A taxa básica que o Banco Central del Uruguay fixa para os empréstimos de um dia entre bancos, uma linha por mudança desde setembro de 2020.
A taxa de juros que o Banco Central del Uruguay (BCU) fixa como referência para os empréstimos de um dia entre bancos — o número que sai como "BCU baja la tasa a 5,75%", o equivalente uruguaio da meta Selic. É decidida pelo Comitê de Política Monetária (COPOM), que em 2025 se reuniu oito vezes, com o objetivo de levar a inflação à meta de 4,5% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo.
A série começa em 4 de setembro de 2020, o dia em que o BCU voltou a usar a taxa de juros como instrumento e fixou a TPM em 4,5%. Sete anos sem taxa de política. O BCU usou a taxa de juros como instrumento de setembro de 2007 a junho de 2013 e voltou a usá-la em 4 de setembro de 2020. No meio, o instrumento foi a quantidade de dinheiro (os agregados monetários): o BCU fixava metas de crescimento para os agregados monetários e deixava a taxa de juros se formar no mercado, sem anunciar um número. A TPM do primeiro período começou em 5% em setembro de 2007, chegou a 10% em janeiro de 2009, desceu a 6,25% no fim daquele ano e estava em 9,25% quando a planilha do BCU termina, em 28 de junho de 2013. Esse trecho não está nesta série: com uma linha por mudança, o patamar de 2013 apareceria como vigente até 2020, quando não havia taxa nenhuma. A taxa que o mercado praticou nos dois períodos está em taxa call.
Cada linha é uma mudança, não uma reunião. Como na meta Selic, guardamos o primeiro dia de cada patamar, a data em que a taxa passou a valer — em geral o dia seguinte ao da reunião. As reuniões que mantiveram a taxa não aparecem.
Os ciclos. A TPM subiu doze vezes entre agosto de 2021 e janeiro de 2023, de 4,5% a 11,5%, com a inflação acima do teto do intervalo — que era de 3% a 7% até setembro de 2022 e passou a 3% a 6% depois disso. Caiu a 8,5% em abril de 2024, voltou a subir até 9,25% em abril de 2025 e foi cortada sete vezes a partir de julho de 2025, até 5,75% em março de 2026, com a inflação abaixo da meta. O corte de janeiro de 2026, de 7,5% para 6,5%, foi o maior do período: o BCU disse que adiantava e aprofundava os cortes diante de movimentos anômalos no mercado, com a inflação de 2025 fechada em 3,65%.
Taxa efetiva anual. O BCU publica as taxas como "% anual" sem dizer se são nominais ou efetivas. Aqui elas são tratadas como efetivas, com ano de 365 dias, a convenção que a Lei 18.212 impõe às taxas de juros no Uruguai. Assim, comparam-se direto com a Selic, que também é taxa efetiva, e não com a TNA argentina.
| Período | TPM | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 04/03/2026 | 5,75% | −0,75 p.p. |
| 26/01/2026 | 6,50% | −1,00 p.p. |
| 24/12/2025 | 7,50% | −0,50 p.p. |
| 19/11/2025 | 8,00% | −0,25 p.p. |
| 08/10/2025 | 8,25% | −0,50 p.p. |
| 20/08/2025 | 8,75% | −0,25 p.p. |
| 09/07/2025 | 9,00% | −0,25 p.p. |
| 09/04/2025 | 9,25% | +0,25 p.p. |
| 14/02/2025 | 9,00% | +0,25 p.p. |
| 24/12/2024 | 8,75% | +0,25 p.p. |
| 11/04/2024 | 8,50% | −0,50 p.p. |
| 02/01/2024 | 9,00% | −0,25 p.p. |
| 17/11/2023 | 9,25% | −0,25 p.p. |
| 06/10/2023 | 9,50% | −0,50 p.p. |
| 16/08/2023 | 10,00% | −0,75 p.p. |
| 07/07/2023 | 10,75% | −0,50 p.p. |
| 20/04/2023 | 11,25% | −0,25 p.p. |
| 02/01/2023 | 11,50% | +0,25 p.p. |
| 16/11/2022 | 11,25% | +0,50 p.p. |
| 07/10/2022 | 10,75% | +0,50 p.p. |
| 16/08/2022 | 10,25% | +0,50 p.p. |
| 07/07/2022 | 9,75% | +0,50 p.p. |
| 18/05/2022 | 9,25% | +0,75 p.p. |
| 08/04/2022 | 8,50% | +1,25 p.p. |
| 17/02/2022 | 7,25% | +0,75 p.p. |
| 07/01/2022 | 6,50% | +0,75 p.p. |
| 12/11/2021 | 5,75% | +0,50 p.p. |
| 06/10/2021 | 5,25% | +0,25 p.p. |
| 12/08/2021 | 5,00% | +0,50 p.p. |
| 04/09/2020 | 4,50% | — |