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Taxas de juros recuam no Brasil com queda dos Treasuries e foco no Copom

O recuo nos rendimentos dos títulos americanos e a expectativa de corte na Selic impulsionaram a queda das taxas dos DIs e do Tesouro Direto.

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Foto: Times Brasil
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25/08 às 11:15, atualizado 18:32

Pontos principais

  • Taxas dos DIs para 2028 e 2035 fecharam em 13,8% e 14,44%, respectivamente.
  • O Tesouro IPCA+ 2032 voltou a operar abaixo de 8% ao ano, encerrando em 7,97%.
  • Mercado precifica 86% de probabilidade de corte de 25 pontos-base na Selic pelo Copom.
  • Movimento acompanhou a queda de mais de 7 pontos-base no rendimento dos Treasuries de 10 anos.
  • Arrecadação federal recorde de R$ 289,346 bilhões em julho também repercutiu no cenário econômico.

As taxas de juros no mercado brasileiro registraram queda nesta terça-feira, em um movimento de ajuste influenciado diretamente pelo recuo dos rendimentos dos Treasuries norte-americanos. O alívio nos juros dos títulos de dez anos dos Estados Unidos, que recuaram para 4,625%, permitiu que os ativos brasileiros seguissem a tendência de valorização, com o Tesouro IPCA+ 2032 voltando a operar abaixo do patamar de 8% ao ano. A curva de juros futuros (DIs) também refletiu esse otimismo, com quedas expressivas nos contratos de longo prazo.

Além do cenário externo, o mercado local mantém o foco na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). A precificação na B3 aponta uma probabilidade de 86% para um corte de 25 pontos-base na taxa Selic, reforçada por dados fiscais robustos, como a arrecadação recorde de R$ 289,346 bilhões registrada pela Receita Federal em julho. O ambiente de cautela geopolítica, marcado por novas sanções dos EUA contra o Irã e tensões comerciais entre Washington e Canadá, segue sendo monitorado por investidores, que agora aguardam a divulgação do IPCA-15 e o simpósio de Jackson Hole para balizar as próximas decisões de política monetária.

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