Daily Journal
Urgente
Daily Journal

Braskem avalia pedido de recuperação extrajudicial para dívidas de US$ 10 bi

Petroquímica busca renegociar passivo global até 24 de agosto para evitar vencimento de proteção judicial e suspender cobranças por 90 dias.

Daily Journal
Foto: Folha de São Paulo - Mercado
||
12/08 às 21:03 · atualizado 13/08 às 08:32

Pontos principais

  • A Braskem planeja protocolar um pedido de recuperação extrajudicial ainda em agosto para reestruturar dívidas superiores a US$ 10 bilhões.
  • A medida visa evitar processos de cobrança e garantir um período de suspensão de pagamentos de 90 dias.
  • O prazo limite para a negociação é 24 de agosto, data em que expira a atual medida cautelar de proteção contra credores.
  • Credores rejeitaram uma proposta inicial da companhia que previa carências de cinco anos para o principal e dois anos e meio para juros.
  • A crise financeira da empresa foi agravada pelo ciclo de baixa no setor petroquímico e pelos custos do desastre ambiental em Alagoas.
  • A subsidiária mexicana da Braskem também estuda alternativas de reestruturação, incluindo um possível pedido de Chapter 11 nos Estados Unidos.
  • Analistas apontam que a empresa enfrenta desafios estruturais, como a desvantagem competitiva no uso de nafta frente a concorrentes que utilizam gás natural.

A Braskem, uma das maiores petroquímicas do mundo, está em negociações avançadas para protocolar um pedido de recuperação extrajudicial ainda em agosto. A iniciativa busca reestruturar um passivo global que ultrapassa a marca de US$ 10 bilhões, abrangendo operações no Brasil, Estados Unidos e Europa. A urgência da medida é ditada pelo calendário: em 24 de agosto, encerra-se a vigência de uma medida cautelar que protege a companhia contra cobranças judiciais de seus credores. A tentativa de acordo ocorre após a rejeição, por parte dos credores, de uma proposta inicial que sugeria prazos de carência estendidos para o pagamento de juros e principal.

O cenário financeiro da petroquímica é pressionado pela combinação de um ciclo de baixa no setor e pelos impactos financeiros decorrentes do desastre ambiental em Maceió, Alagoas. Enquanto busca o consenso para a reestruturação, a empresa enfrenta pressões para que a Petrobras, sua acionista, realize um aporte de capital. Contudo, especialistas alertam que a crise possui contornos estruturais, relacionados à dependência da nafta como matéria-prima, o que coloca a companhia em desvantagem competitiva frente a rivais que operam com gás natural. Caso o plano extrajudicial não avance, a empresa pode ser forçada a recorrer a uma recuperação judicial tradicional ou, no caso de sua subsidiária mexicana, a um processo de Chapter 11 nos Estados Unidos.

Tópicos relacionados

Comentários

Carregando comentários...