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Brasil atinge patamar de muito alto desenvolvimento humano pela primeira vez

O Brasil alcançou IDHM de 0,805 em 2024, entrando no grupo de muito alto desenvolvimento humano, impulsionado por avanços na educação e saúde.

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Foto: InfoMoney
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26/05 às 11:32 · atualizado 15:04

Pontos principais

  • O Brasil atingiu a marca de 0,805 no IDHM em 2024, ingressando na categoria de muito alto desenvolvimento humano.
  • A educação foi o principal motor do crescimento, com melhorias notáveis entre a população negra a partir de 2016.
  • O Distrito Federal lidera o ranking nacional, enquanto estados do Norte e Nordeste apresentam os maiores desafios estruturais.
  • O IDHM ajustado à desigualdade (IDHMAD) indica que o desenvolvimento ainda não é distribuído de forma equitativa no país.
  • Indicadores de longevidade e educação apresentaram recuperação após os impactos da pandemia de Covid-19.
  • A desigualdade racial diminuiu, embora a disparidade na renda domiciliar per capita entre brancos e negros permaneça significativa.
  • O governo federal atribui os resultados a políticas de transferência de renda, como o Bolsa Família, e ao fortalecimento do SUS.

Pela primeira vez, o Brasil ingressou no grupo de países classificados com muito alto desenvolvimento humano, segundo o relatório Radar IDHM do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O país atingiu um índice de 0,805 em 2024, consolidando uma trajetória de crescimento iniciada em 2012, quando o indicador era de 0,744. O avanço foi registrado em todas as unidades da federação, com todos os estados superando os níveis de desenvolvimento observados antes da pandemia. O governo federal atribui esses resultados à eficácia de políticas de transferência de renda e à resiliência do Sistema Único de Saúde (SUS).

Embora o cenário seja positivo, o relatório ressalta que o progresso não é uniforme. O IDHM ajustado à desigualdade (IDHMAD) revela que o desenvolvimento ainda não é distribuído de forma equitativa, com disparidades persistentes entre grupos raciais e regiões geográficas. Apesar da redução na desigualdade racial, a diferença na renda domiciliar per capita entre brancos e negros permanece significativa. Além disso, o PNUD aponta que, apesar da recuperação nos indicadores de longevidade e educação, o país ainda enfrenta desafios estruturais, com o Distrito Federal liderando o ranking nacional enquanto estados como o Maranhão apresentam os menores índices.

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