A fatia da população economicamente ativa que procurou emprego e não encontrou, nos 31 aglomerados urbanos da EPH, a cada trimestre.
A taxa de desocupação é o número que o noticiário argentino chama de desemprego. Entre as pessoas que estão na população economicamente ativa — que trabalham ou que procuraram trabalho —, é a fatia que não teve trabalho na semana de referência, estava disponível e procurou ativamente nos últimos 30 dias.
O desenho da década. O pico da série é o 2º trimestre de 2020, com 13,1%, no isolamento da pandemia; o mínimo, 5,7%, veio no segundo semestre de 2023. Desde 2024 a taxa oscila entre 6,4% e 7,9%.
Quem desistiu de procurar não entra na conta. Quem para de procurar deixa de ser desocupado e sai da população ativa, o que reduz o numerador e o denominador ao mesmo tempo. Foi o que aconteceu em 2020: com o isolamento, muita gente nem podia procurar trabalho, e a taxa subiu bem menos do que caiu o emprego. Para separar as duas histórias, olhe a taxa de emprego, que não depende de quem procura, e a taxa de subocupação, que mostra quem trabalha menos do que gostaria.
Estar ocupado não quer dizer estar bem empregado. Uma hora de trabalho na semana de referência já classifica a pessoa como ocupada — trabalho informal, por conta própria ou uma "changa" contam igual a um emprego registrado. Perto de 45% dos ocupados argentinos são informais, e a taxa não enxerga isso.
Só as cidades grandes. A EPH não é uma pesquisa do país inteiro: cobre os 31 aglomerados urbanos que o INDEC acompanha — as capitais das províncias e as maiores cidades, cerca de 30 milhões de pessoas, uns dois terços da população. Cidades pequenas e a zona rural ficam de fora. Quando o noticiário argentino diz "o desemprego no país", está falando deste recorte.
Cada ponto é um trimestre civil. O INDEC divulga a EPH uma vez por trimestre, uns 80 dias depois do fim dele — o 2º trimestre sai em setembro. A série não é dessazonalizada, e o primeiro trimestre costuma ter o desemprego mais alto do ano; a comparação que diz mais é com o mesmo trimestre do ano anterior.
Por que a série começa em 2016. A EPH contínua existe desde 2003, mas entre 2007 e 2015 o governo interveio no INDEC, e o próprio instituto pede que os dados desse período sejam considerados "com reservas" — as projeções de população por trás da expansão da amostra, por exemplo, estavam defasadas. Na emergência estatística de 2016 o 4º trimestre de 2015 e o 1º de 2016 não foram publicados. A série começa na primeira pesquisa depois da reconstrução, o 2º trimestre de 2016.
| Período | Desemprego | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2º tri 2026 | 7,9% | +0,1 p.p. |
| 1º tri 2026 | 7,8% | +0,3 p.p. |
| 4º tri 2025 | 7,5% | +0,9 p.p. |
| 3º tri 2025 | 6,6% | −1,0 p.p. |
| 2º tri 2025 | 7,6% | −0,3 p.p. |
| 1º tri 2025 | 7,9% | +1,5 p.p. |
| 4º tri 2024 | 6,4% | −0,5 p.p. |
| 3º tri 2024 | 6,9% | −0,7 p.p. |
| 2º tri 2024 | 7,6% | −0,1 p.p. |
| 1º tri 2024 | 7,7% | +2,0 p.p. |
| 4º tri 2023 | 5,7% | 0,0 p.p. |
| 3º tri 2023 | 5,7% | −0,5 p.p. |
| 2º tri 2023 | 6,2% | −0,7 p.p. |
| 1º tri 2023 | 6,9% | +0,6 p.p. |
| 4º tri 2022 | 6,3% | −0,8 p.p. |
| 3º tri 2022 | 7,1% | +0,2 p.p. |
| 2º tri 2022 | 6,9% | −0,1 p.p. |
| 1º tri 2022 | 7,0% | 0,0 p.p. |
| 4º tri 2021 | 7,0% | −1,2 p.p. |
| 3º tri 2021 | 8,2% | −1,4 p.p. |
| 2º tri 2021 | 9,6% | −0,6 p.p. |
| 1º tri 2021 | 10,2% | −0,8 p.p. |
| 4º tri 2020 | 11,0% | −0,7 p.p. |
| 3º tri 2020 | 11,7% | −1,4 p.p. |
| 2º tri 2020 | 13,1% | +2,7 p.p. |
| 1º tri 2020 | 10,4% | +1,5 p.p. |
| 4º tri 2019 | 8,9% | −0,8 p.p. |
| 3º tri 2019 | 9,7% | −0,9 p.p. |
| 2º tri 2019 | 10,6% | +0,5 p.p. |
| 1º tri 2019 | 10,1% | +1,0 p.p. |
| 4º tri 2018 | 9,1% | +0,1 p.p. |
| 3º tri 2018 | 9,0% | −0,6 p.p. |
| 2º tri 2018 | 9,6% | +0,5 p.p. |
| 1º tri 2018 | 9,1% | +1,9 p.p. |
| 4º tri 2017 | 7,2% | −1,1 p.p. |
| 3º tri 2017 | 8,3% | −0,4 p.p. |
| 2º tri 2017 | 8,7% | −0,5 p.p. |
| 1º tri 2017 | 9,2% | +1,6 p.p. |
| 4º tri 2016 | 7,6% | −0,9 p.p. |
| 3º tri 2016 | 8,5% | −0,8 p.p. |
| 2º tri 2016 | 9,3% | — |