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Temporada de balanços do 2T26 terá disparidade entre setores

Analistas projetam resultados polarizados no 2T26, com commodities em alta e varejo pressionado pelos juros elevados.

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Foto: InfoMoney
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21/07 às 05:15 · atualizado 15:03

Pontos principais

  • Setores de óleo e gás, energia e materiais básicos devem liderar os resultados positivos no trimestre.
  • Empresas voltadas ao mercado interno enfrentam revisões para baixo devido à Selic em 14,25%.
  • Bradesco BBI estima crescimento consolidado de 38% nos lucros das empresas listadas.
  • Smart Fit e C&A são apontadas como exceções positivas no setor de varejo.
  • Vale projeta produção de minério de ferro superior a 85 milhões de toneladas no período.
  • Instituições financeiras como Santander e Itaú BBA destacam cautela com varejistas e construtoras.
  • Pressões cambiais e inflação de insumos impactam os custos operacionais de mineradoras.

A temporada de balanços do segundo trimestre de 2026 no Brasil aponta para um cenário de forte polarização entre os setores da economia. Enquanto o segmento de commodities, impulsionado por preços favoráveis e volumes robustos de produção, deve sustentar o crescimento dos lucros, as empresas voltadas ao mercado interno enfrentam um ambiente de maior restrição. Analistas atribuem essa pressão ao atual patamar da taxa Selic, fixada em 14,25%, que encarece o crédito e limita o consumo das famílias brasileiras.

Dentro deste contexto, o Bradesco BBI projeta um crescimento consolidado de 38% nos lucros das companhias, embora o varejo deva apresentar um desempenho morno ou com retração. A exceção fica por conta de empresas com maior visibilidade de resultados, como Smart Fit e C&A, que mantêm recomendações favoráveis. Em contrapartida, nomes como Magazine Luiza, Grupo Mateus e Natura aparecem sob maior escrutínio de analistas devido aos desafios macroeconômicos.

No setor de mineração, a Vale é destaque com expectativas de produção sólida de minério de ferro, superando a marca de 85 milhões de toneladas, apesar de enfrentar pressões em seus custos caixa. A divergência entre o desempenho das exportadoras e das empresas domésticas reflete a sensibilidade do mercado aos juros altos, tornando a seletividade na alocação de ativos a tônica para os investidores neste período de divulgação de resultados.

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