A fatia da população total dos aglomerados que está ocupada — o contraponto direto à taxa de desemprego.
Quantos por cento da população dos 31 aglomerados estão ocupados. A diferença para a taxa de desocupação está no denominador: aqui embaixo está a população inteira, não só quem trabalha ou procura trabalho.
É o que torna a série imune ao desalento. Quem desiste de procurar sai da população ativa e some da taxa de desocupação; na taxa de emprego, essa pessoa continua no denominador. Em 2020 isso ficou à vista: no 2º trimestre a desocupação foi a 13,1%, e a taxa de emprego despencou de 42,2% para 33,4% — um em cada cinco empregos sumiu num trimestre. Lidas juntas, as duas séries separam as histórias:
Não compare com o nível da ocupação do Brasil. O INDEC divide pela população total, crianças e aposentados incluídos; o IBGE divide pelas pessoas de 14 anos ou mais. É por isso que a taxa argentina fica na casa dos 45% e a brasileira perto de 58% — a diferença é quase toda de denominador, não de mercado de trabalho.
Só as cidades grandes. A EPH não é uma pesquisa do país inteiro: cobre os 31 aglomerados urbanos que o INDEC acompanha — as capitais das províncias e as maiores cidades, cerca de 30 milhões de pessoas, uns dois terços da população. Cidades pequenas e a zona rural ficam de fora. Quando o noticiário argentino diz "o desemprego no país", está falando deste recorte.
Cada ponto é um trimestre civil. O INDEC divulga a EPH uma vez por trimestre, uns 80 dias depois do fim dele — o 2º trimestre sai em setembro. A série não é dessazonalizada, e o primeiro trimestre costuma ter o desemprego mais alto do ano; a comparação que diz mais é com o mesmo trimestre do ano anterior.
Por que a série começa em 2016. A EPH contínua existe desde 2003, mas entre 2007 e 2015 o governo interveio no INDEC, e o próprio instituto pede que os dados desse período sejam considerados "com reservas" — as projeções de população por trás da expansão da amostra, por exemplo, estavam defasadas. Na emergência estatística de 2016 o 4º trimestre de 2015 e o 1º de 2016 não foram publicados. A série começa na primeira pesquisa depois da reconstrução, o 2º trimestre de 2016.
| Período | Taxa de emprego | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2º tri 2026 | 45,0% | +0,2 p.p. |
| 1º tri 2026 | 44,8% | −0,2 p.p. |
| 4º tri 2025 | 45,0% | −0,4 p.p. |
| 3º tri 2025 | 45,4% | +0,9 p.p. |
| 2º tri 2025 | 44,5% | +0,1 p.p. |
| 1º tri 2025 | 44,4% | −1,3 p.p. |
| 4º tri 2024 | 45,7% | +0,7 p.p. |
| 3º tri 2024 | 45,0% | +0,2 p.p. |
| 2º tri 2024 | 44,8% | +0,5 p.p. |
| 1º tri 2024 | 44,3% | −1,5 p.p. |
| 4º tri 2023 | 45,8% | +0,3 p.p. |
| 3º tri 2023 | 45,5% | +0,9 p.p. |
| 2º tri 2023 | 44,6% | −0,4 p.p. |
| 1º tri 2023 | 45,0% | +0,4 p.p. |
| 4º tri 2022 | 44,6% | +0,4 p.p. |
| 3º tri 2022 | 44,2% | −0,4 p.p. |
| 2º tri 2022 | 44,6% | +1,3 p.p. |
| 1º tri 2022 | 43,3% | −0,3 p.p. |
| 4º tri 2021 | 43,6% | +0,7 p.p. |
| 3º tri 2021 | 42,9% | +1,4 p.p. |
| 2º tri 2021 | 41,5% | −0,1 p.p. |
| 1º tri 2021 | 41,6% | +1,5 p.p. |
| 4º tri 2020 | 40,1% | +2,7 p.p. |
| 3º tri 2020 | 37,4% | +4,0 p.p. |
| 2º tri 2020 | 33,4% | −8,8 p.p. |
| 1º tri 2020 | 42,2% | −0,8 p.p. |
| 4º tri 2019 | 43,0% | +0,4 p.p. |
| 3º tri 2019 | 42,6% | 0,0 p.p. |
| 2º tri 2019 | 42,6% | +0,3 p.p. |
| 1º tri 2019 | 42,3% | +0,1 p.p. |
| 4º tri 2018 | 42,2% | −0,3 p.p. |
| 3º tri 2018 | 42,5% | +0,6 p.p. |
| 2º tri 2018 | 41,9% | −0,5 p.p. |
| 1º tri 2018 | 42,4% | −0,6 p.p. |
| 4º tri 2017 | 43,0% | +0,6 p.p. |
| 3º tri 2017 | 42,4% | +0,9 p.p. |
| 2º tri 2017 | 41,5% | +0,2 p.p. |
| 1º tri 2017 | 41,3% | −0,6 p.p. |
| 4º tri 2016 | 41,9% | −0,2 p.p. |
| 3º tri 2016 | 42,1% | +0,4 p.p. |
| 2º tri 2016 | 41,7% | — |