Visão geral
A Captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos refere-se a uma operação militar realizada em 3 de janeiro de 2026, na qual forças militares americanas atacaram Caracas, capital da Venezuela, e prenderam o então presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores. A ação, ordenada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, resultou na transferão de Maduro para Nova York, onde enfrenta acusações de narcoterrorismo. O governo venezuelano estima que os ataques resultaram em cerca de 100 mortes, incluindo civis. O evento gerou uma crise diplomática global, com os EUA declarando a intenão de "administrar" a Venezuela interinamente para extrair recursos energéticos, enquanto a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu a presidéncia interina por 90 dias com apoio das Forças Armadas. A operação foi o resultado de meses de planejamento de inteligência e táticas militares avançadas, incluindo a desativação da rede elétrica de Caracas e o uso de cerca de 150 aeronaves. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, revelou posteriormente que o governo Trump tentou "diversas tentativas" para que Maduro deixasse o poder voluntariamente antes da intervenção militar, mas sem sucesso. Uma reportagem do "The Wall Street Journal" de 13 de fevereiro de 2026 revelou que o Pentágono teria utilizado uma ferramenta de inteligência artificial, o Claude da Anthropic, na operação de captura.
Contexto histórico e desenvolvimento
A operação de captura foi o ápice de meses de escalada. Em agosto de 2025, os EUA dobraram para US$ 50 milhões a recompensa por Maduro, acusado de chefiar o Cartel de los Soles. Nos meses seguintes, militares americanos atacaram mais de 30 embarcações no Caribe e Pacífico sob justificativa de combate ao narcotráfico. A inteligência americana, incluindo a CIA, enviou agentes infiltrados à Venezuela em agosto de 2025 para identificar alvos e recrutar fontes, operando em uma "zona restrita" devido à ausência de embaixada. Uma fonte governamental próxima a Maduro forneceu informações cruciais sobre seu paradeiro. O secretário de Estado Marco Rubio confirmou que, antes da operação militar, o governo Trump fez "diversas tentativas" para que Maduro deixasse a Venezuela voluntariamente, mas sem sucesso, pois "ele não é alguém com quem se possa fazer um acordo”.
A "Operação Resolução Absoluta" iniciou-se às 2h local de 3 de janeiro de 2026 com explosões em Caracas e bombardeios a áreas civis e militares. A missão, que envolveu cerca de 150 aeronaves, foi caracterizada por sua escala, velocidade e sucesso, com helicópteros chegando a apenas 30 metros do solo para alcançar o complexo de Maduro, o Forte Tiuna. Acredita-se que o Comando Cibernético dos EUA desativou a rede elétrica de Caracas para facilitar a incursão noturna, e tecnologias de guerra eletrônica foram usadas para anular defesas aéreas. Maduro e Flores foram levados ao USS Iwo Jima e depois para uma penitenciária em Nova York. Trump designou um grupo para administrar a Venezuela, composto por Marco Rubio (Estado), Pete Hegseth (Defesa), Stephen Miller (Casa Branca) e JD Vance (Vice-presidente), reservando para si a palavra final. Em 8 de janeiro, Trump revelou que a Venezuela concordou em entregar 50 milhões de barris de petróleo aos EUA, cujos recursos serão geridos por Washington para a compra compulsória de produtos americanos. Analistas da CIA conduziram uma avaliação confidencial antes da operação, concluindo que trabalhar com elementos do regime vigente, como Delcy Rodríguez, ofereceria maior estabilidade, levando a contatos secretos com membros do regime de Maduro antes da operação. Em 28 de janeiro, Marco Rubio informou que os EUA dividiram US$ 500 milhões da primeira venda de petróleo venezuelano após a prisão de Maduro, com US$ 300 milhões enviados para o governo da Venezuela e US$ 200 milhões retidos em uma conta.
Detalhes de Inteligência e Operacionais
A operação foi precedida por meses de planejamento e coleta de informações. Em agosto de 2025, uma equipe de agentes infiltrados da CIA foi enviada à Venezuela, operando em uma "zona restrita" sem cobertura diplomática. O objetivo era identificar alvos e recrutar indivíduos para assistência. Uma fonte "governamental" muito próxima a Maduro forneceu informações detalhadas sobre seu paradeiro, consideradas cruciais para a operação. A identidade dessa fonte permanece protegida. A inteligência humana foi combinada com informações técnicas, como mapas e imagens de satélite, para planejar a missão. A escala, velocidade e sucesso da operação foram notáveis, com cerca de 150 aeronaves participando. O Comando Cibernético dos EUA é creditado por desativar as luzes em Caracas, possivelmente infiltrando-se nas redes venezuelanas para desligar a rede elétrica. O Comando Espacial dos EUA também contribuiu, criando uma "rota" para a entrada indetectável das forças especiais. Drones também foram utilizados. A falha das defesas aéreas chinesas e russas sugere o uso de tecnologias avançadas de interferência ou guerra eletrônica. Marco Rubio, em depoimento ao Senado em 28 de janeiro de 2026, defendeu a operação, afirmando que os EUA "prenderam dois narcotraficantes" e que Maduro era um "narcotraficante indiciado, não um chefe de Estado legítimo".
Uso de Inteligência Artificial na Operação
Em 13 de fevereiro de 2026, o jornal "The Wall Street Journal" publicou uma reportagem afirmando que o Pentágono utilizou uma ferramenta de inteligência artificial (IA) na operação de captura de Nicolás Maduro. A ferramenta em questão seria o Claude, um modelo de IA generativa desenvolvido pela startup Anthropic, especializada em segurança e processamento de dados. Segundo a reportagem, o Pentágono acessou o Claude por meio de uma parceria com a Palantir Technologies, uma empresa de dados com contratos com o governo norte-americano que integra e analisa informações para órgãos governamentais e Forças Armadas. Os termos de uso da Anthropic proíbem explicitamente a utilização de sua ferramenta para "facilitar a violência, desenvolver armas ou para conduzir espionagem", levantando questões sobre a conformidade da operação com essas diretrizes. O Departamento de Defesa dos EUA recusou-se a comentar as alegações feitas pelo jornal.
Repercussões e Reações
Uma pesquisa da AtlasIntel, divulgada em 14 de janeiro de 2026, indicou que 57,7% dos venezuelanos entrevistados aprovam a intervenção militar de Trump no país. O estudo avaliou a percepção de habitantes da América Latina sobre a ação militar e reflete o sentimento da população venezuelana em relação à crise política e social. Em 28 de janeiro de 2026, Marco Rubio, em depoimento ao Senado, defendeu a legalidade da operação e a chamou de um sucesso com baixo custo humano para os EUA, apesar das mais de 100 mortes venezuelanas e cubanas relatadas.
Linha do tempo
- Agosto de 2025: EUA aumentam recompensa por Maduro para US$ 50 milhões e reforçam presença militar. Agentes infiltrados da CIA chegam à Venezuela para coleta de inteligência. O governo Trump faz "diversas tentativas" para que Maduro deixe o poder voluntariamente, sem sucesso.
- Setembro a Dezembro de 2025: Ataques a mais de 30 embarcações e bloqueio total de petroleiros sancionados.
- 3 de janeiro de 2026: Lançamento da "Operação Resolução Absoluta". Captura de Maduro e Flores; governo venezuelano relata 100 mortos. Trump anuncia em Mar-a-Lago que administrará a Venezuela. A rede elétrica de Caracas é desativada para facilitar a incursão.
- 5 de janeiro de 2026: Delcy Rodríguez assume oficialmente a presidéncia interina e ordena caça a apoiadores da intervenção. Brasil e outros 21 países condenam a operação no Conselho de Segurança da ONU. Maduro e a esposa são levados ao tribunal em Nova York.
- 7 de janeiro de 2026: Revelada a detenção de pelo menos 14 jornalistas desde o início da crise.
- 8 de janeiro de 2026: Trump afirma ao NYT que explorará petróleo venezuelano por anos. Jorge Rodríguez anuncia libertação de prisioneiros, mas ONGs contestam números.
- 10 de janeiro de 2026: Analistas apontam que o regime chavista se reorganiza com Delcy na diplomacia e Cabello no controle repressivo. Detalhes sobre a operação de inteligência e táticas militares começam a ser revelados.
- 14 de janeiro de 2026: Pesquisa da AtlasIntel revela que 57,7% dos venezuelanos aprovam a ação militar de Trump no país.
- 28 de janeiro de 2026: Marco Rubio depõe ao Senado dos EUA, defendendo a operação, revelando tentativas prévias de negociação com Maduro e anunciando a divisão de US$ 500 milhões da primeira venda de petróleo pós-Maduro. Ele também alerta Delcy Rodríguez sobre seu destino caso não coopere com Washington e anuncia uma reunião com María Corina Machado.
- 13 de fevereiro de 2026: "The Wall Street Journal" reporta que o Pentágono utilizou uma ferramenta de inteligência artificial (Claude da Anthropic) na operação de captura de Maduro.
Principais atores
- Nicolás Maduro: Ex-presidente capturado e detido em Nova York.
- Donald Trump: Presidente dos EUA; estabeleceu um comitê de gestão para a Venezuela e descartou entregar o poder a María Corina Machado. Elogiou a operação como uma "excelente ação".
- Delcy Rodríguez: Presidente interina; atua como interlocutora com os EUA para garantir a sobrevivéncia do regime. A CIA avaliou a colaboração com ela como uma forma de garantir estabilidade. Recebeu um aviso de Marco Rubio de que poderá ter o mesmo destino de Maduro se não cooperar com as exigências de Washington.
- Diosdado Cabello: Ministro do Interior; lidera a repressão interna e controla serviços de inteligência e paramilitares.
- Vladimir Padrino López: Ministro da Defesa; garantiu o apoio militar à presidéncia de Delcy.
- Stephen Miller e JD Vance: Integrantes do grupo designado por Trump para administrar a Venezuela.
- Marco Rubio: Secretário de Estado dos EUA; defendeu a operação no Senado, revelou tentativas prévias de negociação com Maduro e alertou Delcy Rodríguez sobre a necessidade de cooperação. Irá se reunir com María Corina Machado.
- Vasily Nebenzya: Embaixador da Rússia na ONU; classificou a ação como criminosa e hipócrita.
- Fu Cong: Embaixador da China na ONU; condenou o "bullying" norte-americano.
- David Fitzgerald: Ex-chefe de operações da CIA na América Latina; participou do planejamento da missão e descreveu a operação como um sucesso sem precedentes.
- María Corina Machado: Líder da oposição venezuelana, vencedora do Prêmio Nobel da Paz, com quem Marco Rubio tem uma reunião agendada.
Termos importantes
- Operação Resolução Absoluta: Invasão militar e extração de Maduro.
- Cartel de los Soles: Organização criminosa atribuída à cúpula militar venezuelana.
- Foro Penal: ONG que monitora prisões políticas e contestou os dados de libertação do governo.
- Conselho de Segurança da ONU: Palco de debates onde 22 países condenaram a intervenção dos EUA.
- Zona Restrita: Termo de inteligência para operações em países sem cobertura diplomática.
- Forte Tiuna: Complexo militar onde Maduro foi capturado, defendido por guarda-costas cubanos.
- Comando Cibernético dos EUA: Organização militar creditada por desativar a rede elétrica de Caracas.
- Comando Espacial dos EUA: Organização que opera satélites e ajudou a criar uma "rota" para as forças especiais.
- Claude: Ferramenta de inteligência artificial generativa da Anthropic, supostamente utilizada pelo Pentágono na operação.
- Anthropic: Startup de tecnologia desenvolvedora do Claude, com termos de uso que proíbem o uso para violência, armas ou espionagem.
- Palantir Technologies: Empresa de dados que teria facilitado o acesso do Pentágono ao Claude através de sua parceria com o governo dos EUA.
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