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Investidores estrangeiros retiram R$ 15,6 bi da B3 em agosto

O volume representa a maior saída mensal de capital estrangeiro da bolsa brasileira desde janeiro de 2022, pressionando o Ibovespa e o dólar.

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Foto: G1 - Economia
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17/08 às 13:47 · atualizado 17:03

Pontos principais

  • O saldo líquido negativo de R$ 15,63 bilhões foi registrado até o dia 13 de agosto.
  • O montante supera o recorde anterior de saída mensal observado em maio de 2026.
  • A fuga de capital é atribuída a incertezas eleitorais, crescimento fraco e deterioração do crédito.
  • O banco JPMorgan rebaixou a recomendação para o mercado brasileiro de 'overweight' para 'neutra'.
  • O movimento de saída inverte a tendência de entrada de recursos observada no primeiro trimestre de 2026.

O mercado financeiro brasileiro registrou uma saída recorde de capital estrangeiro em agosto. Segundo dados da B3 compilados pela consultoria Elos Ayta, investidores internacionais retiraram R$ 15,63 bilhões da bolsa até o dia 13, consolidando o maior fluxo negativo mensal desde janeiro de 2022. O volume, atingido em apenas nove pregões, superou o recorde anterior registrado em maio de 2026 e reflete uma mudança acentuada no sentimento dos investidores em relação ao Brasil.

Analistas apontam que a desvalorização do Ibovespa e a pressão sobre o dólar são consequências diretas desse movimento de desinvestimento. Entre os fatores citados para a saída de recursos estão o crescimento econômico abaixo das expectativas, a deterioração das condições de crédito e o aumento das incertezas no cenário eleitoral. Em resposta ao cenário macroeconômico, o JPMorgan rebaixou a recomendação para o mercado brasileiro de 'overweight' para 'neutra'.

O impacto dessa fuga de capital é amplificado pela alta da taxa Selic, atualmente em 14%, que tem incentivado a migração de investidores locais da renda variável para a renda fixa. Levantamentos indicam que mais de 80% dos fundos de ações brasileiros apresentam rendimento inferior ao da poupança em 2026, evidenciando o desafio enfrentado pelo mercado de capitais diante da combinação de juros elevados e instabilidade externa.

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