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Pesquisa aponta que 69% dos americanos veem conflito de interesses em Trump

Levantamento da Reuters/Ipsos indica que a maioria da população acredita que os negócios privados de Donald Trump influenciam suas decisões políticas.

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Foto: G1 - Economia
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19/08 às 07:32 · atualizado 13:04

Pontos principais

  • 69% dos entrevistados acreditam que os interesses comerciais do presidente afetam suas decisões no governo.
  • 63% dos norte-americanos consideram inadequados os lucros da família Trump com criptomoedas.
  • A percepção de conflito de interesses é compartilhada por 90% dos democratas e 48% dos republicanos.
  • Empreendimentos ligados à família, como a World Liberty Financial, geraram mais de US$ 1,4 bilhão em receitas no último ano.
  • A Casa Branca nega irregularidades e afirma que os investimentos presidenciais são geridos por instituições independentes.

Uma nova pesquisa conduzida pela Reuters/Ipsos revela um cenário de desconfiança sobre a gestão do presidente Donald Trump. Segundo o levantamento, concluído em 17 de agosto de 2026, 69% dos norte-americanos acreditam que os interesses comerciais do mandatário exercem influência direta sobre suas decisões políticas. O índice reflete uma preocupação bipartidária, embora com intensidades distintas: 90% dos democratas e 48% dos eleitores republicanos compartilham da percepção de que há um conflito de interesses na administração atual. O debate ganha força em meio ao crescimento dos negócios da família Trump no setor de criptomoedas, que movimentaram mais de US$ 1,4 bilhão no último ano. A maioria dos entrevistados, cerca de 63%, classificou como inadequados os lucros obtidos por meio de empreendimentos como a World Liberty Financial durante o segundo mandato do presidente. Especialistas em ética apontam que a proximidade entre os negócios privados da família e a atuação da Casa Branca é um fenômeno inédito na história recente do país. Em resposta às críticas, a Casa Branca reiterou que não há conflito de interesses, sustentando que os investimentos do presidente são administrados por instituições independentes, sem interferência direta de Trump em sua gestão financeira pessoal. A questão permanece como um ponto central de tensão política, levantando questionamentos sobre a transparência e a separação entre os ativos pessoais do presidente e as políticas públicas implementadas por seu governo.

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