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Trump ordena redução de exercícios militares com a Coreia do Sul

O presidente Donald Trump determinou ao Pentágono a diminuição das manobras militares conjuntas com Seul, citando custos e a falta de apoio sul-coreano em ações contra o Irã.

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Foto: G1 Mundo
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16/08 às 18:31 · atualizado 17/08 às 10:13

Pontos principais

  • A ordem foi anunciada pelo presidente Donald Trump através da rede social Truth Social.
  • O secretário de Defesa, Pete Hegseth, foi instruído a implementar a redução das atividades.
  • A decisão afeta o exercício anual Ulchi Freedom Shield, previsto para durar 11 dias.
  • Trump justificou a medida pela recusa de Seul em colaborar com esforços americanos no Irã.
  • O presidente também citou os custos elevados das operações como um fator determinante.
  • A mudança é apresentada como um gesto diplomático para manter a distensão com a Coreia do Norte.
  • Trump afirmou que a Coreia do Norte tem se mostrado inofensiva e respeitosa sob sua gestão.
  • A medida ocorre em um momento de tensões regionais, incluindo disparos de mísseis norte-coreanos.
  • O governo sul-coreano enfrenta um cenário político interno que busca novas negociações com o Norte.
  • A decisão marca uma mudança na estratégia de defesa dos EUA na região do Pacífico.

O presidente Donald Trump anunciou nesta semana uma redução substancial na escala dos exercícios militares conjuntos realizados entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul. A diretriz foi comunicada diretamente pelo mandatário através da plataforma Truth Social e direcionada ao secretário de Defesa, Pete Hegseth. A medida impacta diretamente o exercício anual Ulchi Freedom Shield, que estava programado para iniciar suas atividades com duração de 11 dias, alterando o formato tradicional da cooperação militar entre os dois países na península coreana. A decisão reflete uma mudança na postura estratégica de Washington na região do Pacífico. Ao justificar a ordem, o presidente americano citou dois motivos principais: a necessidade de reduzir os custos financeiros das operações e a insatisfação com a postura diplomática de Seul. Segundo Trump, o governo sul-coreano teria se recusado a fornecer apoio aos esforços americanos voltados à desnuclearização do Irã, o que gerou um descontentamento na Casa Branca. Além da questão iraniana, o presidente destacou que a manutenção de manobras militares de grande escala é percebida por Pyongyang como um sinal hostil, justificando a redução como um gesto para manter a distensão com o líder norte-coreano, Kim Jong Un. Trump afirmou que, sob sua administração, a Coreia do Norte tem se mantido inofensiva e respeitosa, o que tornaria os treinamentos extensivos desnecessários. O anúncio ocorre em um contexto geopolítico complexo, marcado por recentes disparos de mísseis pela Coreia do Norte e denúncias internacionais sobre o envolvimento de tropas norte-coreanas no conflito na Ucrânia. Internamente, a Coreia do Sul atravessa um período de transição política sob a gestão do presidente Lee Jae Myung, que tem buscado caminhos para retomar o diálogo com o regime do Norte. Historicamente, os exercícios militares conjuntos entre Washington e Seul são vistos por Pyongyang como ensaios para uma possível invasão de seu território. A decisão de Trump, portanto, sinaliza uma reavaliação das prioridades de defesa dos Estados Unidos, priorizando a diplomacia direta e a contenção de gastos em detrimento da manutenção da prontidão militar tradicional na região. A implementação da ordem pelo Pentágono será acompanhada de perto por analistas internacionais, que buscam entender o impacto dessa mudança na estabilidade da península coreana e no equilíbrio de poder no Pacífico.

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