Tudo o que o governo geral chinês deve — central, local e os dois orçamentos —, em proporção ao PIB, no fim de cada ano, na medida do FMI.
O dado mais recente é preliminar e ainda será revisado pela fonte.
Barras mais claras: dado preliminar, ainda sujeito a revisão da fonte.
Tudo o que o governo geral chinês deve no fim de cada ano, contra o PIB: o "gross debt" do FMI (GGXWDG_NGDP) para a China, que soma governo central e locais nos dois orçamentos — o perímetro está detalhado abaixo.
Dobrou em dez anos. A série do FMI mostra 33,8% do PIB em 2012; dez anos depois, 2022, já em 77,3%; em 2024, 90,4%; em 2025 (preliminar), 99,2% — a primeira vez perto de igualar o tamanho da economia. O crescimento acelerou depois de 2015, quando a receita de venda de terra começou a cair e os governos locais passaram a emitir mais título especial para manter o investimento em infraestrutura.
A dívida oficial é bem menor — e a "aumentada" de verdade, maior ainda. O número que Pequim anuncia (dívida do governo central mais a dos governos locais dentro do orçamento) fica perto de 60% do PIB — bem abaixo dos 90% a 99% desta série. A diferença é o orçamento de fundos governamentais, que o número oficial não soma. Some ainda a dívida das LGFV — que o FMI estima à parte, fora desta série, num exercício mais amplo do Artigo IV — e o total "de fato" passa de 120% do PIB: as prefeituras chinesas garantem, na prática, a dívida das próprias estatais que criaram para contornar o limite de endividamento direto. Esta série fica no meio do caminho: mais larga que o número oficial, mais estreita que a conta com LGFV.
O que entra na conta. O governo geral aumentado, a mesma definição do resultado fiscal: governo central, governos locais e os dois orçamentos que os cobrem (o público geral e o de fundos governamentais, que inclui os títulos especiais — 专项债券 — que financiam boa parte da obra pública local). Não inclui a dívida das plataformas de financiamento dos governos locais (LGFV) — empresas estatais que tomam empréstimo fora do orçamento em nome de prefeituras e governos provinciais, hoje o maior risco fiscal chinês apontado pelo próprio FMI.
Como é calculado. O FMI divide o estoque em yuans (GGXWDG) pelo PIB nominal do próprio WEO; a ingestão refaz essa conta e confere que reproduz a razão publicada com folga de 0,2 ponto em todo ano. O estoque em yuans, sozinho, está em dívida bruta em ¥.
2025 é preliminar, pelo mesmo motivo do resultado fiscal: a prestação de contas do orçamento chinês de um ano só fecha por volta de junho do ano seguinte.
Compare com a dívida bruta do Brasil — perímetro de setor público diferente (soma estatais, não soma fundos de terra) — e com a dívida líquida brasileira, que desconta reservas e outros ativos que esta série chinesa não desconta.
| Período | Dívida bruta | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2025preliminar | 99,2% | +8,8 p.p. |
| 2024 | 90,4% | +6,3 p.p. |
| 2023 | 84,1% | +6,8 p.p. |
| 2022 | 77,3% | +5,2 p.p. |
| 2021 | 72,1% | +2,0 p.p. |
| 2020 | 70,1% | +10,3 p.p. |
| 2019 | 59,8% | +4,0 p.p. |
| 2018 | 55,9% | +2,0 p.p. |
| 2017 | 53,9% | +3,9 p.p. |
| 2016 | 50,0% | +9,3 p.p. |
| 2015 | 40,8% | +1,5 p.p. |
| 2014 | 39,3% | +2,9 p.p. |
| 2013 | 36,4% | +2,6 p.p. |
| 2012 | 33,8% | +0,6 p.p. |
| 2011 | 33,2% | −0,2 p.p. |
| 2010 | 33,3% | −0,6 p.p. |
| 2009 | 34,0% | +7,3 p.p. |
| 2008 | 26,7% | −2,0 p.p. |
| 2007 | 28,7% | +3,5 p.p. |
| 2006 | 25,2% | −0,7 p.p. |
| 2005 | 25,9% | −0,1 p.p. |
| 2004 | 26,0% | −0,4 p.p. |
| 2003 | 26,4% | +0,9 p.p. |
| 2002 | 25,6% | +1,3 p.p. |
| 2001 | 24,3% | +1,5 p.p. |
| 2000 | 22,7% | +1,1 p.p. |
| 1999 | 21,6% | +1,2 p.p. |
| 1998 | 20,4% | +0,0 p.p. |
| 1997 | 20,4% | −0,8 p.p. |
| 1996 | 21,2% | −0,2 p.p. |
| 1995 | 21,4% | — |