Bolsa recebe R$ 2,5 bi em julho com corte da Selic para 14%
O fluxo estrangeiro retornou à B3 em julho após o corte da Selic e bons resultados corporativos, mas o cenário eleitoral gera cautela no mercado.
Pontos principais
- A B3 registrou entrada líquida de R$ 2,558 bilhões de capital estrangeiro em julho.
- O Banco Central reduziu a taxa Selic para 14% ao ano, mantendo tom neutro.
- Setores de petróleo e commodities impulsionaram a alta da bolsa no período.
- Balanços do 2T26, como os de Itaú e Gerdau, superaram expectativas de mercado.
- Analistas projetam possível desaceleração do fluxo no segundo semestre devido a incertezas fiscais.
O mercado financeiro brasileiro registrou um movimento de otimismo em julho, com a entrada de R$ 2,558 bilhões de capital estrangeiro na B3, encerrando dois meses consecutivos de saída. O fluxo foi impulsionado pela decisão do Banco Central de reduzir a taxa Selic para 14% ao ano, aliada à valorização global das commodities, que beneficiou ações de empresas como Petrobras e Prio. Paralelamente, a temporada de balanços do segundo trimestre de 2026 trouxe resultados sólidos, com destaque para o lucro de R$ 12,4 bilhões do Itaú e o EBITDA de R$ 3,4 bilhões da Gerdau. Apesar do cenário positivo, analistas alertam que a cautela com a disciplina fiscal e o desenrolar do calendário eleitoral podem moderar os investimentos nos próximos meses, especialmente diante de indicadores macroeconômicos que sugerem um possível desaquecimento da economia doméstica.
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