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Trump exige redução no preço da gasolina e critica CEO da Chevron

O presidente Donald Trump pressionou petroleiras por preços menores ao consumidor e repreendeu o CEO da Chevron, Mike Wirth, por falta de reconhecimento.

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Foto: Times Brasil
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03/08 às 14:15 · atualizado 19:04

Pontos principais

  • Donald Trump utilizou a rede social Truth Social para cobrar publicamente uma redução nos valores da gasolina nas bombas.
  • O presidente criticou o CEO da Chevron, Mike Wirth, por omitir o apoio do governo ao setor em entrevistas recentes.
  • A administração Trump alega ter implementado medidas de auxílio ao setor petrolífero que deveriam ser refletidas no custo ao consumidor.
  • ExxonMobil e Chevron registraram lucros trimestrais recordes, impulsionados pela alta do petróleo e restrições de oferta.
  • O governo Trump ordenou uma investigação do Departamento de Justiça sobre possíveis práticas de preços abusivos pelas petroleiras.
  • A alta nos combustíveis gera desgaste político para o Partido Republicano antes das eleições legislativas de novembro.
  • Trump citou o retorno da Chevron à Venezuela como um exemplo de benefício direto gerado por sua gestão ao setor.

O presidente Donald Trump intensificou a pressão sobre as gigantes do setor de energia, exigindo que empresas como ExxonMobil e Chevron reduzam os preços da gasolina para o consumidor final. A cobrança, feita publicamente através da rede social Truth Social, ocorre em um momento de desgaste político para a Casa Branca, com a inflação dos combustíveis impactando o custo de vida dos americanos e as perspectivas do Partido Republicano para as eleições legislativas de novembro. Trump argumenta que o governo tem oferecido suporte estratégico ao setor, citando como exemplo a autorização para o retorno das operações da Chevron na Venezuela.

Durante a ofensiva, o presidente direcionou críticas diretas ao CEO da Chevron, Mike Wirth, acusando-o de não reconhecer adequadamente os esforços da administração em prol da indústria petrolífera. A insatisfação de Trump é alimentada pelos lucros recordes reportados pelas petroleiras no segundo trimestre, período em que a ExxonMobil e a Chevron dobraram seus ganhos, beneficiadas pela alta do preço do barril de petróleo e pela redução da capacidade global de refino, agravada pelo conflito com o Irã.

Para conter a escalada de preços, o governo Trump já havia solicitado anteriormente uma investigação do Departamento de Justiça sobre possíveis práticas de cartel e precificação abusiva. O presidente defende que as empresas deveriam devolver parte dos ganhos extraordinários ao público, em vez de priorizar apenas a redução de dívidas ou a remuneração de acionistas. A medida reflete a tentativa da Casa Branca de exercer maior controle sobre a cadeia energética, buscando aliviar a pressão inflacionária que tem marcado o cenário econômico do país.

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