Ações de petroleiras brasileiras caem com recuo do preço do petróleo
Papéis da Petrobras, PRIO e Brava recuam na B3 acompanhando a desvalorização do petróleo Brent, que caiu 3% após sinais de normalização no Estreito de Ormuz.
Pontos principais
- O petróleo Brent recuou 3%, sendo cotado a US$ 81,24 por barril.
- Contratos futuros do WTI registraram queda de quase 4%, atingindo US$ 77,22.
- A desvalorização reflete a expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz após sinalização de acordo entre EUA e Irã.
- O Ibovespa perdeu fôlego após atingir 180.679 pontos, pressionado pelo desempenho negativo do setor de energia.
- Analistas monitoram o impacto da volatilidade do petróleo nos resultados do segundo trimestre de petroleiras independentes.
- Bolsas europeias operaram em alta, com o setor de semicondutores compensando as perdas de empresas de energia como a BP.
As ações das principais empresas do setor de petróleo no Brasil registraram quedas acentuadas nesta terça-feira, em um movimento de ajuste ao cenário internacional. O recuo dos papéis de Petrobras, PRIO e Brava acompanhou a desvalorização dos contratos futuros de petróleo, com o Brent operando em baixa de 3% e o WTI próximo de 4%. A pressão vendedora sobre as commodities foi motivada pela expectativa de normalização do fluxo marítimo no Estreito de Ormuz, após declarações do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, sobre um possível acordo com o Irã. O Ibovespa, que chegou a subir 1,5% durante o pregão, perdeu força justamente pelo peso das petroleiras no índice. Enquanto o mercado brasileiro reagiu negativamente à queda da commodity, as bolsas europeias apresentaram comportamento distinto. Índices como o DAX e o FTSE MIB fecharam em alta, impulsionados por balanços corporativos positivos, como o da Bayer, e pelo desempenho de fabricantes de semicondutores, que compensaram a desvalorização de empresas de energia como a BP. No Brasil, o foco dos investidores permanece na volatilidade do setor de óleo e gás, com analistas ajustando projeções de Ebitda e preço-alvo para as petroleiras independentes, que enfrentam desafios operacionais e impactos de posições de hedge em meio ao cenário geopolítico incerto.
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