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Visita de Putin a ilha disputada com Japão gera protesto diplomático

O governo japonês convocou o embaixador russo após Vladimir Putin visitar Iturup, território reivindicado por Tóquio desde a Segunda Guerra Mundial.

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Foto: G1 Mundo
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14/08 às 03:32 · atualizado 11:15

Pontos principais

  • Vladimir Putin visitou a ilha de Iturup, parte das Ilhas Curilhas, sob controle russo e reivindicação japonesa.
  • O Japão classificou a visita como inaceitável e formalizou um protesto diplomático junto à Rússia.
  • Especialistas apontam que o movimento reflete uma pressão geopolítica coordenada entre Rússia e China contra o Japão.
  • A ausência de um tratado de paz formal entre os dois países persiste desde o fim da Segunda Guerra Mundial devido ao conflito territorial.
  • A Rússia rejeitou as críticas, acusando o Japão de adotar uma postura revisionista e antirrussa.

A recente visita do presidente russo Vladimir Putin à ilha de Iturup, nas Ilhas Curilhas, intensificou as tensões diplomáticas entre Moscou e Tóquio. O governo japonês repudiou a presença do mandatário no território, que considera parte integrante de sua soberania, e convocou o embaixador russo para prestar esclarecimentos. Em resposta, a Rússia reiterou que as ilhas fazem parte de seu território e rechaçou qualquer interferência externa. Este impasse territorial é um obstáculo histórico que impede a assinatura de um tratado de paz formal entre os dois países desde o término da Segunda Guerra Mundial.

Analistas internacionais observam que o gesto de Putin, realizado próximo ao aniversário da rendição japonesa no conflito global, pode sinalizar uma estratégia de pressão conjunta entre Moscou e Pequim. O movimento ocorre em um momento de desgaste nas relações bilaterais, exacerbado pelas sanções econômicas impostas pelo Japão à Rússia e por divergências regionais envolvendo a questão de Taiwan. Enquanto o governo dos Estados Unidos reafirmou seu apoio à soberania japonesa sobre o arquipélago, a ONU solicitou moderação a ambos os lados para evitar uma escalada de tensões em um cenário regional marcado por alinhamentos militares complexos.

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