A taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026, a menor para o período desde 2012, com o salário médio em recorde e sinais de acomodação.
A taxa de desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este índice representa um aumento em comparação com o trimestre anterior, que registrou 5,2%. No entanto, a taxa atual é 1 ponto percentual menor do que a observada no mesmo período do ano anterior (6,8%), configurando a menor taxa para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica em 2012.
A população desocupada alcançou 6,2 milhões de pessoas, um acréscimo de 600 mil em relação ao trimestre imediatamente anterior. O aumento da desocupação é atribuído à perda de vagas em segmentos como saúde, educação e construção, e ao comportamento sazonal de encerramento de contratos temporários no setor público. Em contrapartida, o salário médio dos trabalhadores atingiu um novo recorde, chegando a R$ 3.679, o que representa um aumento de 2% no trimestre e 5,2% no acumulado do ano. A população ocupada diminuiu 0,8% no trimestre, totalizando 102,1 milhões de pessoas, enquanto a taxa de informalidade permaneceu em 37,5%, abrangendo 38,3 milhões de trabalhadores informais.
Economistas analisam que o mercado de trabalho brasileiro mostra os primeiros sinais de acomodação, mas ainda em um patamar historicamente baixo e com crescimento do rendimento real. André Valério, do Inter, e Leonardo Costa, da ASA, destacam a robustez do setor, enquanto Ariane Benedito, do PicPay, observa um enfraquecimento mais disseminado na absorção de mão de obra. Claudia Moreno, do C6 Bank, e Rafael Perez, da Suno Research, concordam que o mercado permanece aquecido, embora Perez alerte para uma desaceleração em indicadores como população ocupada e empregados com carteira. A elevada taxa de juros é apontada como um fator que reduz o dinamismo do mercado, e a resiliência da renda familiar mantém pressão sobre a inflação de serviços. As projeções indicam que a taxa de desemprego deve encerrar 2026 em patamares próximos de 5,5% a 6,0%, com uma normalização gradual.
InfoMoney • 27 mar, 11:08
Agência Brasil - EBC • 27 mar, 09:24
G1 - Economia • 27 mar, 09:00
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