O estoque de dívida externa do setor público venezuelano em dólares, a valor de mercado — a última série que o Banco Central da Venezuela publicou, parada em 2018.
O dado mais recente é preliminar e ainda será revisado pela fonte.
Barras mais claras: dado preliminar, ainda sujeito a revisão da fonte.
O estoque de dívida externa do setor público venezuelano em dólares correntes, a valor de mercado, no fim de cada ano — a série de origem por trás da razão sobre o PIB, publicada diretamente pelo Banco Central da Venezuela (BCV).
Dobrou com o boom do petróleo, encolheu com o default — não com amortização. De cerca de US$ 27 bilhões em 1997, o estoque foi a US$ 36 bilhões em 2007 e ao pico de US$ 110,8 bilhões em 2012, o ano de maior endividamento externo público da série. Em 2018, o último ano publicado, estava em US$ 88,5 bilhões, uma queda de 20% — mas não por amortização: a Venezuela entrou em default da dívida externa em novembro de 2017, e a série é a valor de mercado. A linha de bônus e papéis, a maior parte do estoque, caiu de US$ 46,6 bilhões em 2012 para US$ 11,7 bilhões em 2018 — um tombo de 75% no preço de mercado dos títulos em default. As demais linhas não caíram na mesma proporção: empréstimos recuaram só 11% no período, e créditos comerciais e outros passivos cresceram. É essa mistura — bônus com preço em colapso, o resto estável ou em alta — que explica a queda do estoque total, não uma redução da dívida em si.
Sem os juros vencidos depois de 2018. A série não captura os juros que venceram e não foram pagos desde que o BCV parou de publicar — eles se acumulam fora dela.
Por que a série do FMI é estimativa, não um dado oficial. A Venezuela não tem uma consulta do Artigo IV concluída desde 2004 — ver resultado fiscal para os detalhes desse hiato. Isso vale para divida-bruta-pib, que o FMI mantém sem prestação de contas venezuelana para checar; a série ao lado, do próprio Banco Central da Venezuela, é outra coisa — dado oficial, só descontinuado em 2018.
O que entra na conta. O governo geral (dívida/PIB, FMI) ou o setor público (dívida externa, BCV): administração central, estados, municípios e as demais entidades públicas, pela metodologia do 5º Manual de Balanço de Pagamentos do FMI que o BCV usa. A própria planilha do BCV nota que o total de dívida pública a valor de mercado é maior que o do setor público medido na Posição de Investimento Internacional porque inclui dívida de empresas residentes com suas filiais no exterior — a fonte não detalha, estatal por estatal, o que entra nessa soma.
Como é calculado. O BCV soma bônus e papéis, créditos comerciais, empréstimos, moeda e depósitos, e outros passivos; a ingestão confere que essa soma (dívida pública mais privada) reproduz o total que o BCV também publica, em todo ano de 1997 a 2018.
As marcas da própria planilha do BCV: os anos de 2001 a 2006 vêm com um asterisco (cifras revisadas, mas fechadas); os anos de 2007 a 2018 vêm entre parênteses — "cifras provisionales" na nomenclatura do próprio BCV — e por isso entram aqui como preliminares.
| Período | Dívida externa pública | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2018preliminar | US$ 88,5 bi | −3,8% |
| 2017preliminar | US$ 92,0 bi | −13,0% |
| 2016preliminar | US$ 105,7 bi | +2,5% |
| 2015preliminar | US$ 103,1 bi | +4,5% |
| 2014preliminar | US$ 98,7 bi | −3,1% |
| 2013preliminar | US$ 101,8 bi | −8,2% |
| 2012preliminar | US$ 110,8 bi | +21,2% |
| 2011preliminar | US$ 91,4 bi | +19,9% |
| 2010preliminar | US$ 76,2 bi | +32,4% |
| 2009preliminar | US$ 57,6 bi | +49,5% |
| 2008preliminar | US$ 38,5 bi | +6,0% |
| 2007preliminar | US$ 36,3 bi | +24,4% |
| 2006 | US$ 29,2 bi | −9,0% |
| 2005 | US$ 32,1 bi | +8,8% |
| 2004 | US$ 29,5 bi | +11,7% |
| 2003 | US$ 26,4 bi | +8,7% |
| 2002 | US$ 24,3 bi | +6,6% |
| 2001 | US$ 22,8 bi | −1,7% |
| 2000 | US$ 23,2 bi | −8,9% |
| 1999 | US$ 25,5 bi | +6,9% |
| 1998 | US$ 23,8 bi | −11,9% |
| 1997 | US$ 27,0 bi | — |