às eleições presidenciais de 2024 por autoridades alinhadas a Maduro, Machado apoiou um candidato substituto, Edmundo González, que contagens independentes indicaram como vencedor do pleito. Em 15 de janeiro de 2026, Machado se reuniu com o presidente Donald Trump na Casa Branca. Durante o encontro, ela ofereceu sua medalha do Prêmio Nobel da Paz a Trump, um gesto que ela descreveu como "muito emotivo" e uma forma de gratidão do povo venezuelano pela ação de Trump na Venezuela. Trump afirmou ter recebido a medalha como um "presente" e elogiou Machado como uma "mulher extraordinária". No entanto, o Instituto Nobel da Noruega esclareceu em comunicado que o Prêmio Nobel da Paz não pode ser transferido, compartilhado ou revogado, sendo a decisão de concessão definitiva e permanente. Apesar do encontro, Trump tem elogiado a cooperação da presidente interina Delcy Rodríguez e mantém sua visão de que Machado não é uma alternativa realista para a Venezuela. Em 16 de janeiro de 2026, Machado reiterou em entrevista à Fox News sua crença de que será eleita presidente de seu país "quando o tempo certo chegar", afirmando querer servir seu país onde for mais útil. A proposta de anistia geral apresentada por Delcy Rodríguez em 30 de janeiro de 2026, e que começou a ser debatida no Parlamento em 5 de fevereiro de 2026, que visa a reconciliação e a cura das feridas políticas, pode influenciar o cenário político interno e as relações entre o governo interino e a oposição. A proposta surge em meio a um novo processo de diálogo político entre o governo e uma fração da oposição. No mesmo dia, o Parlamento aprovou em primeira votação o projeto de lei de anistia geral para presos por protestos políticos, que prevê perdão imediato, devolução de bens e o cancelamento de alertas da Interpol, permitindo o retorno de opositores exilados. A medida, aprovada por unanimidade, pode levar à libertação de centenas de pessoas e é vista como um aceno aos Estados Unidos. A organização Foro Penal afirma ter verificado a libertação de 383 presos políticos desde 8 de janeiro, mas que mais de 680 pessoas ainda permanecem presas, enquanto o governo nega a existência de presos políticos.
Linha do tempo
Dezembro 2025: EUA atacam barcos no Pacífico e Caribe; Trump anuncia bloqueio total de petroleiros sancionados.
3 jan. 2026: Operação Delta Force captura Maduro em Caracas; Trump divulga foto de Maduro no USS Iwo Jima. 32 agentes de segurança cubanos que protegiam Maduro são mortos.
4 jan. 2026: Supremo venezuelano nomeia Delcy Rodríguez interina; Forças Armadas a apoiam. Donald Trump declara que Cuba "está pronta para cair" e perderá sua principal fonte de renda.
5 jan. 2026: Audiência de Maduro em NY; reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU; governo venezuelano ordena captura de apoiadores da ação dos EUA.
7 jan. 2026: Exército Brasileiro intensifica fiscalização com blindados em Pacaraima (RR) devido ao aumento do fluxo migratório.
8 jan. 2026: Jorge Rodríguez anuncia libertações unilaterais de prisioneiros como gesto de paz. Lula e Gustavo Petro expressam "grande preocupação" com a crise.
9 jan. 2026: Avião venezuelano busca medicamentos no Brasil. Trump anuncia controle das negociações do petróleo e início de conversas diplomáticas. Entidade CLIPPVE denuncia que menos de 10 presos políticos foram efetivamente libertados. Trump afirma que realizará ataques terrestres contra cartéis na Venezuela. Trump assina ordem executiva para proteger receitas do petróleo venezuelano de apreensões por credores privados e se reúne com executivos de petrolíferas para discutir investimentos de US$ 100 bilhões na Venezuela.
10 jan. 2026: Dados do Conare e Ministério da Justiça indicam que venezuelanos representam 9 em cada 10 refugiados no Brasil nos últimos cinco anos; governo brasileiro monitora nova onda migratória pós-captura de Maduro. Venezuela anuncia retorno de navio petroleiro em operação com os EUA, atribuído por Trump a um "grande acordo energético".
11 jan. 2026: Donald Trump declara que Cuba não receberá mais petróleo ou dinheiro da Venezuela e que a ilha deve "fazer um acordo antes que seja tarde". Secretário do Tesouro dos EUA, Bessent, indica que sanções adicionais contra a Venezuela podem ser suspensas na próxima semana e que ele se reunirá com o FMI e o Banco Mundial para tratar da retomada de relações econômicas com o país.
12 jan. 2026: O documentarista brasileiro Pietro Krauss é detido pelas autoridades venezuelanas ao tentar entrar ilegalmente no país pela fronteira com a Colômbia para gravar um documentário. Após ser liberado, é banido da Venezuela por vários anos.
14 jan. 2026: Presidentes Vladimir Putin (Rússia) e Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) conversam por telefone, expressam apoio à soberania da Venezuela e concordam em coordenar esforços para reduzir tensões na América Latina via ONU e BRICS. No mesmo dia, a Venezuela libera o acesso à rede social X (anteriormente Twitter), que estava bloqueada há mais de um ano pelo governo Maduro, marcando um reposicionamento do chavismo no ambiente digital. Uma pesquisa da AtlasIntel revela que 57.7% dos venezuelanos aprovam a ação militar de Trump no país.
15 jan. 2026: A presidente interina Delcy Rodríguez propõe reforma da lei de hidrocarbonetos para facilitar investimentos dos EUA no setor petrolífero, buscando uma nova política para o país e diplomacia com Washington. Ela afirma que os fundos do petróleo serão destinados a trabalhadores e serviços públicos. O governo americano já gerou US$ 500 milhões com a venda de petróleo venezuelano, depositados em contas controladas pelos EUA. A líder da oposição, Maria Corina Machado, se encontra com Donald Trump na Casa Branca, mas Trump elogia a cooperação de Rodríguez e mantém sua visão de que Machado não é uma alternativa realista para a Venezuela.
16 jan. 2026: A oposicionista venezuelana María Corina Machado afirma em entrevista que se tornará presidente da Venezuela "quando o momento chegar" e revela ter oferecido sua medalha do Prêmio Nobel da Paz de 2025 a Donald Trump. O Instituto Nobel da Noruega esclarece que o prêmio não pode ser transferido. No mesmo dia, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva se reúne com militares para discutir a crise na Venezuela e o aprimoramento do sistema de defesa do Brasil. No último fim de semana, o superpetroleiro Marbella, da "frota fantasma", reaparece na costa venezuelana, ligando seu transponder após mais de um ano.
24 jan. 2026: Donald Trump declara que os EUA retiraram 50 milhões de barris de petróleo de sete navios-tanque venezuelanos apreendidos, que estão sendo processados em refinarias norte-americanas e parte vendida no mercado aberto.
25 jan. 2026: A presidente interina Delcy Rodríguez afirma estar "farta" das ordens de Washington e defende que a política interna do país deve ser resolvida sem potências estrangeiras.
28 jan. 2026: O secretário de Estado americano, Marco Rubio, defende a operação militar que depôs Maduro e reitera que Washington permitirá a venda de petróleo venezuelano sob sanções, com recursos controlados pelo Tesouro americano.
29 jan. 2026: Donald Trump declara que o governo americano "está se dando muito bem com a Venezuela e com líderes venezuelanos", prevendo a retomada dos voos comerciais entre os dois países em breve.
30 jan. 2026: Delcy Rodríguez anuncia uma proposta de lei de anistia geral para centenas de presos, visando a coexistência pacífica e a cura das feridas políticas, cobrindo o período de 1999 até os dias atuais, mas excluindo crimes graves.
5 fev. 2026: O Parlamento da Venezuela inicia o debate sobre a "Lei de anistia para a convivência democrática", proposta por Delcy Rodríguez, que abrange 27 anos de chavismo, mas exclui crimes como graves violações de direitos humanos, crimes contra a humanidade, crimes de guerra, homicídio doloso, corrupção e tráfico de drogas. A proposta busca a reconciliação e a convivência democrática e surge em meio a um novo processo de diálogo político entre o governo e uma fração da oposição. No mesmo dia, o Parlamento aprova em primeira votação o projeto de lei de anistia geral para presos por protestos políticos, que prevê perdão imediato, devolução de bens e o cancelamento de alertas da Interpol, permitindo o retorno de opositores exilados.
Principais atores
Nicolás Maduro: Presidente capturado, acusado de liderar Cartel de los Soles. Seu governo bloqueou o acesso à rede social X por mais de um ano.
Donald Trump: Presidente dos EUA, ordenou a captura de Maduro, estabeleceu o controle americano sobre o petróleo, anunciou ataques terrestres contra cartéis e assinou ordem executiva para proteger as receitas do petróleo venezuelano. Atribuiu o retorno de um navio petroleiro a um "grande acordo energético" e declarou o fim do fornecimento de petróleo e dinheiro venezuelano a Cuba. Elogiou a cooperação de Delcy Rodríguez e manteve sua visão de que Maria Corina Machado não é uma alternativa realista para a Venezuela. Recebeu a oferta da medalha do Prêmio Nobel da Paz de María Corina Machado. Em 24 de janeiro de 2026, declarou que os EUA apreenderam sete navios-tanque venezuelanos, retiraram 50 milhões de barris de petróleo e os estão processando em refinarias norte-americanas, vendendo parte no mercado aberto. Em 29 de janeiro de 2026, afirmou que o governo americano está se dando "muito bem" com a Venezuela e seus líderes, prevendo a retomada de voos comerciais e que empresas petrolíferas trarão riqueza para ambos os países.
Delcy Rodríguez: Presidente interina nomeada pelo TSJ, sinalizou abertura para relações energéticas e diplomáticas. Seu governo liberou o acesso à rede social X. Propôs reforma da lei de hidrocarbonetos para facilitar investimentos dos EUA, com fundos destinados a trabalhadores e serviços públicos. Buscou diplomacia com os EUA e afirmou ter um plano para "forjar uma nova política na Venezuela" em 2026. Em 25 de janeiro de 2026, expressou estar "farta" das ordens de Washington, defendendo a resolução interna da política venezuelana. Em 30 de janeiro de 2026, anunciou uma proposta de lei de anistia geral para centenas de presos, visando a coexistência pacífica e a cura das feridas políticas, cobrindo o período de 1999 até os dias atuais, mas excluindo crimes graves. Em 5 de fevereiro de 2026, sua proposta de "Lei de anistia para a convivência democrática" começou a ser debatida no Parlamento e foi aprovada em primeira votação, buscando a reconciliação, mas excluindo crimes graves e violações de direitos humanos.
Jorge Rodríguez: Presidente da Assembleia Nacional, coordenou o anúncio de libertação de prisioneiros e citou mediação de Brasil, Espanha e Qatar. Atualmente é o primeiro na linha de sucessão e defendeu a Lei de Anistia como um "novo momento político", afirmando que o caminho será difícil, mas necessário.
Bessent: Secretário do Tesouro dos EUA, anunciou a possível suspensão de sanções adicionais contra a Venezuela e planos de reunião com o FMI e o Banco Mundial para discutir relações econômicas.
Pietro Krauss: Documentarista brasileiro detido e banido da Venezuela ao tentar entrar ilegalmente para gravar um documentário, exemplificando as restrições a profissionais da imprensa e estrangeiros.
María Corina Machado: Líder da oposição venezuelana, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025. Impedida de concorrer às eleições de 2024, apoiou Edmundo González. Encontrou-se com Donald Trump em 15 de janeiro de 2026 e ofereceu-lhe sua medalha do Nobel da Paz. Em 16 de janeiro de 2026, afirmou que se tornará presidente da Venezuela "quando o momento chegar". Seu grupo se afastou do novo processo de diálogo político. Defensora histórica da anistia, tem aliados próximos presos.
Vladimir Putin: Presidente da Rússia, expressou apoio à soberania da Venezuela e concordou em coordenar esforços diplomáticos com o Brasil no âmbito da ONU e do BRICS.
Luiz Inácio Lula da Silva: Presidente do Brasil, expressou preocupação com a crise, enviou ajuda humanitária, intensificou a vigilância militar na fronteira e coordenou esforços diplomáticos com a Rússia para reduzir tensões e apoiar a soberania venezuelana. Em 16 de janeiro de 2026, reuniu-se com militares para discutir a crise na Venezuela e o aprimoramento do sistema de defesa do Brasil.
Militares brasileiros: Reuniram-se com o presidente Lula em 16 de janeiro de 2026 para discutir a crise na Venezuela e o aprimoramento do sistema de defesa do Brasil, considerando a nova ordem global.
Conare/Ministério da Justiça (Brasil): Órgãos responsáveis pelo reconhecimento de refugiados e monitoramento da fronteira em Roraima.
CLIPPVE: Comitê que monitora a situação dos presos políticos e denunciou a opacidade nas libertações recentes.
AtlasIntel: Empresa de pesquisa que, em 14 de janeiro de 2026, divulgou que 57.7% dos venezuelanos aprovam a ação militar de Trump no país.
Instituto Nobel da Noruega: Instituição que esclareceu que o Prêmio Nobel da Paz não pode ser transferido, compartilhado ou revogado.
Edmundo González: Candidato substituto apoiado por María Corina Machado nas eleições presidenciais de 2024.
Marco Rubio: Secretário de Estado americano, que em 28 de janeiro de 2026 defendeu a operação militar que depôs Maduro e afirmou que Washington permitirá a venda de petróleo venezuelano sob sanções, com recursos controlados pelo Tesouro americano.
Alfredo Romero: Diretor do Foro Penal, que comentou sobre a Lei de Anistia, afirmando que ela deve servir para evitar a repetição de eventos passados e não para deter processos de transição. Sua organização afirma que mais de 680 pessoas ainda permanecem presas, apesar das libertações recentes.
Países/organizações: EUA; China; Brasil, Espanha e Qatar (citados como mediadores); Colômbia; Cuba (impactada pelo corte de fornecimento de petróleo); Exxon Mobil e ConocoPhillips (empresas com reivindicações contra a Venezuela); Fundo Monetário Internacional (FMI); Banco Mundial; Nações Unidas (ONU); BRICS; Tribunal Penal Internacional (investiga crimes contra a humanidade na Venezuela).
Termos importantes
Cartel de los Soles: Rede de tráfico de drogas supostamente liderada por militares venezuelanos.
Delta Force: Tropa de elite do Exército dos EUA que realizou a captura de Maduro.
Acordo Petrolífero 2026: Modelo de gestão onde os EUA controlam as receitas do petróleo venezuelano, incluindo o "grande acordo energético" que permitiu o retorno de um navileiro em 10 de janeiro. Já gerou US$ 500 milhões em receitas depositadas em contas controladas pelos EUA. Em 24 de janeiro de 2026, Donald Trump confirmou a apreensão de sete navios-tanque venezuelanos e a retirada de 50 milhões de barris de petróleo, que estão sendo processados em refinarias norte-americanas e parte vendida no mercado aberto. Marco Rubio, em 28 de janeiro de 2026, reiterou que a Venezuela poderá vender petróleo sob sanções, com recursos controlados pelo Tesouro americano.
Ordem Executiva de 9 de janeiro de 2026: Decreto assinado por Trump para proteger as receitas do petróleo venezuelano de apreensões por credores privados, garantindo seu uso para "paz, prosperidade e estabilidade" na Venezuela.
Lei 9.474/97: Legislação brasileira que rege o estatuto dos refugiados e fundamenta o acolhimento de venezuelanos.
Colectivos: Milícias armadas que intensificaram o patrulhamento urbano após a captura de Maduro.
Truth Social: Rede social utilizada por Donald Trump para fazer declarações sobre a crise na Venezuela e o impacto em Cuba.
Fundo Monetário Internacional (FMI): Organização internacional com a qual o secretário do Tesouro dos EUA, Bessent, planeja se reunir para discutir a retomada de relações econômicas com a Venezuela.
Banco Mundial: Instituição financeira internacional com a qual o secretário do Tesouro dos EUA, Bessent, planeja se reunir para discutir a retomada de relações econômicas com o país.
BRICS: Grupo de países emergentes (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) que, junto com a ONU, será plataforma para coordenação de esforços diplomáticos entre Brasil e Rússia.
Rede social X (antigo Twitter): Plataforma de mídia social cujo acesso foi liberado na Venezuela em 14 de janeiro de 2026, após mais de um ano de bloqueio pelo governo Maduro.
Reforma da Lei de Hidrocarbonetos: Proposta pela presidente interina Delcy Rodríguez em 15 de janeiro de 2026 para facilitar investimentos dos EUA no setor petrolífero venezuelano.
Prêmio Nobel da Paz de 2025: Concedido a María Corina Machado por seus esforços pela democracia e direitos humanos na Venezuela. O Instituto Nobel da Noruega esclareceu que o prêmio não pode ser transferido.
Aprimoramento do sistema de defesa do Brasil: Discussão estratégica entre o presidente Lula e militares em 16 de janeiro de 2026, visando reforçar a segurança e soberania nacional diante da nova ordem global e da crise venezuelana.
Frota Fantasma: Termo que se refere a navios petroleiros que operam sem identificação (transponders desligados) para contornar sanções internacionais e exportar petróleo clandestinamente. O reaparecimento do superpetroleiro Marbella no último fim de semana de 16 de janeiro de 2026 na costa venezuelana é um evento notável relacionado a esta frota. A apreensão de sete navios-tanque venezuelanos e a retirada de 50 milhões de barris de petróleo pelos EUA, conforme anunciado em 24 de janeiro de 2026, reforçam o controle americano sobre os ativos petrolíferos venezuelanos.
Shutdown: Termo utilizado para a paralisação do governo federal americano devido a impasses fiscais, mencionado por Donald Trump em 29 de janeiro de 2026.
Lei de Anistia Geral / Lei de anistia para a convivência democrática: Proposta anunciada por Delcy Rodríguez em 30 de janeiro de 2026 e debatida no Parlamento a partir de 5 de fevereiro de 2026, visando anistiar centenas de presos políticos e promover a coexistência pacífica, cobrindo o período de 1999 até os dias atuais, mas excluindo crimes graves como homicídio, tráfico de drogas, corrupção e violações graves aos direitos humanos. Especialistas expressam preocupação com a vagueza do texto. A exclusão de certos crimes está em conformidade com a Constituição venezuelana. O Tribunal Penal Internacional investiga possíveis crimes contra a humanidade na Venezuela. A proposta busca a reconciliação e a convivência democrática e surge em meio a um novo processo de diálogo político entre o governo e uma fração da oposição. Em 5 de fevereiro de 2026, o Parlamento aprovou em primeira votação o projeto de lei de anistia geral para presos por protestos políticos, que prevê perdão imediato, devolução de bens e o cancelamento de alertas da Interpol, permitindo o retorno de opositores exilados. A medida foi aprovada por unanimidade na Assembleia Nacional controlada pelo partido governista e é vista como um aceno aos Estados Unidos.
Tribunal Penal Internacional: Instituição que investiga possíveis crimes contra a humanidade cometidos na Venezuela durante o governo de Maduro desde 2017.
Foro Penal: Organização que monitora a situação dos presos políticos na Venezuela, afirmando que mais de 680 pessoas ainda permanecem presas, apesar das libertações recentes, e que o governo nega a existência de presos políticos.