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Sistema do Serpro bloqueia 3 milhões de beneficiários de programas sociais em bets

Ferramenta do governo impede que beneficiários de programas sociais mantenham contas em casas de apostas licenciadas, cumprindo decisão do STF.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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21/08 às 14:32 · atualizado 19:02

Pontos principais

  • O módulo 'Impedidos' do Sistema de Gestão de Apostas (Sigap) bloqueia automaticamente o acesso de beneficiários de programas sociais.
  • A medida abrange programas como Bolsa Família, BPC, Fies e o programa Desenrola Brasil.
  • Mais de 3 milhões de contas foram identificadas e bloqueadas desde outubro de 2025.
  • Operadoras de apostas têm prazo de três dias para encerrar contas e devolver o saldo integral aos usuários.
  • A restrição é de responsabilidade das plataformas, que consultam a API do Serpro em tempo real.
  • A implementação atende a uma determinação do Supremo Tribunal Federal de novembro de 2024 para proteger a renda de famílias vulneráveis.
  • Paralelamente, tramita na Câmara o PL 2972/26, que propõe a proibição total da exploração de apostas de quota fixa no país.

O governo federal, por meio do Serpro, implementou uma funcionalidade no Sistema de Gestão de Apostas (Sigap) que impede beneficiários de programas sociais de manterem contas em sites de apostas licenciados no Brasil. A medida, operacionalizada pelo módulo 'Impedidos', realiza o cruzamento automático de CPFs com bases de dados governamentais, bloqueando o acesso de quem recebe benefícios como Bolsa Família, BPC, Fies ou participa do Desenrola Brasil. Desde outubro de 2025, o sistema já restringiu o acesso de mais de 3 milhões de pessoas. As plataformas de apostas são obrigadas a encerrar as contas identificadas em até três dias e realizar a devolução integral dos saldos aos titulares, sob pena de descumprimento das normas vigentes.

A iniciativa atende a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) proferida em novembro de 2024, que visa proteger o orçamento doméstico e a saúde mental de populações em situação de vulnerabilidade financeira. Enquanto o sistema de bloqueio já está em operação, o debate legislativo sobre o setor se intensifica no Congresso. O deputado Rodrigo Rollemberg apresentou o Projeto de Lei 2972/26, que propõe a proibição total da exploração e publicidade de apostas de quota fixa no país, com multas que podem atingir R$ 2 bilhões. A proposta, que ainda tramitará pelas comissões da Câmara, reflete a crescente pressão política para restringir o mercado de apostas online no Brasil.

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