O que é a Xiaomi
A Xiaomi é uma empresa chinesa de eletrônicos com sede em Pequim, conhecida no mundo todo por smartphones vendidos a preços agressivos e por um ecossistema amplo de produtos conectados. Fundada em 6 de abril de 2010 por Lei Jun e outros seis sócios — entre eles Lin Bin, Zhou Guangping e Liu De —, a companhia abriu capital na Bolsa de Hong Kong em junho de 2018, levantando US$ 4,72 bilhões, e é negociada sob o código 1810.
O nome 小米 (xiǎo mǐ) significa literalmente "painço", um grão. Lei Jun já atribuiu outros sentidos ao termo: o caractere "xiao" ("pequeno") remete à filosofia budista, enquanto "mi" funciona como sigla para "Mobile Internet" e para "mission impossible".
Hoje a Xiaomi vai muito além de celulares: fabrica tablets, notebooks, TVs, pulseiras e relógios inteligentes, eletrodomésticos, dispositivos de casa conectada e, desde 2024, carros elétricos. Em dezembro de 2025, a empresa reportava 754,1 milhões de usuários ativos mensais globais em seus sistemas, com 43.688 funcionários.
Onde a Xiaomi fica e onde é fabricada
A sede fica em Pequim, na China. A produção não é feita apenas internamente: a Xiaomi historicamente terceiriza boa parte da fabricação para parceiros e mantém linhas de montagem em diferentes países, além de plantas próprias na China voltadas a produtos de maior valor e à divisão automotiva.
História e origem
A Xiaomi nasceu como uma empresa de software antes de virar fabricante de hardware. O MIUI, sua interface baseada em Android, foi lançado em 16 de agosto de 2010 — meses antes do primeiro celular da marca — e ganhou tração junto a uma comunidade de entusiastas que instalava o sistema em aparelhos de outras marcas. Essa base de usuários foi o alicerce sobre o qual a companhia construiu a venda de telefones.
A estratégia seguinte foi a expansão por submarcas e por categorias adjacentes: a linha Redmi para a faixa de entrada e intermediária, a POCO (criada em 2018) para aparelhos de custo-benefício voltados a desempenho, e a Mijia para dispositivos de internet das coisas. Em 30 de março de 2021, Lei Jun anunciou um investimento de US$ 10 bilhões na criação de uma divisão de veículos elétricos — a aposta mais cara da história da empresa.
Linhas de produtos e submarcas
A Xiaomi organiza o portfólio de celulares em três frentes principais:
- Série numerada Xiaomi (antiga série Mi) — os aparelhos topo de linha, como o Xiaomi 17 e suas variantes Pro, Pro Max e Ultra.
- Redmi — a submarca de volume, com as famílias Redmi Note (intermediária) e Redmi K (desempenho por preço mais baixo, majoritariamente na China).
- POCO — lançada em 2018, voltada a aparelhos de custo-benefício com foco em desempenho.
Fora dos celulares, a Mijia concentra os dispositivos de casa conectada, e a Xiaomi mantém linhas de tablets (Xiaomi Pad), vestíveis, TVs e eletroportáteis.
POCO X8s
Em setembro de 2026 o POCO X8s apareceu em registros de certificação sob o código 2609CPC5FG, na versão global, e M583CF, na chinesa, onde deve ser vendido com a marca Redmi. Os registros confirmam câmera principal de 50 MP com captura em 0,6x, 1x e 2,5x; processador, bateria, tela e preço não foram revelados. O aparelho completa a família X8, que teve os modelos X8 Pro e X8 Pro Max em janeiro e o X8 em julho de 2026, e deve chegar à Europa, à Turquia e à Rússia, entre outros mercados. Não há data confirmada de lançamento nem previsão para o Brasil.
Xiaomi ou Redmi: qual a diferença
Redmi não é uma marca concorrente: é uma submarca da própria Xiaomi. Na prática, aparelhos Redmi ocupam as faixas de entrada e intermediária, enquanto a série numerada Xiaomi fica com o topo de linha. Ambas rodam o mesmo sistema e compartilham o ecossistema de serviços. O mesmo vale para a POCO, que também pertence à Xiaomi.
HyperOS: o sistema da Xiaomi
O HyperOS é o sistema operacional que sucedeu o MIUI nos aparelhos da marca, unificando celulares, tablets, TVs, dispositivos de casa conectada e os carros elétricos sob uma mesma plataforma.
A quarta geração, o HyperOS 4, foi anunciada em 13 de agosto de 2026, com base no Android 17. A principal mudança é visual: a Xiaomi batizou a nova linguagem de design de "Life Aesthetics", com um efeito de translucidez chamado "Soft Light Glass", que aplica transparências e refrações aos elementos da interface. A tela de bloqueio ganhou mais opções de posicionamento e personalização do relógio e novos widgets; na tela inicial, widgets podem ser empilhados no mesmo espaço e reorganizados por gestos.
A camada de inteligência artificial foi ampliada com o Super XiaoAI 2.0, que inclui recursos como o Inspiration Ball, um Expert Mode e reconhecimento de elementos exibidos na tela.
O programa beta começou em 14 de agosto de 2026 e vai até 17 de setembro, em liberação gradual — os recursos disponíveis variam conforme o modelo. Os primeiros aparelhos contemplados foram as linhas Xiaomi 17 (padrão, Pro, Pro Max e Ultra), Redmi K90 (padrão e Pro Max) e o Xiaomi Pad 8, inicialmente apenas na China.
Beta global
Em 16 de setembro de 2026 a Xiaomi começou a distribuir a versão beta global do HyperOS 4, primeiro para o Xiaomi 17, o Xiaomi 17 Ultra e o Leica Leitzphone. A partir de 17 de setembro a empresa abriu o recrutamento de testadores para o Xiaomi 17T, o 17T Pro, o Xiaomi 15 e o 15 Ultra. A inscrição é feita pelo aplicativo Xiaomi Community, na área de testes beta, e exige que o aparelho rode as versões de software Global ou EEA; a liberação é gradual e com limite de participantes. A lista vale apenas para o beta e não corresponde ao conjunto de aparelhos que receberá a versão estável, cuja data global a Xiaomi não anunciou. Por ser uma versão em desenvolvimento, a empresa alerta para instabilidades e falhas de desempenho no uso cotidiano.
A Xiaomi no mercado global de smartphones
A Xiaomi é a terceira maior vendedora de smartphones do mundo, atrás de Samsung e Apple. Segundo levantamento da consultoria Omdia para o segundo trimestre de 2026, a empresa embarcou 31,2 milhões de aparelhos no período, o equivalente a 11% do mercado global — uma queda de 26% na comparação anual.
No mesmo trimestre, a Samsung liderou com 60,5 milhões de unidades e 22% de participação (alta de 5%), e a Apple ficou em segundo, com 55,1 milhões e 20% (alta de 23%). O mercado global como um todo recuou 6%, para 272 milhões de aparelhos, ante 288,9 milhões no segundo trimestre de 2025.
Ou seja: enquanto as duas líderes cresceram, a Xiaomi perdeu volume — um movimento ligado diretamente ao encarecimento dos chips de memória, que pressionou as margens de toda a faixa intermediária de preço.
Resultados financeiros e o choque de custo de memória
O segundo trimestre de 2026 foi o mais difícil da empresa em anos. A Xiaomi reportou lucro líquido ajustado de 6,2 bilhões de yuans, queda de 42,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita total somou 108,9 bilhões de yuans, recuo de 6,1% na base anual.
A causa central está nos componentes: a margem bruta da divisão de smartphones caiu para 8,5%, ante 11,5% um ano antes, pressionada pelo custo da memória. Os embarques de celulares recuaram 26,5% no período.
O contrapeso veio da divisão automotiva. O segmento que reúne veículos elétricos, inteligência artificial e novas iniciativas teve alta de 17,1% na receita, para 24,9 bilhões de yuans, com 104.199 veículos entregues no trimestre — crescimento de 28,2%. O segmento ainda operou com prejuízo operacional de 2,6 bilhões de yuans, resultado da fase de expansão.
Carros elétricos: SU7 e YU7
A entrada da Xiaomi no setor automotivo foi anunciada em 30 de março de 2021, com um compromisso de investimento de US$ 10 bilhões. O primeiro carro, o sedã elétrico SU7, foi lançado em 28 de março de 2024 e se tornou rapidamente um sucesso comercial na China. O YU7, SUV elétrico da marca, chegou em 26 de junho de 2025 e ampliou o alcance da divisão para a categoria de maior volume do mercado global de elétricos.
A divisão automotiva é hoje a principal fonte de crescimento da empresa — e também sua maior fonte de prejuízo operacional, já que a operação segue em fase de escala.
A Xiaomi na Índia
A Índia já foi o principal mercado externo da Xiaomi, mas se tornou também sua frente mais litigiosa. Em 9 de setembro de 2026, o Serious Fraud Investigation Office (SFIO), órgão de investigação de fraudes corporativas do país, recomendou ao governo a abertura de uma investigação detalhada sobre a operação indiana da empresa, por supostas irregularidades no modelo de negócios e no cumprimento da legislação de investimento estrangeiro.
Segundo a Reuters, que teve acesso ao documento oficial, a apuração recomendada abrange a movimentação de recursos, a propriedade efetiva dos investidores estrangeiros e das empresas do grupo, a obtenção das aprovações governamentais obrigatórias para investimento e o cumprimento das regras de investimento estrangeiro direto no comércio eletrônico, incluindo lançamentos exclusivos em plataformas de venda on-line. A recomendação ainda depende de aval do Ministério dos Assuntos Corporativos, ao qual o SFIO é subordinado; não há prazo definido, o trâmite pode levar meses e o pedido pode ser recusado. Em nota à Reuters, a Xiaomi afirmou não ter recebido nenhuma notificação ou comunicação do SFIO e disse atribuir a máxima importância ao cumprimento das leis.
O episódio se soma a disputas anteriores. Desde 2022, a empresa não conseguiu reverter o bloqueio de 55,51 bilhões de rupias (US$ 584 milhões) em ativos bancários indianos, determinado pela agência de combate a crimes financeiros do país sob alegação de remessas ilegais ao exterior. No mesmo período, a posição comercial encolheu: de líder de vendas, a Xiaomi caiu para a quarta colocação no mercado indiano de smartphones, com 13% de participação ante os 19% que já teve, pressionada pela concorrência. A receita da companhia na Índia em 2025 foi de US$ 2,52 bilhões, 40% abaixo do registrado três anos antes.
A Xiaomi no Brasil
A Xiaomi chegou ao Brasil pela primeira vez em 29 de junho de 2015, por meio de parcerias locais, mas encerrou a operação no segundo semestre de 2016.
O retorno oficial foi anunciado em um evento em São Paulo em 21 de maio de 2019, desta vez em parceria com a DL Eletrônicos, empresa brasileira responsável pelo processo de homologação, importação e venda dos aparelhos no país. A primeira loja física da marca, uma Mi Store, foi inaugurada em 1º de junho de 2019 no Shopping Ibirapuera, na capital paulista, com cerca de 210 m². Na mesma ocasião, a empresa lançou seu e-commerce brasileiro. Entre os primeiros aparelhos vendidos oficialmente estavam o Redmi 7 e o Redmi Note 7.
Robôs aspiradores H50 Pro e S40 Pro
Em 14 de setembro de 2026 a Xiaomi ampliou no Brasil a linha de robôs aspiradores com dois modelos, o Robot Vacuum H50 Pro e o Robot Vacuum S40 Pro. Os dois têm potência de sucção de até 15 mil pascals, navegação a laser LDS 360°, sensores de obstáculo, detecção de bordas e sistema antiqueda, além de dois mops rotativos que giram a 180 rotações por minuto e de braços mecânicos que estendem o pano e a escova lateral para alcançar cantos e rodapés — no H50 Pro, o alcance do mop foi ampliado em 68%.
O H50 Pro vem com estação multifuncional que lava os panos e os seca com ar quente em cerca de duas horas, saco coletor de pó de 2,5 litros com autonomia anunciada de 75 dias e reservatórios de 4 litros para água limpa e suja. O S40 Pro tem reservatório de 310 ml, quatro modos de operação — aspirar, passar pano, os dois ao mesmo tempo ou aspirar antes da limpeza úmida —, três níveis de vazão de água, bateria de 5.200 mAh para até 180 m² por carga e mops que sobem até 10 milímetros ao detectar tapetes.
Os preços sugeridos são de R$ 5.999,99 para o H50 Pro e R$ 4.599,99 para o S40 Pro, com venda no site oficial da Xiaomi e nas lojas e quiosques da marca no país. Ambos são controlados pelo aplicativo Xiaomi Home, que permite acionar a limpeza remotamente, escolher cômodos, criar zonas restritas, guardar mapas de diferentes andares e programar rotinas, e também respondem a comandos pelos assistentes Google Home e Alexa.
Homologação e aparelhos "não homologados"
Um ponto de atenção específico do mercado brasileiro: pela regra da Anatel, produtos precisam ser analisados e aprovados pela agência para receber o selo e o número de homologação, e não é permitido comercializar aparelhos ainda não aprovados. Como boa parte dos celulares Xiaomi vendidos no país chega por importação paralela, é comum encontrar modelos sem homologação — sem cobertura de garantia oficial e sem a validação regulatória do aparelho. Vale conferir o número de homologação na base da Anatel antes da compra.
Série Xiaomi 18 Pro
Em 15 de setembro de 2026, Lu Weibing, presidente da Xiaomi, confirmou no Weibo que a próxima geração de topo de linha, a série Xiaomi 18 Pro, chega ainda em setembro de 2026 e manterá a tela secundária na traseira, integrada ao módulo de câmeras — recurso estreado na geração anterior. Para justificar a continuidade, o executivo divulgou números de uso do Xiaomi 17 Pro: os cartões de aplicativo exibidos na tela traseira foram acionados mais de 4 milhões de vezes por dia, e mais de 3,5 milhões de novos papéis de parede foram aplicados diariamente nesse display. Segundo a empresa, os quatro eixos de melhoria da geração são desempenho, fotografia, autonomia e inteligência artificial.
Registros em plataformas de teste de desempenho indicam que a linha usará o processador Snapdragon 8 de sexta geração, na variante "Super Supreme". O modelo identificado como Xiaomi 18 Pro (código M154FF) aparece com 16 GB de memória RAM e resultados de 3.619 pontos em núcleo único e 11.842 em múltiplos núcleos no Geekbench; o Xiaomi 18 Pro Max (M1544F), com 12 GB de RAM, marca 3.582 e 12.247 pontos nas mesmas medições. A Xiaomi não confirmou preços nem disponibilidade fora da China.
Redmi Note 17 Pro Max
A Xiaomi confirmou a estreia global da série Redmi Note 17 para 27 de agosto de 2026, com o Redmi Note 17 Pro Max 5G como principal aparelho da linha. Entre as especificações divulgadas estão tela CrystalRes AMOLED de 6,83 polegadas com resolução 1.5K e carregamento rápido de 100 W (HyperCharge), com bateria de silício-carbono — as informações divulgadas antes do evento divergem quanto à capacidade exata, entre 9.210 mAh e 10.000 mAh, conforme a variante.
Xiaomi Pad 9 e Pad 9 Pro
A Xiaomi anunciou em 14 de setembro de 2026, na China, a nova geração de tablets da marca, formada pelo Xiaomi Pad 9 e pelo Xiaomi Pad 9 Pro.
O modelo Pro tem tela de 12,5 polegadas com resolução 3.2K (3.200 por 2.136 pixels), taxa de atualização de 144 Hz, brilho máximo de 1.000 nits, profundidade de cor de 12 bits e compatibilidade com DCI-P3, HDR10, HDR Vivid e Dolby Vision. É movido pelo processador Snapdragon 8 Gen 5, fabricado em 3 nanômetros, com até 16 GB de memória RAM e 256 GB de armazenamento UFS 4.1. A bateria é de 11.000 mAh, com carregamento de 67 W e recarga reversa de 22,5 W. As câmeras são de 50 MP na traseira e 32 MP na frontal.
O Pad 9 padrão tem tela de 11,2 polegadas, também 3.2K e 144 Hz, com brilho de até 800 nits, processador Snapdragon 8s Gen 4, até 12 GB de RAM, 256 GB de armazenamento UFS 4.1 e bateria de 9.720 mAh com carregamento de 45 W. As câmeras são de 13 MP na traseira e 8 MP na frontal. Os dois aparelhos são compatíveis com teclado e caneta magnética vendidos à parte.
Os preços na China partem de 2.999 yuans para o Pad 9 e de 3.799 yuans para o Pad 9 Pro. A Xiaomi não divulgou planos de venda em outros mercados, incluindo o Brasil.
Por que os aparelhos da Xiaomi são mais baratos
A resposta está no modelo de negócio, não em um corte de qualidade. Em abril de 2018, às vésperas da abertura de capital, Lei Jun assumiu publicamente o compromisso de manter a margem de lucro líquido do hardware abaixo de 5% — e prometeu devolver aos clientes qualquer valor que ultrapassasse esse teto.
A lógica é vender o aparelho perto do custo e monetizar depois, pelo ecossistema: serviços, publicidade dentro do sistema e a venda cruzada de outros dispositivos conectados a quem já entrou na plataforma. É também por isso que aparelhos Xiaomi costumam exibir anúncios em áreas do sistema — uma escolha de modelo comercial, geralmente desativável nas configurações.
Ecossistema de dispositivos conectados
Além dos celulares, a Xiaomi construiu um catálogo extenso de produtos conectados sob a marca Mijia e por meio de empresas investidas: iluminação, sensores, câmeras, aspiradores, purificadores, eletroportáteis e aparelhos domésticos de nicho — incluindo lançamentos como aquários com automação de cuidados. Todos se integram ao mesmo aplicativo de controle e ao HyperOS, o que reforça o efeito de retenção: quanto mais dispositivos da marca o usuário tem, maior o custo de trocar de plataforma.
Essa amplitude é o que diferencia a Xiaomi de fabricantes que vendem apenas celulares, e é a peça central da estratégia de compensar a margem baixa do hardware principal.
Lançamentos recentes do ecossistema
Em 4 de setembro de 2026, a Xiaomi apresentou na China a Mi Band 11, nova geração da linha de pulseiras inteligentes. O aparelho tem tela AMOLED de 1,72 polegada com brilho de até 2.000 nits e bordas de 2 mm, autonomia anunciada de até 21 dias, 9,99 mm de espessura e 15,58 gramas sem a pulseira. Roda o HyperOS 4 e é compatível com Android e iOS. Entre os recursos de saúde estão medição de frequência cardíaca, oxigenação do sangue, estresse e saúde feminina, além de monitoramento de sono com variabilidade da frequência cardíaca interpretada por inteligência artificial. São mais de 150 modos esportivos e resistência à água de 5 ATM. Na pré-venda chinesa, os preços partem de 289 yuans na versão básica, 339 yuans na versão com NFC e 399 yuans nas edições de cerâmica e de estrutura metálica. Não há data confirmada para o lançamento no Brasil.
Em 15 de setembro de 2026 a Xiaomi abriu na China a pré-venda do Xiaomi Watch S5 de 41 milímetros, versão menor do relógio lançado meses antes em caixa de 46 mm e o primeiro aparelho da linha a sair de fábrica com o HyperOS 4, o que o posiciona como controle central dos demais dispositivos conectados da marca. O relógio pesa cerca de 36 gramas, tem 9,9 milímetros de espessura, aro de cerâmica branca e coroa com 24 facetas, e autonomia anunciada de até 14 dias — ante os 21 dias da versão de 46 mm. O lançamento oficial, ao lado dos fones Redmi Buds 8s, foi marcado para 22 de setembro de 2026, e em 24 de setembro a Xiaomi divulgou os preços na China: 1.299 yuans com pulseira de fluorelastômero e 1.499 yuans com pulseira de couro. O modelo de 41 mm tem tela AMOLED de 1,32 polegada com brilho de até 3.000 nits, GPS de dupla frequência e Bluetooth 5.4. Junto veio uma edição transparente de 47 mm, com estrutura intermediária translúcida, aro de aço inoxidável e vidro Xiaomi Dragon Crystal Glass 3.0, limitada a 5.000 unidades e vendida a 2.499 yuans. Na mesma leva, a Smart Band 11 passou a ser vendida a partir de 299 yuans. Não há informação sobre venda dos três aparelhos no Brasil ou em outros mercados.
Também em setembro de 2026 entrou em pré-venda por financiamento coletivo na China o Smart Switch 2, interruptor inteligente que permite acionar a mesma lâmpada a partir de dois pontos diferentes sem passar fiação nova entre eles: em modo sem fio, o botão deixa de cortar a energia diretamente e passa a enviar comandos a outros dispositivos da rede doméstica. O produto usa o protocolo Xiaomi Mesh 2.0, que segundo a empresa responde 50% mais rápido e reduz em 80% o tempo de configuração da rede em relação à geração anterior. Entre os itens de segurança estão invólucro de policarbonato retardante de chamas classe V-0 resistente a 850 °C, relé especificado para 1 milhão de ciclos mecânicos, detecção de passagem por zero e sensor de temperatura que desliga o circuito em caso de superaquecimento. Os preços começam em 69 yuans na versão de um botão, 79 yuans com dois e 99 yuans com três, sem previsão de venda fora da China.
Em 10 de setembro de 2026 entrou em pré-venda na China o Mijia Smart Gas Stove 3 Max, fogão a gás que usa sensores e inteligência artificial para evitar acidentes domésticos. Uma sonda de liga de titânio sensível à pressão, especificada para suportar até 500 °C, mede a temperatura da panela, e um algoritmo corta o fluxo de gás ao identificar situações de risco, como panela vazia ou cozimento a seco. Um radar monitora até 0,9 metro à frente do aparelho: se o usuário se ausenta por mais de 30 minutos, o fogão emite alerta sonoro; passados 60 minutos, desliga o gás e notifica pelo aplicativo Xiaomi Home. Cada boca tem temporizador próprio, de 1 a 180 minutos, e a boca direita exibe a temperatura da panela em tempo real. A Xiaomi informa eficiência térmica de 75% e ganho de 12% em eficiência energética sobre a geração anterior, além de uma grelha de três camadas que reduz em até 22 °C a temperatura ao redor. O preço de pré-venda parte de 2.704 yuans, sem previsão de venda fora da China.
Em 14 de setembro de 2026 a Xiaomi colocou em financiamento coletivo na China a série Mijia Ceiling Light C, de luminárias de teto, com dois modelos. O L90 é retangular, mede 900 por 600 por 85 milímetros e é indicado para salas de 25 a 45 m², com 108 W de potência e 8.400 lúmens; o D40 é circular, tem 400 milímetros de diâmetro por 75 de altura e é voltado a quartos de até 15 m², com 30 W e 2.500 lúmens. Ambos permitem ajustar a temperatura de cor entre 2.700 K e 5.700 K pelo aplicativo Mijia, têm índice de reprodução de cores Ra95 e receberam da certificadora TÜV SÜD a classificação RG0 para risco de luz azul, faixa considerada isenta de risco. Os preços são de 539 yuans para o L90 e 269 yuans para o D40, sem previsão de lançamento internacional.
Na mesma data entrou em financiamento coletivo o Mijia Smart Clothes Dryer 3 Max, varal de teto motorizado com 9 centímetros de espessura quando recolhido e estrutura de 2,4 metros dividida em cinco áreas. Suporta até 45 quilos — cerca de 80 peças de roupa ou dois edredons — e combina secagem por ar quente de 1.250 W, circulação natural de 10 W, liberação de plasma para esterilização e uma tela antibacteriana com eficácia declarada de 99%. Um painel de iluminação de 42 polegadas integrado funciona como luminária ambiente, com brilho e temperatura de cor ajustáveis e sensores de presença. A altura do varal é programável pelo aplicativo. O preço no financiamento coletivo é de 2.399 yuans, por enquanto só na China.
Na mesma leva de eletrodomésticos, a Xiaomi apresentou uma lava e seca Mijia de três tambores independentes, o modelo XHQG140MJ101: o tambor principal lava 11 quilos e os dois menores 1,5 quilo cada, somando 14 quilos de lavagem e 9 de secagem, num gabinete de 598 por 597 por 850 milímetros que, segundo a fabricante, ocupa o espaço de uma máquina de 10 quilos e pode ser embutido. Centrifuga a 1.400 rotações por minuto, tem certificação IPX4, esterilização com água fria e recomendação de ciclos pela inteligência artificial Xiaomi MiMo. Em pré-venda na China, custa 3.999 yuans na versão apenas de lavagem e 4.999 yuans na lava e seca.
Em 23 de setembro de 2026 a Xiaomi colocou em financiamento coletivo na plataforma Xiaomi Youpin a Smart Camera 5 Pro, câmera de segurança doméstica que grava em 4K com um conjunto de duas lentes, de 8 MP e 4 MP. A visão noturna alterna entre modo colorido, com luz integrada, e modo preto e branco, com iluminador infravermelho de 940 nm. Um chip de 1,5 teraflop processa localmente a identificação e o acompanhamento de pessoas e animais e o reconhecimento de gestos. A câmera tem Wi-Fi 6 de duas bandas e grava em cartão microSD, na nuvem ou em NAS. A campanha vai até 30 de setembro de 2026, com preço de 429 yuans, sem previsão de venda fora da China.
Em 24 de setembro de 2026 a Xiaomi lançou na China a linha de televisores TV S Pro RGB-Mini LED 2027 Supreme Edition, de 65 a 98 polegadas. O painel usa retroiluminação RGB-Mini LED, com fontes de luz vermelha, verde e azul separadas, cobre 100% do espaço de cores BT.2020 e atinge brilho de até 5.500 nits, com revestimento de baixa reflexão. A resolução 4K roda nativamente a 180 Hz, e um modo para jogos chega a 360 Hz. O áudio integrado tem 170 W em configuração 4.1.2, suporte a Dolby Atmos e ajuste assinado pela Harman. Um radar de ondas milimétricas detecta a posição de quem assiste para ajustar imagem e som. O conjunto usa processador Cortex-A73 de quatro núcleos, 4 GB de RAM, 64 GB de armazenamento, chip de imagem XM9000 e HyperOS 4. Os preços vão de 6.299 yuans, no modelo de 65 polegadas, a 13.999 yuans, no de 98, sem lançamento anunciado no Brasil.
Perguntas frequentes
Quem é a Xiaomi e de que país é? É uma empresa chinesa de eletrônicos, com sede em Pequim, fundada em 6 de abril de 2010 por Lei Jun e outros seis sócios.
Redmi é Xiaomi? Sim. Redmi é uma submarca da Xiaomi, voltada às faixas de entrada e intermediária. POCO também pertence à Xiaomi.
Quando a Xiaomi chegou ao Brasil? Em 29 de junho de 2015. A operação foi encerrada em 2016 e a marca voltou oficialmente ao país em 21 de maio de 2019, em parceria com a DL Eletrônicos.
O que é o HyperOS? É o sistema operacional da Xiaomi, sucessor do MIUI, que unifica celulares, tablets, TVs, dispositivos de casa conectada e os carros da marca. A versão mais recente, o HyperOS 4, foi anunciada em 13 de agosto de 2026 e é baseada no Android 17. O beta global começou a ser distribuído em 16 de setembro de 2026, sem data anunciada para a versão estável fora da China.
A Xiaomi é maior que a Samsung? Não. No segundo trimestre de 2026, a Samsung liderou o mercado global com 22% de participação e a Apple ficou com 20%; a Xiaomi foi a terceira, com 11%, segundo a Omdia.
A Xiaomi faz carros? Sim. A divisão automotiva foi anunciada em 30 de março de 2021, e a empresa lançou o sedã elétrico SU7 em 28 de março de 2024 e o SUV YU7 em 26 de junho de 2025. No segundo trimestre de 2026, entregou 104.199 veículos.
A Xiaomi está sendo investigada na Índia? Em 9 de setembro de 2026, o Serious Fraud Investigation Office indiano recomendou ao governo uma investigação detalhada sobre a operação da empresa no país, por supostas irregularidades no modelo de negócios e nas regras de investimento estrangeiro. A abertura depende de aprovação do Ministério dos Assuntos Corporativos. A Xiaomi diz não ter recebido notificação do órgão.
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