A Doutrina Donroe emergiu no segundo mandato de Donald Trump, a partir de 2025, marcando uma fase de intensificação de suas ambições na política externa. O termo foi invocado pelo próprio presidente após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores em Caracas. Essa ação, descrita como um ataque noturno ao complexo presidencial, foi justificada por Trump como uma aplicação da supremacia dos EUA no hemisfério ocidental, ecoando os princípios da Doutrina Monroe original, mas com uma abordagem mais agressiva e unilateral. A partir desse evento, Trump passou a emitir alertas e ameaças a outras nações, indicando uma postura de intervenção em países que considerava problemáticos ou estratégicos para os interesses americanos. A Estratégia de Segurança Nacional do governo Trump, publicada em dezembro de 2025, reafirma a Doutrina Monroe com o objetivo de "restaurar a preeminência americana no hemisfério ocidental" e "negar aos concorrentes não-hemisféricos a capacidade de possuir ou controlar ativos estrategicamente vitais", visando principalmente a influência crescente da China na região. Essa nova doutrina é considerada sem precedentes por incluir invasões militares em países sul-americanos, algo não visto em intervenções anteriores dos EUA na América Latina. Há diferentes visões dentro do próprio governo Trump, com o Secretário de Estado Marco Rubio defendendo uma agenda mais ideológica de mudança de regime, enquanto Trump tem interesses mais transacionais e econômicos, focados na abertura de mercados para empresas americanas e no controle de recursos estratégicos como o petróleo venezuelano.