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Shein obtém aval da China para realizar IPO em Hong Kong

Após tentativas frustradas em Nova York e Londres, a varejista Shein recebeu autorização de reguladores chineses para avançar com sua oferta pública de ações em Hong Kong.

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Foto: G1 - Economia
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10/07 às 09:02 · atualizado há 3min

Pontos principais

  • A Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC) oficializou a autorização para a listagem da empresa.
  • O processo de aprovação levou um ano devido à necessidade de aval de altos escalões do governo chinês.
  • A varejista busca uma avaliação de mercado de US$ 30 bilhões, valor inferior ao pico de US$ 100 bilhões atingido anteriormente.
  • Tentativas anteriores de IPO nos Estados Unidos e em Londres falharam devido a escrutínios regulatórios e questões sobre a cadeia de suprimentos.
  • A empresa registrou lucro líquido de aproximadamente US$ 2 bilhões no último ano, impulsionado por cortes de custos.
  • O IPO ocorre em um cenário de concorrência acirrada com a Temu e pressão de tarifas comerciais impostas pelos EUA.
  • A expectativa é que a oferta ocorra nos próximos meses, embora o cronograma oficial ainda não tenha sido definido.

A varejista de moda Shein deu um passo decisivo em sua estratégia de expansão global ao receber o sinal verde das autoridades chinesas para realizar sua oferta pública inicial de ações (IPO) na Bolsa de Valores de Hong Kong. A autorização, concedida pela Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC), encerra um período de um ano de incertezas regulatórias e marca uma mudança de rota para a companhia, que anteriormente enfrentou obstáculos significativos para abrir capital em Nova York e Londres. O sucesso da operação é visto como um teste fundamental para a empresa, que lida com o escrutínio sobre sua cadeia de suprimentos e a crescente pressão competitiva de rivais como a Temu.

Para viabilizar a entrada na bolsa, a Shein ajustou suas expectativas de valuation para cerca de US$ 30 bilhões, uma redução expressiva frente ao pico de US$ 100 bilhões registrado há quatro anos. Apesar dos desafios regulatórios e das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, a varejista demonstrou resiliência financeira ao reportar um lucro líquido de aproximadamente US$ 2 bilhões no último ano, resultado de uma política rigorosa de corte de custos e reajustes de preços. A listagem em Hong Kong é aguardada pelo mercado como uma das maiores ofertas do setor de moda nos últimos anos, consolidando a posição da empresa no cenário financeiro internacional.

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