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Huawei

A Huawei é uma gigante chinesa de telecomunicações e eletrônicos, reconhecida por sua liderança em infraestrutura de rede, smartphones dobráveis e semicondutores. A empresa enfrenta sanções severas dos Estados Unidos, que restringiram seu acesso a tecnologias avançadas e serviços do Google, forçando o desenvolvimento do sistema operacional próprio HarmonyOS. Atualmente, a Huawei investe intensamente em chips de IA e enfrenta um julgamento criminal nos EUA por acusações de fraude e espionagem.

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Foto: 茅野ふたば / CC BY 4.0

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O que é a Huawei

A Huawei Technologies Co. Ltd. é uma empresa chinesa de telecomunicações e eletrônicos com sede em Longgang, no distrito de Shenzhen, província de Guangdong. Foi fundada em setembro de 1987 por Ren Zhengfei, ex-oficial do Exército de Libertação Popular. Em 2025 empregava cerca de 213 mil pessoas e registrou receita de 880,9 bilhões de yuans (cerca de US$ 126 bilhões).

O negócio se divide entre equipamentos de rede para operadoras — que responderam por aproximadamente metade da receita em 2023 —, aparelhos de consumo (celulares, relógios, fones, tablets), serviços de nuvem e semicondutores. A empresa é uma das maiores investidoras em pesquisa e desenvolvimento do mundo e foi a maior depositante de pedidos de patente pelo Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes (PCT) por oito anos consecutivos, com 6.600 pedidos em 2024.

Quem é o dono da Huawei

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Watch CNBC's full interview with Huawei founder and CEO Ren Zhengfei

A Huawei não tem ações negociadas em bolsa. Ren Zhengfei detém cerca de 1% do capital da holding; o restante é formalmente mantido por um comitê sindical que diz representar os funcionários acionistas. Cerca de metade do quadro participa de um programa de "ações restritas virtuais", papéis que não podem ser negociados e cujo retorno depende do desempenho da empresa.

Essa estrutura é objeto de disputa acadêmica e política: pesquisadores divergem sobre se ela configura propriedade real dos empregados ou se cria um canal de influência estatal. A ausência de acionistas externos e de balanços auditados nos padrões de bolsa é o argumento central usado por governos que restringem a empresa em redes sensíveis.

Celulares e dobráveis

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HUAWEI Mate90 Series: The Wait is Over

A Huawei lidera o segmento de celulares dobráveis na China, com 68% das remessas do país no segundo trimestre de 2026, segundo a Smart Analytics Global. No mercado chinês de smartphones como um todo, ficou com 22,6% no mesmo trimestre, à frente da Apple (18,1%) e da Xiaomi (12,4%).

Em 7 de setembro de 2026, a empresa apresentou o Mate XT2, sucessor do primeiro celular do mundo com duas dobras. O aparelho tem tela de 6,5 polegadas fechado e 10,2 polegadas em resolução 3K quando aberto, roda o chip Kirin 9050 Pro e, segundo medições da própria Huawei, entrega desempenho 42% superior ao da geração anterior. É também o primeiro dobrável com uma camada de privacidade integrada à tela, que impede que pessoas ao lado vejam o conteúdo. As vendas começam em 12 de setembro, a partir de 19.999 yuans (cerca de US$ 2.980); a versão de 1 TB com o recurso de privacidade parte de 24.999 yuans (cerca de US$ 3.725). O executivo Richard Yu atribuiu os preços à alta acentuada no custo de memória e ao conjunto de tecnologias novas embarcadas.

Relógios, pulseiras e fones

Os dispositivos de pulso são hoje uma das linhas mais fortes da empresa. Segundo a IDC, a Huawei liderou o mercado chinês de dispositivos de pulso em 2025 com 34% das remessas — posição que ocupa desde 2021 — e alternou entre a liderança e o pelotão de frente do mercado global de wearables ao longo de 2025 e 2026, com participações relatadas em torno de 20%.

O portfólio se organiza em famílias: os relógios Watch GT e Watch Fit, as pulseiras Band, os fones FreeBuds e os tablets MatePad. Diferentemente dos celulares, esses produtos continuaram a ser vendidos fora da China durante todo o período de sanções, porque dependem menos de semicondutores de ponta e de serviços do Google.

HarmonyOS

O HarmonyOS é o sistema operacional próprio da Huawei, criado depois que as sanções norte-americanas cortaram o acesso da empresa aos serviços do Google no Android. Em junho de 2024, a companhia informou que o sistema estava instalado em mais de 900 milhões de dispositivos.

O sistema roda em celulares, tablets, relógios, televisores e produtos de casa conectada, e é a base pela qual a Huawei sustenta um ecossistema de aplicativos independente da Play Store fora do alcance das restrições dos Estados Unidos.

Chips: HiSilicon, Kirin e Ascend

A HiSilicon é a subsidiária de projeto de semicondutores integralmente controlada pela Huawei. É dela a linha Kirin, usada nos celulares da marca — incluindo o Kirin 9050 Pro do Mate XT2 —, e a linha Ascend de aceleradores para inteligência artificial, lançada em 2018.

O Kirin 9050 Pro, que estreia no Mate XT2, é o primeiro chip da empresa a usar a técnica batizada de LogicFolding, apresentada por He Tingbo, chefe da divisão de semicondutores, em 25 de maio de 2026, no simpósio IEEE ISCAS, em Xangai. O arranjo distribui os circuitos em dois níveis de silício — segundo a descrição da empresa, cerca de 50 milhões de conexões entre eles, espaçadas em torno de 1,5 micrômetro —, o que encurta o caminho entre partes do circuito que trocam informação e reduz o consumo de energia. A Huawei não divulgou o processo de fabricação do chip; o antecessor era produzido pela SMIC no processo N+3, derivado de 7 nanômetros. A companhia afirma que o componente não emprega tecnologia norte-americana, embora a SMIC siga dependente de equipamento estrangeiro, incluindo máquinas de litografia da ASML. Não há medições independentes dos ganhos anunciados.

O Ascend 910C, cuja produção em massa foi programada para o primeiro trimestre de 2025, tornou-se o principal chip chinês oferecido como alternativa aos aceleradores norte-americanos em projetos de IA. Em setembro de 2026, a Malásia passou a avaliar o uso desses chips em um programa de IA soberana de 2 bilhões de ringgits, que seria operado pela Telekom Malaysia, empresa ligada ao Estado e já parceira da Huawei em infraestrutura de nuvem. Washington advertiu que o emprego do 910C pode violar seus controles de exportação; o governo malaio não fechou decisão. Um plano semelhante, anunciado em maio de 2025 para instalar cerca de 3 mil chips Ascend no país, chegou a ser recuado publicamente na época.

Roteiro dos chips Ascend

Em 17 de setembro de 2026, na abertura do Huawei Connect, em Xangai, o vice-presidente do conselho e presidente rotativo David Wang (Wang Tao) antecipou o calendário da linha Ascend. O 960DT, voltado a treinamento de modelos, ficará pronto no primeiro trimestre de 2027 — três trimestres antes do previsto no roteiro apresentado em setembro de 2025, que colocava a geração 960 no quarto trimestre de 2027. O 960PR, de inferência, foi puxado para o terceiro trimestre de 2027, um trimestre antes. Segundo Wang, a geração dobra desempenho de cálculo, banda e capacidade de memória em relação ao Ascend 950.

A empresa se comprometeu com um ciclo anual de lançamentos, com o Ascend 970 em 2028 e o Ascend 980 em 2029, e afirma buscar esses ganhos pelo que chama de lei de escala Tau — trocar a miniaturização do transistor pela redução do tempo de propagação do sinal no sistema — e não pelo avanço de processo de fabricação, ao qual não tem acesso. A cola dessa estratégia é o UnifiedBus, protocolo próprio de interconexão que liga processadores, memória, armazenamento e rede; a Huawei diz ter onze semicondutores construídos em torno dele e mais de mil supernós já entregues a mais de 370 clientes.

Em 16 de setembro de 2026, a companhia divulgou o relatório "Mundo Inteligente 2035", que projeta 900 bilhões de agentes de inteligência artificial em operação até 2035, responsáveis por mais de 90% do tráfego global de tokens de IA. Guo Ping, presidente do conselho fiscal da empresa, descreveu a inteligência artificial como a maior oportunidade estratégica da Huawei.

Também no Huawei Connect, em 17 de setembro de 2026, o presidente rotativo Eric Xu (Xu Zhijun) defendeu que os laboratórios chineses de inteligência artificial acelerem o desenvolvimento, em sentido oposto aos apelos por desaceleração feitos por empresas e pesquisadores do Vale do Silício. O argumento de Xu é que os modelos chineses ainda não chegaram ao ponto em que aparecem os riscos de segurança de fronteira com que companhias como OpenAI, Anthropic e Google DeepMind já lidam, e que só avançando é possível encontrar e entender esses riscos.

Capacidade de produção e vendas internacionais

A restrição da Huawei no negócio de chips de IA deixou de ser só de projeto e passou a ser de volume. Em 17 de setembro de 2026, no Huawei Connect, Eric Xu afirmou a jornalistas que a companhia não produz aceleradores Ascend em quantidade suficiente nem para a demanda chinesa e que, por isso, não tem plano de entrar no mercado internacional de forma ampla. A empresa fornece a alguns países onde a procura é mais forte, mas em volumes limitados.

Xu disse ainda considerar difícil obter dados confiáveis sobre a fatia da Nvidia no mercado chinês de chips de inteligência artificial, e avaliou que a participação do Ascend já deve ser maior que a da concorrente norte-americana — uma estimativa da própria empresa, sem verificação independente. O gargalo de capacidade é o contraponto ao calendário acelerado anunciado no mesmo evento: antecipar o lançamento das próximas gerações não resolve, por si, quantos chips a cadeia chinesa consegue fabricar.

Óptica e interconexão para IA

Sem acesso aos aceleradores mais avançados do Ocidente, a Huawei aposta em ligar um número grande de chips próprios para que operem como um sistema único, o que transfere o gargalo do processador para a rede que conecta esses processadores. Em 10 de setembro de 2026, na China International Optoelectronic Exposition (CIOE), em Shenzhen, a empresa apresentou um módulo óptico de 7,2 terabits por segundo destinado às próximas gerações da sua plataforma SuperPod.

O módulo usa óptica "near-packaged" (NPO), arranjo em que os motores ópticos ficam imediatamente ao lado do chip, e não sobre o mesmo substrato, como na abordagem de óptica "co-packaged" (CPO) defendida por Nvidia, Microsoft e SK Hynix. Jiangwei Man, diretor do laboratório de optoeletrônica avançada da Huawei, descreveu o produto como resultado de tecnologias acumuladas pela empresa, entre elas lasers de emissão superficial por cavidade vertical (VCSEL) e fotônica de silício. A Huawei assinou em 2026 um acordo multifornecedor em torno do NPO e sustenta que a tecnologia é mais madura que o CPO, cujos esforços de padronização estão fragmentados entre iniciativas concorrentes.

Uma semana depois, em 17 de setembro de 2026, no Huawei Connect, a empresa apresentou o Ascend 960 SuperPoD, que descreve como o primeiro supernó de IA do setor construído sobre óptica near-packaged. A configuração reúne 4.096 aceleradores, com pico declarado de 8 exaflops em precisão FP8 e 1 petabyte de memória HBM. Segundo a Huawei, substituir cerca de 48 mil módulos ópticos de 800 Gbps por 5.500 unidades do seu sistema óptico Hi-ONE corta mais de 550 quilowatts do consumo do conjunto.

Máquinas de litografia e a corrida por equipamentos

O gargalo do setor chinês de chips não é o projeto, mas o equipamento de fabricação. Em 2026, a China iniciou a produção em série de máquinas domésticas de litografia ultravioleta profunda por imersão (DUV), etapa até então dependente da holandesa ASML.

A fabricação está a cargo da Shanghai Aishengna Electronic Technology Group, estatal que incorporou equipes da Yuliangsheng — ligada à SiCarrier, fabricante de equipamentos apoiada pela Huawei — e da Shanghai Micro Electronics Equipment (SMEE). As primeiras unidades devem ser entregues ainda em 2026 à SMIC, à Hua Hong Semiconductor e à fabricante de memórias CXMT.

A escala é pequena diante do incumbente: a previsão é de cerca de cinco máquinas em 2026 e cerca de 20 em 2027, enquanto a ASML reconheceu receita sobre 279 sistemas DUV em 2025, dos quais 47% eram de imersão. A ASML e a TSMC também seguem à frente em litografia EUV, rendimento de fabricação e nos processos mais avançados.

Sanções dos Estados Unidos

Em maio de 2019, o governo dos Estados Unidos incluiu a Huawei na Entity List, lista que restringe o fornecimento de tecnologia norte-americana à empresa. Em 2020, a medida foi ampliada pela Foreign Direct Product Rule, que estendeu a restrição a chips fabricados no exterior com equipamentos ou softwares de origem americana — o golpe que efetivamente cortou o acesso da empresa às fundições de ponta.

Em novembro de 2022, a Comissão Federal de Comunicações (FCC) proibiu a venda e a importação de novos equipamentos da Huawei nos Estados Unidos. O conjunto de medidas derrubou a participação da empresa no mercado global de celulares e a empurrou para o desenvolvimento de sistema operacional, chips e cadeia de equipamentos próprios.

Caso Meng Wanzhou

Foto: China News Service / CC BY 3.0
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China frees Canadians after Huawei boss released - BBC News

Meng Wanzhou, diretora financeira e vice-presidente do conselho da Huawei e filha de Ren Zhengfei, foi presa no Canadá em dezembro de 2018 a pedido dos Estados Unidos, que a acusavam de fraude bancária ligada a negócios da empresa no Irã.

Ela passou quase três anos em prisão domiciliar em Vancouver enquanto corria o processo de extradição e foi liberada em setembro de 2021, após um acordo com a promotoria norte-americana. O episódio marcou o ponto mais tenso da disputa entre Washington e Pequim em torno da empresa.

Julgamento criminal nos Estados Unidos

O processo criminal do Departamento de Justiça norte-americano contra a Huawei foi a júri em 8 de setembro de 2026, com a seleção de jurados no tribunal federal do Distrito Leste de Nova York, no Brooklyn, sob a juíza Ann Donnelly. As acusações foram anunciadas no início de 2019 e ampliadas desde então; a quarta denúncia substitutiva, de abril de 2026, listava 14 imputações. Em petição de 4 de setembro de 2026, os promotores informaram que não levariam a julgamento duas delas, ligadas a controles de exportação, e retiraram um episódio de roubo de segredo comercial atribuído a uma empresa não identificada na peça entre os atos que sustentam a acusação de organização criminosa. Restaram 12 imputações. Não há acusação autônoma de espionagem.

O que segue em julgamento reúne conspiração para crime organizado (RICO), fraude bancária, fraude eletrônica e roubo de segredos comerciais, além da conduta ligada às sanções ao Irã: segundo a denúncia, a Huawei vendeu equipamentos ao país por meio da Skycom, empresa de fachada sediada em Hong Kong, e enganou bancos sobre essa relação. A companhia se declarou inocente de todas as acusações, e a previsão é de que o julgamento dure cerca de três meses.

Na abertura, o procurador Taylor Stout afirmou que a empresa manteve uma "cultura de crime" por mais de vinte anos, conduzida pela cúpula, incluindo Ren Zhengfei e Meng Wanzhou. Pela defesa, o advogado Brian Heberlig, do escritório Steptoe, sustentou que o crescimento da companhia veio de inovação, que funcionários flagrados violando políticas internas foram punidos e que a admissão feita por Meng em 2021 sobre as sanções ao Irã não equivale a confissão, por não reconhecer intenção de enganar bancos ou autoridades.

No segundo dia de depoimentos, em 10 de setembro de 2026, a acusação passou a tratar do suposto roubo de segredos comerciais da japonesa Fujitsu, a partir de um episódio de 2004 em que um funcionário da Huawei teria fotografado equipamentos de rede da concorrente fora do horário de uma feira do setor. A defesa classificou o caso como ato isolado e tolo, punido internamente. A Huawei afirma que a narrativa norte-americana é "comprovadamente falsa", e o governo chinês qualifica o processo como intimidação econômica.

Huawei no Brasil e o 5G

A Huawei atua no Brasil desde 1999. Anunciou uma fábrica em Campinas (SP) em março de 2001, montagem local de smartphones a partir de agosto de 2013 e um centro de distribuição em Sorocaba (SP) em maio de 2012, com investimento de R$ 123 milhões.

No 5G, o governo federal optou por não barrar a empresa. A portaria publicada em janeiro de 2021 permitiu a participação da Huawei no leilão das faixas de 5G, mas previu a construção de uma rede privativa e de alta segurança para as comunicações da administração pública federal, com exigências próprias de governança e transparência para quem fornecesse equipamento a ela.

Em março de 2021, o então ministro das Comunicações, Fabio Faria, afirmou que a Huawei não preenchia os requisitos para participar dessa rede privativa e que precisaria alterar sua estrutura acionária para se qualificar. Segundo ele, a rede atenderia também o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e a Procuradoria-Geral da República, com o objetivo de proteger informações sensíveis.

Perguntas frequentes

A Huawei é uma empresa estatal chinesa? Formalmente, não. A empresa é de capital fechado, com cerca de 1% nas mãos de Ren Zhengfei e o restante sob um comitê sindical que representa funcionários acionistas. A natureza dessa estrutura é contestada, e é justamente o ponto que governos estrangeiros levantam ao restringi-la em redes sensíveis.

Celulares Huawei ainda vêm com Google? Não. Desde a inclusão na Entity List, em 2019, os aparelhos novos da marca não trazem os serviços Google. A empresa passou a usar o HarmonyOS e sua própria loja de aplicativos.

A Huawei foi proibida no 5G do Brasil? Não. A portaria de janeiro de 2021 permitiu sua participação no leilão. A restrição discutida era específica à rede privativa do governo federal, para a qual o então ministro das Comunicações declarou, em março de 2021, que a empresa não cumpria os requisitos de governança.

A Huawei está sendo julgada nos Estados Unidos? Sim. O julgamento criminal da empresa começou em 8 de setembro de 2026 no tribunal federal do Brooklyn, em Nova York, sob 12 imputações que incluem organização criminosa, fraude bancária e roubo de segredos comerciais. A Huawei se declarou inocente, e o processo deve durar cerca de três meses.

Quando chegam os próximos chips de IA da Huawei? Pelo calendário apresentado em 17 de setembro de 2026, o Ascend 960DT fica pronto no primeiro trimestre de 2027 e o 960PR no terceiro trimestre do mesmo ano, seguidos pelo Ascend 970 em 2028 e pelo Ascend 980 em 2029.

A Huawei vende chips Ascend fora da China? Só em escala pequena. Em 17 de setembro de 2026, o presidente rotativo Eric Xu declarou que a produção não cobre nem a demanda chinesa e que não há plano de expansão internacional ampla; há fornecimento pontual a países com procura mais forte, em volumes limitados.

O que é o Mate XT2? É o celular dobrável de dois vincos da Huawei apresentado em 7 de setembro de 2026, com tela de 10,2 polegadas quando aberto, chip Kirin 9050 Pro e camada de privacidade integrada. As vendas começam em 12 de setembro a partir de 19.999 yuans.

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