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TRUMPF

A TRUMPF é uma empresa alemã de máquinas-ferramenta e lasers, com sede em Ditzingen e controlada pela família Leibinger. Na cadeia de chips, fabrica os lasers de CO2 de alta potência que geram a luz das máquinas de litografia EUV da ASML, negócio que faturou € 791 milhões no ano fiscal 2025/26. No total, o grupo vendeu € 4,34 bilhões no período e voltou a ter alta nos pedidos após três anos de queda. No Brasil, opera em Barueri (SP).

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Foto: TRUMPF / CC BY-SA 4.0

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O que é a TRUMPF

A TRUMPF é uma empresa alemã de máquinas-ferramenta e tecnologia laser, com sede em Ditzingen, perto de Stuttgart. É controlada pela família Leibinger, que detém 90% do capital; os outros 10% pertencem à Fundação Berthold Leibinger. A presidente do conselho de administração é Nicola Leibinger-Kammüller.

No ano fiscal 2025/26, encerrado em 30 de junho de 2026, a TRUMPF vendeu € 4,34 bilhões, praticamente o mesmo do ano anterior, recebeu € 4,5 bilhões em pedidos, alta de 6,6%, e teve lucro operacional (Ebit) de € 480 milhões, contra € 59 milhões no ano anterior. Tinha 17.583 funcionários.

Na cadeia de suprimentos de chips, a TRUMPF é a fornecedora dos lasers de CO2 de alta potência que geram a luz das máquinas de litografia EUV da ASML. Junto com as ópticas da Zeiss, esses lasers são o que permite à ASML fabricar as máquinas usadas para os chips mais avançados de TSMC, Samsung e Intel.

TRUMPF e o laser da litografia EUV

Dentro da máquina EUV, um gerador lança 50 mil gotículas de estanho por segundo numa câmara de vácuo. Cada gota é atingida por um dos 50 mil pulsos do laser da TRUMPF e vira um plasma que emite luz ultravioleta extrema, de 13,5 nanômetros. Um pré-pulso prepara a gota para que o pulso principal transfira a ela toda a potência do laser.

O sistema, chamado TRUMPF Laser Amplifier, parte de um pulso de laser de CO2 de poucos watts de potência média e o amplifica mais de 10 mil vezes em cinco estágios, até dezenas de quilowatts de potência média de pulso. A ASML funciona como integradora: fornece os componentes de geração das gotas e o scanner. Em 2020, a TRUMPF recebeu, com ASML, Zeiss e o instituto Fraunhofer IOF, o Prêmio Alemão do Futuro pelo trabalho em litografia EUV.

O negócio de EUV, que fabrica componentes para a ASML, faturou € 791 milhões no ano fiscal 2025/26, alta de 9,2%, e a empresa prevê crescimento de dois dígitos percentuais nesse segmento. Em outubro de 2025, a ASML deu à TRUMPF o prêmio de fornecedor na categoria tecnologia por um novo laser de alta energia para EUV, testado pela primeira vez naquele ano, com produção em série prevista para 2026.

Lasers TRUMPF

Foto: TRUMPF GmbH + Co. KG / CC BY-SA 3.0 DE

A divisão de tecnologia laser faturou € 1,17 bilhão em 2025/26. Além dos lasers de CO2, a TRUMPF fabrica lasers de disco e de fibra, lasers de diodo direto, lasers de pulsos ultracurtos e lasers de marcação, usados em corte, solda e tratamento de superfície de peças. O segmento de eletrônica faturou € 458 milhões, alta de 3,6%, que a empresa atribui, como no caso do EUV, ao aumento da demanda global por semicondutores.

Máquinas TRUMPF

A maior divisão é a de máquinas-ferramenta, que faturou € 2,38 bilhões em 2025/26. São máquinas para processar chapas e tubos de metal: dobradeiras, puncionadeiras, máquinas combinadas de punção e laser e sistemas de corte e solda a laser.

TRUMPF no Brasil

A subsidiária brasileira, TRUMPF Máquinas Indústria e Comércio Ltda., fica em Alphaville, em Barueri (SP), e é o ponto de contato da empresa no país. Vende as máquinas-ferramenta e os lasers do grupo e completou 40 anos de operação no Brasil em 2019.

Mercados e resultados

Em 2025/26, os EUA voltaram a ser o maior mercado da TRUMPF, com € 772 milhões em vendas, alta de 16,8%. As vendas na Alemanha caíram 6,4%, para € 655 milhões, e as da China, maior mercado asiático, 7,4%, para € 446 milhões. A recuperação do lucro veio de um programa de corte de custos que eliminou vagas no mundo todo e da venda dos negócios de manufatura aditiva e de componentes fotônicos.

História

A empresa nasceu em 1923, quando Christian Trumpf comprou a oficina mecânica de Julius Geiger em Stuttgart. Berthold Leibinger entrou como diretor técnico em 1966 e sucedeu Trumpf como CEO em 1978, depois da morte do fundador em 1977. Desde 2003, não há acionistas de fora da família.

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