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Profissionais sem domínio de IA perderão espaço, diz RH do Bradesco

Diretora de RH do Bradesco confirma, em entrevista ao Times Brasil na Febraban Tech 2026, que quem não dominar IA pode perder espaço para colegas mais capacitados na tecnologia.

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26/08 às 17:15, atualizado 22:02

Pontos principais

  • Questionada se um profissional poderia perder espaço para um colega que domina melhor a IA, Silvana Machado, diretora de RH do Bradesco, respondeu: "isso é totalmente verdade".
  • Segundo a executiva, "a IA não vai substituir o humano, mas ela potencializa o ser humano", o que exige requalificação constante.
  • O banco capacita os 83 mil colaboradores em IA "desde o conselho até estagiários", com responsabilidade dividida: "50% o banco fazendo isso e também os outros 50% a própria pessoa".
  • A própria diretora diz recorrer a um mentor mais jovem que a ajuda a acompanhar a tecnologia.
  • Com 99% das transações bancárias já feitas remotamente, os clientes procuram as agências "menos para transação e mais para isso: uma conversa", segundo Machado.
  • A BIA, assistente de IA do Bradesco, soma 3 bilhões de interações desde o lançamento e resolve 90% das demandas dos clientes; só em 2026 processou 74 milhões de transações.
  • Bancos brasileiros devem investir R$ 50 bilhões em tecnologia este ano, com foco em IA e cibersegurança.
  • Instituições financeiras destinam mais de R$ 100 milhões ao treinamento tecnológico de seus funcionários.
  • Para a diretora, decisões estratégicas e julgamento ético continuam sendo atribuições humanas essenciais.

Durante a Febraban Tech 2026, a diretora de RH e Sustentabilidade do Bradesco, Silvana Machado, afirmou, em entrevista ao Times Brasil, que o domínio de ferramentas de inteligência artificial tornou-se um requisito crítico para a continuidade dos profissionais no mercado. Questionada se um profissional poderia perder espaço para um colega que domina melhor a tecnologia, respondeu: "isso é totalmente verdade". Segundo a executiva, "a IA não vai substituir o humano, mas ela potencializa o ser humano", o que exige requalificação constante. O Bradesco capacita seus 83 mil colaboradores em IA "desde o conselho até estagiários", com responsabilidade dividida, nas palavras da diretora: "50% o banco fazendo isso e também os outros 50% a própria pessoa". A própria Machado diz recorrer a um mentor mais jovem, que a ajuda a acompanhar a tecnologia.

A executiva também descreveu a mudança no papel das agências, hoje voltadas ao aconselhamento: com 99% das transações já realizadas remotamente, os clientes as procuram "menos para transação e mais para isso: uma conversa". A BIA, assistente de IA do banco, soma 3 bilhões de interações desde o lançamento e resolve 90% das demandas dos clientes; somente em 2026 processou 74 milhões de transações. O cenário reflete um movimento mais amplo do setor bancário brasileiro, que projeta investimentos de R$ 50 bilhões em tecnologia para 2026, dos quais mais de R$ 100 milhões são destinados ao treinamento tecnológico de funcionários. Para Machado, a IA automatiza processos e a análise de dados, mas a intervenção humana permanece indispensável para o julgamento ético e a definição de estratégia e propósito.

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