Braskem avança em negociações para reestruturar dívida de US$ 11 bi
Empresa e credores discutem injeção de capital e conversão de dívida em ações para reestruturar passivo bilionário da petroquímica.
Pontos principais
- A reestruturação envolve um passivo total de aproximadamente US$ 11 bilhões.
- Propostas incluem um follow-on de US$ 2,25 bilhões e conversão de dívida em ações.
- Injeção de capital e conversão podem somar entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões.
- Petrobras e IG4 Capital devem manter o controle e a gestão da companhia.
- Prazo final para a conclusão do processo de recuperação extrajudicial é 22 de novembro.
A Braskem e seus credores registraram avanços significativos nas negociações para a reestruturação de uma dívida estimada em US$ 11 bilhões. As discussões atuais contemplam uma oferta subsequente de ações, conhecida como follow-on, no valor de US$ 2,25 bilhões, além da conversão de parte do passivo em participação acionária. Dependendo do modelo final adotado, a injeção de capital e a conversão de dívida podem totalizar entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões, fortalecendo a estrutura de capital da petroquímica.
Embora o prazo limite para a conclusão do processo de recuperação extrajudicial esteja fixado para o dia 22 de novembro, as partes envolvidas trabalham com a expectativa de um desfecho antecipado. Conforme os termos debatidos, a Petrobras e o IG4 Capital Group deverão permanecer no controle e na gestão da empresa. O acordo é visto como um passo fundamental para a estabilização financeira da companhia diante dos desafios de mercado enfrentados pelo setor.
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