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Ações da Marcopolo caem mais de 10% após balanço do 2T26

A fabricante de ônibus registrou queda no Ebitda e margens pressionadas, frustrando as expectativas do mercado financeiro no segundo trimestre.

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Foto: InfoMoney
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04/08 às 13:15 · atualizado 18:34

Pontos principais

  • As ações da Marcopolo (POMO4 e POMO3) sofreram desvalorização superior a 10% após a divulgação dos resultados.
  • O Ebitda ajustado da companhia recuou 12% na comparação anual, totalizando R$ 349 milhões.
  • A margem bruta de 21,9% foi a menor dos últimos três anos, prejudicada por um mix de vendas focado em micro-ônibus.
  • Analistas apontam atrasos na homologação do programa Caminho da Escola e falta de novos pedidos do Ministério da Saúde como entraves.
  • Instituições como JPMorgan, Itaú BBA, Bradesco BBI e Citi classificaram o desempenho como negativo devido às pressões de custos.

As ações da Marcopolo registraram uma queda acentuada de mais de 10% no pregão após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026. O balanço revelou uma pressão significativa nas margens operacionais, com a margem bruta atingindo 21,9%, o patamar mais baixo registrado pela companhia nos últimos três anos. O Ebitda ajustado de R$ 349 milhões ficou abaixo das projeções dos analistas, refletindo um mix de vendas desfavorável e desafios operacionais persistentes. O desempenho foi impactado negativamente pela ausência de novos pedidos do Ministério da Saúde e por atrasos na homologação do programa Caminho da Escola. Analistas de grandes instituições financeiras destacaram que a combinação de pressões de custos e a valorização do real contribuiu para o resultado decepcionante, levando a uma revisão cautelosa sobre as perspectivas de curto prazo para a fabricante.

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