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Desemprego no Brasil cai para 5,4% no segundo trimestre de 2026

A taxa de desocupação atingiu o menor patamar para o período desde 2012, com quedas registradas em 13 estados brasileiros, segundo dados da Pnad Contínua do IBGE.

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Foto: G1 - Economia
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14/08 às 09:32 · atualizado 14:32

Pontos principais

  • A taxa de desemprego nacional recuou para 5,4% no segundo trimestre de 2026.
  • Santa Catarina registrou a menor taxa do país (2,1%), enquanto o Amapá apresentou a maior (9,8%).
  • O desemprego feminino (6,4%) permanece 39% superior ao masculino (4,6%).
  • Trabalhadores pretos e pardos continuam com taxas de desocupação acima da média nacional.
  • A percepção de segurança no emprego atingiu o maior nível da série histórica da FGV IBRE em julho.
  • O rendimento médio real permanece estagnado em R$ 3.795, limitando o consumo das famílias.
  • Desequilíbrios regionais persistem, com escassez de mão de obra no Sul e Centro-Oeste e ociosidade no Norte e Nordeste.

O mercado de trabalho brasileiro apresentou um cenário de aquecimento no segundo trimestre de 2026, com a taxa de desemprego atingindo 5,4%. O índice representa o menor patamar para o período desde 2012, consolidando uma tendência de queda observada em 13 das 27 unidades da federação. A melhora no cenário de contratações também se reflete na confiança dos trabalhadores, com a FGV IBRE reportando que a percepção de segurança no emprego alcançou o maior nível da série histórica iniciada em 2025. Apesar do avanço nos números de ocupação, o país ainda enfrenta desafios estruturais significativos. A disparidade de gênero e raça permanece evidente, com mulheres e populações preta e parda registrando taxas de desocupação superiores à média nacional. Além disso, o nível de escolaridade continua sendo um fator determinante para a empregabilidade, com o menor índice de desemprego concentrado entre pessoas com ensino superior completo, enquanto o grupo com ensino médio incompleto enfrenta as maiores dificuldades de inserção. O cenário econômico é marcado por um desequilíbrio regional acentuado: enquanto estados do Sul e Centro-Oeste lidam com a escassez de mão de obra, regiões do Norte e Nordeste ainda enfrentam alta ociosidade. Paralelamente, o rendimento médio real dos trabalhadores mantém-se estagnado em R$ 3.795, o que limita uma expansão mais robusta do consumo das famílias e mantém a cautela do Banco Central. A pressão inflacionária em serviços, impulsionada pela dificuldade de contratação em setores específicos, somada ao cenário de juros elevados nos Estados Unidos, restringe a flexibilidade da autoridade monetária brasileira para reduzir a taxa Selic, mantendo a política monetária em patamares restritivos para o controle da inflação.

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