Fluxo estrangeiro na B3 registra entrada de R$ 2,35 bi em julho
Após dois meses de saídas líquidas, a Bolsa brasileira volta a atrair capital estrangeiro na primeira quinzena de julho.
Pontos principais
- O saldo positivo de R$ 2,351 bilhões reverte a tendência de retiradas observada nos meses anteriores.
- Analistas apontam que o movimento é um ajuste técnico impulsionado pelo valuation atrativo das ações.
- A expectativa de novos cortes na taxa Selic pelo Copom em agosto favorece o sentimento dos investidores.
- O Brasil é visto por parte do mercado como um 'hedge' para a velha economia em meio a tensões geopolíticas.
A Bolsa brasileira (B3) registrou uma retomada no fluxo de capital estrangeiro durante a primeira quinzena de julho, com um saldo positivo de R$ 2,351 bilhões. O dado marca uma reversão importante após dois meses de saídas líquidas, incluindo junho, que contabilizou uma retirada de R$ 7,785 bilhões, o maior volume em quase um ano. Especialistas atribuem o movimento a um ajuste técnico e ao valuation atrativo dos ativos locais, além da desaceleração da inflação medida pelo IPCA.
O otimismo dos investidores também está atrelado à expectativa de novos cortes na taxa Selic pelo Copom em agosto. Embora instituições como o Bank of America indiquem que o fluxo para a América Latina ainda seja limitado, o Brasil se beneficia de sua posição como exportador de commodities, sendo considerado um 'hedge' para a velha economia diante do atual cenário geopolítico global.
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