O resultado do governo geral venezuelano antes dos juros da dívida, em cada ano, em proporção ao PIB — estimativa do FMI, sem consulta oficial ao país desde 2004.
O dado mais recente é preliminar e ainda será revisado pela fonte.
Barras mais claras: dado preliminar, ainda sujeito a revisão da fonte.
O resultado do governo geral venezuelano sem a conta de juros: quanto a arrecadação cobre do gasto que o governo decide hoje, sem contar o serviço da dívida já contraída. É o "primary net lending/borrowing" do FMI (GGXONLB_NGDP).
A distância para o financeiro já foi maior. Nos anos 1990 e 2000, com uma dívida externa grande e cara, os juros líquidos (a diferença entre as duas séries) passaram de 6 pontos do PIB em alguns anos — 6,2 em 1995, 5,2 em 2002 e 2003. Hoje a distância é pequena (menos de 1 ponto em 2024–2025): a Venezuela está em default da dívida externa desde novembro de 2017 e não paga a maior parte dos juros que deveria, o que reduz a conta de juros líquidos na contabilidade corrente sem significar que a dívida tenha sido perdoada — ver dívida bruta.
Mesma trajetória do financeiro. Pico de −30,3% do PIB em 2018 (hiperinflação), recuo até −0,5% em 2023 — no ano seguinte à licença da Chevron (novembro de 2022) — e alta de novo para −5,1% em 2025, o ano em que a licença original foi revogada (fevereiro de 2025) e substituída por uma versão mais restrita (julho de 2025).
Por que é uma estimativa, não um dado oficial. A Venezuela não tem uma consulta do Artigo IV concluída desde 13 de setembro de 2004 — 22 anos, o maior atraso do FMI com qualquer país-membro. Desde então o Fundo faz só um briefing informal ao Board por ano, "com base em informação publicamente disponível", sem o acesso a dados que uma consulta normal garante. O Banco Central da Venezuela e a ONAPRE pararam de publicar execução fiscal fechada por volta de 2017–2018, no início da hiperinflação; a sociedade civil venezuelana (CEDICE) resume o orçamento de 2023 como "mais um ano de opacidade". Em abril de 2026 o FMI e o Banco Mundial anunciaram a retomada de contato com a Venezuela, sem diálogo desde 2019, mas nenhuma consulta do Artigo IV estava concluída até esta ingestão (28/09/2026).
O que entra na conta. O governo geral na definição padrão do FMI (GFSM): administração central, estados, municípios e a previdência. Não inclui a PDVSA nem as demais estatais — historicamente, a petroleira estatal financiou por fora do orçamento gasolina subsidiada e programas sociais, um gasto quase-fiscal que esta série não capta.
Como é calculado. Resultado total (GGXCNL_NGDP) mais os juros líquidos pagos pelo governo geral, na contabilidade do FMI. A ingestão confere que essa diferença fica numa faixa plausível em todo ano, e que o último ano bate com a mesma conta publicada pelo Fiscal Monitor do FMI (GGXONLB_G01_GDP_PT), a outra metade da mesma rodada de divulgação.
Desde 2018 é preliminar, pelo mesmo motivo do resultado financeiro: não existe balanço oficial venezuelano para confrontar a estimativa do FMI.
| Período | Resultado primário | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2025preliminar | −5,1% | −2,1 p.p. |
| 2024preliminar | −3,0% | −2,5 p.p. |
| 2023preliminar | −0,5% | +3,8 p.p. |
| 2022preliminar | −4,3% | +0,3 p.p. |
| 2021preliminar | −4,5% | +0,4 p.p. |
| 2020preliminar | −4,9% | +5,1 p.p. |
| 2019preliminar | −10,0% | +20,3 p.p. |
| 2018preliminar | −30,3% | −17,1 p.p. |
| 2017 | −13,2% | −5,2 p.p. |
| 2016 | −8,1% | −1,2 p.p. |
| 2015 | −6,8% | +0,7 p.p. |
| 2014 | −7,5% | −0,0 p.p. |
| 2013 | −7,5% | −0,9 p.p. |
| 2012 | −6,5% | −0,5 p.p. |
| 2011 | −6,1% | −2,9 p.p. |
| 2010 | −3,2% | +4,0 p.p. |
| 2009 | −7,2% | −5,2 p.p. |
| 2008 | −2,0% | −0,8 p.p. |
| 2007 | −1,2% | −1,7 p.p. |
| 2006 | 0,5% | −6,6 p.p. |
| 2005 | 7,1% | +0,8 p.p. |
| 2004 | 6,2% | +0,8 p.p. |
| 2003 | 5,4% | +1,6 p.p. |
| 2002 | 3,7% | +4,9 p.p. |
| 2001 | −1,2% | −8,7 p.p. |
| 2000 | 7,5% | +2,9 p.p. |
| 1999 | 4,6% | +5,2 p.p. |
| 1998 | −0,6% | −6,2 p.p. |
| 1997 | 5,6% | −7,2 p.p. |
| 1996 | 12,8% | +12,5 p.p. |
| 1995 | 0,3% | +6,4 p.p. |
| 1994 | −6,1% | −7,8 p.p. |
| 1993 | 1,7% | +4,1 p.p. |
| 1992 | −2,4% | −4,3 p.p. |
| 1991 | 1,9% | −7,0 p.p. |
| 1990 | 8,9% | +4,4 p.p. |
| 1989 | 4,5% | +10,3 p.p. |
| 1988 | −5,8% | — |