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EUA planejam operações militares terrestres contra cartéis na América Latina

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, anunciou que as Forças Armadas dos EUA realizarão ataques terrestres contra organizações criminosas na região.

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Foto: G1 Mundo
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13/08 às 17:45 · atualizado 23:33

Pontos principais

  • O anúncio foi feito pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, nesta quinta-feira (13).
  • A estratégia expande a atuação da Coalizão Anticartéis das Américas, que já realizava bombardeios aéreos no mar.
  • O governo americano equiparou cartéis de drogas a organizações terroristas como o Estado Islâmico e a Al-Qaeda.
  • A medida visa contornar processos judiciais locais, focando na destruição direta das redes criminosas.
  • Desde setembro de 2025, ataques aéreos contra embarcações no Caribe e Pacífico resultaram em pelo menos 215 mortes.
  • Países como Colômbia e Equador colaboram com Washington na estruturação das novas ações em terra.
  • O governo dos EUA já classificou facções brasileiras como o PCC e o Comando Vermelho como alvos potenciais.

O governo dos Estados Unidos, sob a gestão do presidente Donald Trump, anunciou uma mudança significativa em sua política de segurança regional ao planejar operações militares terrestres contra cartéis de narcotráfico na América Latina. Segundo o secretário de Defesa, Pete Hegseth, a estratégia visa tratar organizações criminosas como alvos militares, equiparando-as a grupos terroristas internacionais como o Estado Islâmico e a Al-Qaeda. A iniciativa busca desmantelar redes de tráfico diretamente em solo estrangeiro, contornando a necessidade de processos judiciais locais.

A nova ofensiva amplia o escopo da Coalizão Anticartéis das Américas, um grupo liderado por Washington que reúne 19 países. Desde setembro de 2025, a coalizão já operava com bombardeios aéreos contra embarcações no Caribe e no Pacífico, ações que, segundo dados oficiais, causaram ao menos 215 mortes. Embora nações como Colômbia e Equador estejam colaborando com a estruturação das operações terrestres, o México permanece fora da coalizão. A postura agressiva sinaliza uma prioridade da administração Trump em combater o narcotráfico como uma ameaça direta à segurança nacional americana, com o Pentágono indicando que traficantes que representem riscos aos EUA serão alvos prioritários.

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