Desemprego sobe em 15 estados e revela disparidades raciais no início de 2026
A taxa nacional de desemprego atingiu 6,1% no primeiro trimestre de 2026, com agravamento das desigualdades raciais e de gênero no mercado de trabalho.
Pontos principais
- A taxa de desemprego nacional subiu de 5,1% para 6,1% no primeiro trimestre de 2026.
- Pessoas pretas enfrentam taxa de desemprego de 7,6%, enquanto entre brancos o índice é de 4,9%.
- O desemprego entre mulheres é 43,1% superior ao registrado entre homens no país.
- O contingente de desempregados há 24 meses ou mais atingiu o menor patamar da série histórica.
- Jovens de 14 a 17 anos registram a maior taxa de desocupação, alcançando 25,1%.
- A taxa de subutilização da força de trabalho no Brasil chegou a 14,3% no período.
O mercado de trabalho brasileiro apresentou resultados mistos no início de 2026. Dados do IBGE indicam que a taxa nacional de desocupação subiu para 6,1%, com alta estatisticamente significativa em 15 das 27 unidades da federação. Apesar do aumento geral, houve avanços pontuais em indicadores de longo prazo: o contingente de brasileiros que buscam emprego há dois anos ou mais caiu para 1,089 milhão, o menor patamar desde o início da série histórica em 2012. Especialistas do instituto descartam que essa redução esteja ligada ao desalento, atribuindo o movimento ao dinamismo do mercado e ao aumento do trabalho por conta própria.
Apesar da melhora no desemprego de longa duração, a subutilização da força de trabalho atingiu 14,3%, refletindo um contingente expressivo de pessoas com jornadas insuficientes. A pesquisa Pnad Contínua também evidenciou a persistência de desigualdades estruturais. A taxa de desemprego entre pessoas pretas (7,6%) é 55% maior do que a observada entre brancos (4,9%). O cenário é agravado pela disparidade de gênero, onde mulheres enfrentam um desemprego 43,1% superior ao dos homens, e pela vulnerabilidade de jovens entre 14 e 17 anos, que sofrem com uma taxa de desocupação de 25,1%. O levantamento reforça que, embora o desemprego de longo prazo tenha recuado, a qualidade dos postos de trabalho e a equidade no acesso às oportunidades permanecem como desafios críticos.
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