Tudo o que o governo geral venezuelano deve em proporção ao PIB — uma razão inflada tanto pela dívida em default quanto pelo colapso do PIB em dólares.
O dado mais recente é preliminar e ainda será revisado pela fonte.
Barras mais claras: dado preliminar, ainda sujeito a revisão da fonte.
Tudo o que o governo geral venezuelano deve no fim de cada ano, contra o PIB: o "gross debt" do FMI (GGXWDG_NGDP) para a Venezuela.
Uma razão que sobe mesmo sem tomar dívida nova. A Venezuela está em default da dívida externa desde novembro de 2017 — não paga a maior parte do que deve — e ainda assim a razão sobre o PIB continuou subindo e caindo violentamente: 138,4% em 2016, pico de 336,5% em 2020 (o ano do tombo do PIB com a pandemia sobre uma economia já em colapso), recuo para 138,5% em 2023 e alta de novo para 308,7% em 2025. Não é contração da economia: o PIB real cresceu nos três anos entre 2023 e 2025 (dado do FMI: +5,7%, +8,9% e +9,0%). O numerador quase não se mexe — ninguém empresta a um país em default —; é o denominador que oscila, e como quase toda a dívida é em moeda estrangeira, o que pesa é o PIB medido em dólares: caiu de US$ 120,6 bilhões em 2024 para US$ 99,7 bilhões em 2025, uma queda de 17%, no mesmo ano em que o câmbio oficial se desvalorizou 474%.
Por que a série do FMI é estimativa, não um dado oficial. A Venezuela não tem uma consulta do Artigo IV concluída desde 2004 — ver resultado fiscal para os detalhes desse hiato. Isso vale para divida-bruta-pib, que o FMI mantém sem prestação de contas venezuelana para checar; a série ao lado, do próprio Banco Central da Venezuela, é outra coisa — dado oficial, só descontinuado em 2018.
O que entra na conta. O governo geral (dívida/PIB, FMI) ou o setor público (dívida externa, BCV): administração central, estados, municípios e as demais entidades públicas, pela metodologia do 5º Manual de Balanço de Pagamentos do FMI que o BCV usa. A própria planilha do BCV nota que o total de dívida pública a valor de mercado é maior que o do setor público medido na Posição de Investimento Internacional porque inclui dívida de empresas residentes com suas filiais no exterior — a fonte não detalha, estatal por estatal, o que entra nessa soma.
Como é calculado. O FMI divide o estoque de dívida (GGXWDG) pelo PIB nominal do próprio WEO, os dois na moeda corrente de cada ano; a ingestão refaz essa conta desde 2018 (o primeiro ano em que os dois lados do WEO estão na mesma escala de bolívar) e confere que reproduz a razão publicada com folga de 0,2 ponto.
Desde 2018 é preliminar, sem previsão de fechar: não existe balanço oficial venezuelano de dívida para o FMI revisar contra ele. O estoque em dólares (a série oficial que o próprio BCV publicou, até 2018) está em dívida externa pública.
| Período | Dívida bruta | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2025preliminar | 308,7% | +139,6 p.p. |
| 2024preliminar | 169,1% | +30,6 p.p. |
| 2023preliminar | 138,5% | −25,9 p.p. |
| 2022preliminar | 164,4% | −89,8 p.p. |
| 2021preliminar | 254,2% | −82,3 p.p. |
| 2020preliminar | 336,5% | +130,6 p.p. |
| 2019preliminar | 206,0% | +30,7 p.p. |
| 2018preliminar | 175,3% | +41,7 p.p. |
| 2017 | 133,6% | −4,8 p.p. |
| 2016 | 138,4% | +8,6 p.p. |
| 2015 | 129,8% | +44,9 p.p. |
| 2014 | 84,9% | −0,5 p.p. |
| 2013 | 85,4% | +27,0 p.p. |
| 2012 | 58,4% | +6,0 p.p. |
| 2011 | 52,5% | +14,8 p.p. |
| 2010 | 37,7% | +10,1 p.p. |
| 2009 | 27,6% | +7,3 p.p. |
| 2008 | 20,3% | −6,1 p.p. |
| 2007 | 26,4% | +0,7 p.p. |
| 2006 | 25,7% | −9,3 p.p. |
| 2005 | 34,9% | −6,9 p.p. |
| 2004 | 41,8% | −14,2 p.p. |
| 2003 | 56,0% | +7,9 p.p. |
| 2002 | 48,2% | +17,4 p.p. |
| 2001 | 30,7% | +3,0 p.p. |
| 2000 | 27,7% | −1,9 p.p. |
| 1999 | 29,6% | −1,1 p.p. |
| 1998 | 30,7% | — |