A Doutrina Donroe é a política externa expansionista e intervencionista do segundo mandato do presidente dos EUA, Donald Trump, a partir de 2025. Ela reinterpreta a Doutrina Monroe, focando na supremacia dos EUA no hemisfério ocidental através de ações militares e econômicas explícitas para defender interesses americanos, controlar recursos e conter a influência de concorrentes como a China. Caracterizada por uma abordagem agressiva e unilateral, foi formalmente invocada após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, marcando uma fase de intervenções sem precedentes na América Latina.
A Doutrina Donroe é um termo cunhado para descrever a política externa expansionista e intervencionista do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante seu segundo mandato. Ela é uma reinterpretação da Doutrina Monroe de 1823, que prometia a supremacia dos Estados Unidos no hemisfério ocidental, adaptada aos objetivos e ambições de Trump, incluindo ações militares e econômicas em diversas regiões do mundo. Acadêmicos e jornalistas também a descrevem como um "corolário Trump", uma atualização da Doutrina Monroe que se distingue por uma abordagem mais explícita na defesa dos interesses dos EUA, controle de recursos e interesses de empresas americanas, abandonando qualquer pretensão de agir em prol da democracia ou do Estado de Direito internacional.
A Doutrina Donroe emergiu no segundo mandato de Donald Trump, a partir de 2025, marcando uma fase de intensificação de suas ambições na política externa. O termo foi invocado pelo próprio presidente após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores em Caracas. Essa ação, descrita como um ataque noturno ao complexo presidencial, foi justificada por Trump como uma aplicação da supremacia dos EUA no hemisfério ocidental, ecoando os princípios da Doutrina Monroe original, mas com uma abordagem mais agressiva e unilateral. A partir desse evento, Trump passou a emitir alertas e ameaças a outras nações, indicando uma postura de intervenção em países que considerava problemáticos ou estratégicos para os interesses americanos. A Estratégia de Segurança Nacional do governo Trump, publicada em dezembro de 2025, reafirma a Doutrina Monroe com o objetivo de "restaurar a preeminência americana no hemisfério ocidental" e "negar aos concorrentes não-hemisféricos a capacidade de possuir ou controlar ativos estrategicamente vitais", visando principalmente a influência crescente da China na região. Essa nova doutrina é considerada sem precedentes por incluir invasões militares em países sul-americanos, algo não visto em intervenções anteriores dos EUA na América Latina. Há diferentes visões dentro do próprio governo Trump, com o Secretário de Estado Marco Rubio defendendo uma agenda mais ideológica de mudança de regime, enquanto Trump tem interesses mais transacionais e econômicos, focados na abertura de mercados para empresas americanas e no controle de recursos estratégicos como o petróleo venezuelano.