Fluxo estrangeiro na B3 acumula saldo positivo de R$ 33,8 bi no semestre
Após saída recorde no segundo trimestre, fluxo de capital estrangeiro na bolsa brasileira mostra sinais de estabilização em julho de 2026.
Pontos principais
- O primeiro semestre de 2026 encerrou com saldo líquido positivo de R$ 33,85 bilhões na B3.
- O primeiro trimestre registrou entrada recorde de R$ 53,36 bilhões, enquanto o segundo trimestre teve saída de R$ 19,52 bilhões.
- A volatilidade foi impulsionada por incertezas fiscais domésticas e pela política monetária dos Estados Unidos.
- Dados parciais até 8 de julho indicam uma saída de apenas R$ 419,8 milhões, sugerindo desaceleração na retirada de capital.
O mercado de capitais brasileiro viveu um primeiro semestre de 2026 marcado por forte oscilação no fluxo de investidores estrangeiros. Após um início de ano otimista, que resultou em um ingresso recorde de R$ 53,36 bilhões no primeiro trimestre, o cenário foi revertido nos meses seguintes. Entre abril e junho, o mercado doméstico enfrentou uma saída líquida de R$ 19,52 bilhões, pressionada por tensões geopolíticas, pela alta do petróleo e pela revisão das expectativas de juros nos Estados Unidos. Internamente, as preocupações com a trajetória das contas públicas e a política monetária também pesaram sobre a confiança dos investidores. Apesar da fuga expressiva no segundo trimestre, o saldo acumulado no semestre permanece positivo. Indicadores parciais de julho apontam para uma desaceleração na saída de recursos, sinalizando uma possível estabilização do fluxo estrangeiro na B3.
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