JPMorgan rebaixa recomendação para ativos brasileiros para neutro
O banco alterou a recomendação de overweight para neutro, citando o fim do ciclo de juros e incertezas econômicas, o que pressionou o Ibovespa e o dólar.
Pontos principais
- O JPMorgan reduziu a recomendação para ativos brasileiros de overweight para neutro.
- A instituição projeta apenas um corte residual na taxa Selic em setembro, seguido por uma pausa prolongada.
- Analistas apontam a desaceleração econômica e a deterioração do ciclo de crédito como riscos.
- O banco revisou a meta para o Ibovespa ao fim de 2026 de 190 mil para 185 mil pontos.
- A volatilidade política e o risco eleitoral foram citados como fatores ainda não totalmente precificados.
- Após o anúncio, o Ibovespa recuou mais de 2% e o dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,16.
O banco JPMorgan alterou sua recomendação para ativos brasileiros de overweight para neutro, sinalizando uma postura mais cautelosa diante do cenário macroeconômico. A decisão reflete a percepção de que o ciclo de flexibilização monetária no Brasil está próximo do fim, com a instituição projetando um último corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic em setembro, seguido por uma pausa prolongada. Além da política monetária, o banco destacou a persistência de juros reais elevados e a desaceleração da economia como obstáculos para o desempenho das ações no curto e médio prazo.
A reação do mercado financeiro foi imediata após a divulgação do relatório. O Ibovespa registrou queda superior a 2% durante a sessão, enquanto o dólar comercial encerrou o pregão cotado a R$ 5,16, revertendo o otimismo inicial que havia sido gerado pela ata do Copom. O banco também apontou que os investidores ainda não precificaram integralmente os riscos associados à volatilidade política e ao cenário eleitoral, o que levou ao ajuste da meta do Ibovespa para 2026, reduzida de 190 mil para 185 mil pontos, reforçando a necessidade de prudência no mercado local.
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