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Trump reduz exercícios militares com a Coreia do Sul

O presidente dos EUA cortou manobras militares em Seul, citando custos e a intenção de não hostilizar a Coreia do Norte em meio à crise no Oriente.

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Foto: G1 Mundo
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17/08 às 18:45 · atualizado 18/08 às 03:45

Pontos principais

  • O governo Trump reduziu a escala dos exercícios militares conjuntos Ulchi Freedom Shield com a Coreia do Sul.
  • A Casa Branca justificou a medida pelo alto custo das operações e pelo desejo de evitar tensões desnecessárias com Pyongyang.
  • O Pentágono redirecionou navios do Indo-Pacífico para o Oriente Médio para reforçar o conflito contra o Irã.
  • A decisão gerou incerteza em Seul sobre a manutenção da presença estratégica dos EUA na Ásia diante do avanço nuclear norte-coreano.
  • Analistas sugerem que a mudança pode refletir o descontentamento de Washington com a falta de apoio sul-coreano em outras pautas geopolíticas.

O presidente Donald Trump determinou uma redução drástica na escala dos exercícios militares conjuntos realizados com a Coreia do Sul. A decisão, que gerou preocupação e incerteza em Seul, foi justificada pelo governo americano sob o argumento de que as manobras são onerosas e poderiam ser interpretadas como um sinal hostil por Pyongyang. Trump reiterou manter uma relação próxima com Kim Jong-un, apesar da ausência de avanços concretos em acordos de desnuclearização. A medida ocorre em um momento de tensão regional, com a Coreia do Norte mantendo a expansão de seu arsenal nuclear.

Simultaneamente, o Pentágono tem redirecionado recursos militares do Indo-Pacífico para o Oriente Médio, visando reforçar operações na guerra contra o Irã. Esse remanejamento de navios e o esgotamento dos estoques de armas dos EUA alimentam o receio de aliados asiáticos sobre a capacidade de Washington de manter sua presença estratégica na região. Analistas apontam que a priorização do conflito no Oriente Médio, somada a possíveis divergências sobre pautas geopolíticas, pode criar um vácuo de segurança na Ásia, desafiando a aliança militar histórica entre os dois países.

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