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Sobrenome Bolsonaro é usado por 30 candidatos nas eleições de 2026

Levantamento no sistema do TSE aponta que o sobrenome Bolsonaro supera o uso de referências a Lula em nomes de urna nas eleições presidenciais deste ano.

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Foto: G1 Política
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17/08 às 10:46 · atualizado 19/09 às 18:51

Pontos principais

  • Ao menos 30 candidatos registraram o sobrenome 'Bolsonaro' em seus nomes de urna para o pleito de 2026.
  • O número de candidaturas que utilizam o nome de urna 'Bolsonaro' supera as sete que fazem referência ao presidente Lula.
  • A maioria dos postulantes que adotam o sobrenome do ex-presidente é filiada ao Partido Liberal (PL).
  • Jair Renan Valle Bolsonaro, filho do ex-presidente, registrou seu nome de urna como 'Jair Bolsonaro'.
  • Flávio Bolsonaro, senador e filho do ex-presidente, é o candidato oficial do PL à Presidência da República.
  • A legislação eleitoral brasileira permite o uso de nomes de lideranças políticas, desde que não induzam o eleitor a erro.
  • O registro de nomes de urna faz parte do processo oficial de 13 chapas presidenciais que solicitaram candidatura ao TSE.

O cenário eleitoral de 2026 apresenta uma curiosidade estatística no registro de candidaturas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dados do sistema DivulgaCand revelam que o sobrenome 'Bolsonaro' foi adotado por ao menos 30 candidatos em seus nomes de urna, consolidando-se como uma marca política de forte presença no pleito. Em comparação, apenas sete candidaturas utilizam referências diretas ao nome do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, em seus registros oficiais.

A predominância do sobrenome Bolsonaro nas urnas está concentrada majoritariamente no Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente. Entre os registros, destaca-se a oficialização da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, além de Jair Renan Valle Bolsonaro, que concorre sob o nome de urna 'Jair Bolsonaro'. A estratégia de utilizar nomes de figuras políticas consagradas é permitida pela legislação eleitoral, desde que o uso não cause confusão ao eleitorado.

Este fenômeno ocorre em um contexto de intensa disputa eleitoral, com 13 chapas presidenciais já registradas e a campanha oficial iniciada em 16 de agosto. Enquanto a Justiça Eleitoral segue com a análise da documentação e o prazo para eventuais impugnações, a utilização de nomes de lideranças nas urnas reflete a polarização política que marca o pleito, servindo, em alguns casos, como ferramenta de identificação ideológica ou, pontualmente, como provocação política entre campos opostos.

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