Gênero, raça e origem familiar limitam mobilidade social no Brasil
Estudo aponta que fatores como raça, gênero e origem familiar determinam a ascensão socioeconômica, com disparidades regionais acentuadas no país.
Pontos principais
- Jovens de famílias pobres possuem 48% de probabilidade de permanecer no mesmo estrato de renda na vida adulta.
- A raça é um fator crítico, com jovens não brancos enfrentando maiores barreiras para sair da pobreza do que jovens brancos.
- Mulheres, especialmente as não brancas, encontram obstáculos significativamente maiores para a mobilidade social.
- A educação é o principal motor identificado para a possibilidade de ascensão socioeconômica.
- As regiões Norte e Nordeste registram as menores taxas de mobilidade social em comparação ao Sul e Sudeste.
O Atlas da Mobilidade Social, que utilizou dados administrativos da Receita Federal e de ministérios, revela que a desigualdade no Brasil é estrutural e persistente entre gerações. O levantamento demonstra que a origem familiar, somada a marcadores de raça e gênero, define o teto de ascensão econômica de grande parte da população. Enquanto jovens de famílias de baixa renda enfrentam uma alta probabilidade de estagnação financeira, o cenário é agravado por disparidades regionais, onde o Norte e o Nordeste apresentam os menores índices de mobilidade do país. A pesquisa destaca que, embora a educação seja o fator mais associado à possibilidade de mudança de estrato social, o acesso a oportunidades continua desigual, perpetuando ciclos de pobreza que afetam desproporcionalmente mulheres e pessoas não brancas.
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