María Corina Machado é uma líder proeminente da oposição venezuelana, agraciada com o Prêmio Nobel da Paz de 2025, que ganhou destaque internacional após sua fuga da Venezuela em dezembro de 2025. Atualmente nos Estados Unidos, ela se encontrou com o presidente Donald Trump em janeiro de 2026, a quem afirmou ter "entregado" sua medalha do Nobel em gratidão pela captura de Nicolás Maduro. Apesar de o Instituto Nobel declarar o prêmio intransferível, Machado planeja retornar à Venezuela nas próximas semanas, mesmo sob investigação e com a presidente interina Delcy Rodríguez exigindo que ela "responda" por seu apoio a ações militares dos EUA.
María Corina Machado é uma proeminente figura da oposição venezuelana ao regime chavista, inicialmente liderado por Nicolás Maduro, cuja captura pelos Estados Unidos em 3 de janeiro de 2026, em operação ordenada pelo presidente Donald Trump sob alegação de crimes de narcotráfico, levou à assunção de Delcy Rodríguez à presidência. Reconhecida por sua atuação política, ela foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz. Recentemente, ganhou destaque internacional por sua "fuga cinematográfica" da Venezuela, batizada de "Operação Dinamite Dourada" e realizada pela Fundação Grey Bull Rescue, para receber o prêmio em Oslo, Noruega. Esta operação complexa envolveu planejamento meticuloso, disfarces e uma perigosa travessia marítima, resultando em ferimentos físicos. O contexto de repressão ao dissenso incluiu prisões de opositores como Rocío San Miguel, com libertações recentes sinalizando possível desescalada. Após a captura de Maduro, Machado sugeriu publicamente a possibilidade de entregar seu Prêmio Nobel da Paz de 2025 ao presidente Donald Trump, como um gesto de gratidão do povo venezuelano. Contudo, o Instituto Nobel da Noruega esclareceu que o prêmio é intransferível, inalterável e não pode ser revogado ou compartilhado, afirmando que a decisão de conceder um Prêmio Nobel é definitiva e permanente, sem previsão de recursos. Em 15 de janeiro de 2026, Machado se encontrou com Donald Trump na Casa Branca, afirmando ter "entregado" a ele a medalha do Nobel da Paz. Trump afirmou ter recebido a medalha como um "presente" e elogiou Machado como uma "mulher extraordinária". Em 16 de janeiro de 2026, Machado declarou que se tornará presidente da Venezuela "quando o momento chegar", expressando sua crença de que será eleita no tempo certo. Um texto que acompanhou a entrega da medalha a Trump mencionava "Ao presidente Donald J. Trump, em gratidão por sua extraordinária liderança na promoção da paz por meio da força". Trump, por sua vez, tem colaborado com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, a quem descreveu como uma "pessoa incrível". Um vídeo do resgate de Machado, realizado em 9 de dezembro de 2025, foi publicado pela Fundação Grey Bull Rescue. Atualmente, Machado encontra-se nos Estados Unidos, de onde anunciou em 1º de março de 2026 seus planos de retornar à Venezuela nas próximas semanas, apesar de estar sob investigação no país e da presidente interina Delcy Rodríguez ter afirmado que ela deve "responder à Venezuela" por seu apoio a ações militares dos EUA contra Caracas. Ela também tem intensificado articulações internacionais, reunindo-se com autoridades do governo norte-americano, como o secretário de Estado Marco Rubio, e foi convidada para uma audiência na Comissão de Segurança Pública do Senado brasileiro.
María Corina Machado tem sido uma voz ativa na oposição venezuelana, desafiando o governo de Nicolás Maduro. Sua atuação política a levou a viver na clandestinidade a partir de agosto de 2024, após desafiar o regime nas eleições presidenciais. A tensão política na Venezuela tem sido marcada por repressão e perseguição a figuras da oposição, incluindo detenções arbitrárias como a de Rocío San Miguel em fevereiro de 2024, acusada de plano para assassinar Maduro e mantida no Helicoide, prisão classificada como centro de tortura. A captura de Maduro pelos EUA em janeiro de 2026, ordenada pelo presidente Donald Trump sob alegação de crimes de narcotráfico, e as subsequentes libertações unilaterais de prisioneiros anunciadas por Jorge Rodríguez representam mudanças no cenário político, vistas como gesto de paz pela oposição. Líderes regionais, como os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e Gustavo Petro (Colômbia), expressaram grande preocupação com os eventos recentes na Venezuela. Em meio a esses desenvolvimentos, Machado, agraciada com o Prêmio Nobel da Paz de 2025, sugeriu em janeiro de 2026 a possibilidade de entregar seu prêmio a Donald Trump, gerando um debate sobre a transferibilidade do reconhecimento, com o Instituto Nobel da Noruega afirmando que o prêmio é definitivo e intransferível, inalterável e não pode ser revogado ou compartilhado. Machado foi impedida de concorrer às eleições venezuelanas de 2024 e apoiou um candidato substituto, cujos resultados oficiais foram contestados por auditorias independentes. Em 15 de janeiro de 2026, Machado se encontrou pessoalmente com Donald Trump na Casa Branca, um evento que ela classificou como "histórico" para os venezuelanos, e declarou ter "entregado" a ele a medalha do Nobel da Paz. Trump, por sua vez, afirmou ter recebido a medalha como um "presente" e elogiou Machado. Um texto que acompanhou a entrega da medalha a Trump mencionava "Ao presidente Donald J. Trump, em gratidão por sua extraordinária liderança na promoção da paz por meio da força". Em 16 de janeiro de 2026, Machado expressou sua convicção de que será eleita presidente da Venezuela "quando o momento chegar", durante entrevista à Fox News. A fuga de Machado da Venezuela, batizada de "Operação Dinamite Dourada", foi realizada pela Fundação Grey Bull Rescue em 9 de dezembro de 2025, facilitando sua chegada a Oslo para a cerimônia do Nobel. Um vídeo documentando este resgate foi posteriormente publicado pela fundação. O gesto de Machado de entregar a medalha a Trump provocou uma forte reação na Noruega, com acadêmicos e políticos criticando a ação como "constrangedora" e "patética", e afirmando que ela desrespeita a honra e a integridade do Prêmio Nobel. Apesar de ter ordenado a captura de Maduro, Trump afirmou que não entregaria o governo venezuelano a Machado, alegando que ela não é respeitada no país, e tem colaborado com a presidente interina Delcy Rodríguez, a quem descreveu como uma "pessoa incrível". Atualmente nos Estados Unidos, Machado anunciou em 1º de março de 2026 sua intenção de retornar à Venezuela nas próximas semanas, mesmo estando sob investigação no país, com a presidente interina Delcy Rodríguez exigindo que ela "responda à Venezuela" por seu apoio à ação militar dos EUA contra Caracas. Além disso, Machado tem intensificado suas articulações internacionais, incluindo um encontro com o senador brasileiro Eduardo Girão em 11 de março de 2026, em Santiago, e com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Ela foi oficialmente convidada para uma audiência na Comissão de Segurança Pública do Senado Federal do Brasil, com datas a serem ajustadas.