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EUA reafirmam Doutrina Monroe e citam prisão de Maduro como exemplo

Departamento de Estado dos EUA divulgou vídeo defendendo a hegemonia americana nas Américas e o uso da doutrina de 1823 para conter potências rivais.

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Foto: G1 Mundo
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11/08 às 16:32 · atualizado 12/08 às 02:31

Pontos principais

  • O governo dos EUA declarou que seu domínio no Hemisfério Ocidental não será mais questionado.
  • A captura de Nicolás Maduro em janeiro foi apresentada como um exemplo prático da nova estratégia de segurança.
  • A política externa atual resgata a Doutrina Monroe, de 1823, para justificar a intervenção regional.
  • A estratégia visa conter o avanço da influência chinesa na América Latina.
  • O plano inclui o fortalecimento da presença militar e o uso de força letal contra cartéis de drogas.
  • O vídeo oficial destaca o presidente Donald Trump como o principal defensor da aplicação da doutrina na atualidade.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou um vídeo oficial reafirmando a Doutrina Monroe como o pilar central da política externa do governo de Donald Trump para a América Latina. O material defende que a predominância americana no Hemisfério Ocidental é inquestionável e deve ser garantida através de uma postura assertiva contra influências estrangeiras, com foco especial na contenção da China na região. A peça publicitária utiliza a captura do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, ocorrida em janeiro, como o exemplo prático mais recente da aplicação dessa diretriz de segurança nacional.

A Doutrina Monroe, estabelecida originalmente em 1823 para limitar a interferência de potências europeias nas Américas, foi reinterpretada pela atual gestão para justificar ações de segurança e intervenções regionais. O governo americano argumenta que a restauração dessa hegemonia é necessária para garantir a estabilidade e o controle de rotas estratégicas. A nova estratégia prevê um realinhamento militar, com maior presença da Marinha e da Guarda Costeira, além da autorização para o uso de força letal em operações voltadas ao combate ao tráfico de drogas e ao desmantelamento de cartéis.

A retórica oficial, apresentada por autoridades como o embaixador Kevin Marino Cabrera, marca uma mudança significativa na diplomacia regional, sinalizando que Washington não tolerará desafios à sua autoridade no continente. Enquanto analistas apontam que a estratégia busca restaurar o controle histórico dos EUA sobre a região, o governo americano sustenta que a medida é essencial para a segurança nacional. A prisão de Maduro é tratada como um símbolo dessa nova fase, reforçando a determinação da administração Trump em aplicar a doutrina como um mandato de intervenção para assegurar a ordem no Hemisfério Ocidental.

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