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Bolsa brasileira deve ficar lateralizada até o fim de 2026

O CEO da API Capital projeta estagnação no Ibovespa devido à cautela com o cenário eleitoral e às incertezas sobre a política fiscal para 2027.

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Foto: Times Brasil
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14/08 às 23:15 · atualizado 15/08 às 11:02

Pontos principais

  • Guilherme Barbosa, CEO da API Capital, prevê que o mercado acionário brasileiro manterá tendência lateral até o final do ano.
  • A incerteza sobre a trajetória fiscal para 2027 e o prêmio de risco eleitoral pesam sobre a confiança dos investidores.
  • Juros reais elevados no Brasil favorecem a migração de capital para a renda fixa em detrimento da volatilidade da bolsa.
  • Investidores estrangeiros demonstram maior cautela com ativos brasileiros, priorizando alocações no mercado dos Estados Unidos.

A bolsa brasileira deve enfrentar um período de estagnação até o encerramento de 2026, segundo projeções de Guilherme Barbosa, CEO da API Capital. O executivo aponta que a combinação entre o cenário macroeconômico desafiador e a crescente cautela eleitoral impede uma recuperação consistente do mercado acionário. A percepção de risco em relação à política econômica que será adotada em 2027 tem levado investidores a adotarem uma postura defensiva, priorizando ativos de renda fixa pós-fixados diante da atratividade dos juros reais no país.

O cenário é agravado pela saída de capital estrangeiro, que tem buscado maior segurança em mercados como o dos Estados Unidos. Enquanto o mercado financeiro incorpora um prêmio de risco eleitoral no real, a volatilidade dos ativos locais deve persistir conforme as pesquisas eleitorais avançam. Para a API Capital, qualquer mudança na estratégia de alocação da gestora depende de uma maior previsibilidade fiscal interna e de um ambiente externo mais receptivo a mercados emergentes, fatores que permanecem incertos no curto prazo.

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