Confiança é o atributo mais valorizado por clientes de bancos na era da IA
Estudo apresentado na Febraban Tech 2026 aponta que a confiança tornou-se o pilar central na relação entre consumidores e instituições financeiras.
Pontos principais
- Pesquisa da CI&T e Box1824 destaca a confiança como ativo essencial para o compartilhamento de dados e aceitação de decisões automatizadas.
- O estudo identificou cinco tendências, incluindo o paradigma conversacional e a proteção por fricção positiva.
- A fragmentação de sistemas internos ainda trava a adoção de IA em mais de 40% das instituições financeiras.
- A segurança digital consolidou-se como diferencial competitivo diante da sofisticação de golpes com IA.
- Bancos como o Bradesco utilizam IA para otimizar operações, mantendo o atendimento humano como valor central.
- Mais de 60% das instituições financeiras estão em estágios iniciais ou emergentes na implementação de inteligência artificial.
- A integração de dados é apontada como etapa crítica para escalar aplicações de IA em análise de risco e atendimento.
A confiança emergiu como o atributo mais valorizado pelos clientes na relação com instituições financeiras durante a era da inteligência artificial, segundo estudo encomendado pela CI&T à Box1824 para o Febraban Tech 2026. O levantamento, intitulado 'Confiança como Ativo: Construindo Valor no Mercado Financeiro em Tempos de Crise', ressalta que a segurança e a transparência são fundamentais para que o consumidor aceite decisões automatizadas e compartilhe dados sensíveis. Este cenário de transformação digital ocorre em um momento em que a segurança digital deixou de ser apenas uma medida de proteção para se tornar um ativo estratégico de mercado, especialmente diante da sofisticação de fraudes que utilizam IA para simular biometria e voz.
Apesar do avanço tecnológico, o setor enfrenta desafios estruturais significativos. Dados da Serasa Experian revelam que a fragmentação de sistemas é o principal obstáculo para a adoção de IA em mais de 40% das instituições financeiras, com a maioria ainda em estágios iniciais de implementação. Enquanto buscam integrar dados para decisões em tempo real, bancos como o Bradesco têm adotado a tecnologia para reduzir tarefas operacionais, permitindo que o atendimento humano — ainda visto como um diferencial de valor — seja priorizado. A integração bem-sucedida dessas ferramentas, portanto, depende não apenas da capacidade técnica, mas da manutenção da credibilidade perante um público que, segundo o Observatório Febraban, ainda possui lacunas em educação financeira.
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