Câmara analisa proibição de cassinos online e restringe publicidade de bets
Projetos de lei e novas portarias federais buscam frear o avanço das apostas online, restringindo publicidade e proibindo cassinos virtuais no Brasil.
Pontos principais
- O PL 2258/26 propõe o banimento de cassinos online baseados em algoritmos, mantendo apenas apostas em eventos reais e loterias.
- Comissão da Câmara aprovou o PL 1622/26, que veda o uso de imagem e voz de menores de 18 anos em propagandas de empresas de apostas.
- Nova portaria do governo federal exige alertas obrigatórios sobre riscos de dependência e proíbe promessas de ganho fácil em anúncios.
- Operadoras de apostas serão responsabilizadas por infrações cometidas por influenciadores contratados, sob risco de multas de até 20% do faturamento.
O Congresso Nacional e o governo federal intensificaram as medidas de controle sobre o mercado de apostas online no Brasil. Na Câmara dos Deputados, o PL 2258/26 busca proibir cassinos virtuais que utilizam algoritmos, sob o argumento de que o setor contribuiu para a inadimplência de 1,8 milhão de brasileiros em 2024, ano em que o volume de apostas atingiu R$ 240 bilhões. Paralelamente, a Comissão do Esporte aprovou o PL 1622/26, que veda a exploração da imagem e voz de atletas menores de 18 anos em campanhas publicitárias do setor, visando proteger o público infantojuvenil.
Complementando o cenário regulatório, o governo federal publicou uma portaria que estabelece diretrizes rígidas para a publicidade de bets. As novas regras proíbem que especialistas sugiram palpites específicos ou que anúncios apresentem o jogo como fonte de renda ou investimento. Além disso, as operadoras agora são obrigadas a incluir avisos sobre os riscos de dependência financeira e perda de patrimônio. As empresas que descumprirem as normas estarão sujeitas a sanções severas, que incluem multas de até 20% do faturamento, suspensão das atividades ou a cassação definitiva da autorização para operar no país.
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