O setor de petróleo é um pilar econômico global, abrangendo exploração, produção, refino e comercialização, com o preço influenciado por demanda e geopolítica. No Brasil, a Petrobras é central, e o país atingiu recordes de produção em 2026, impulsionado pelo pré-sal e campos como Jubarte, com o Espírito Santo se destacando. A judicialização de greves e a atuação de órgãos reguladores e sindicatos são aspectos relevantes do cenário atual.
O setor de petróleo abrange as atividades de exploração, produção, refino, transporte e comercialização de petróleo e seus derivados. É um dos pilares da economia global, influenciando mercados financeiros, relações internacionais e políticas energéticas. No Brasil, a Petrobras é uma das principais empresas atuantes no setor, com impacto significativo na infraestrutura e na economia do país. Globalmente, o preço do petróleo é sensível a diversos fatores, incluindo a demanda de grandes economias como a China e eventos geopolíticos, como conflitos na Ucrânia, que podem impulsionar sua valorização no mercado. Em 2025, o Brasil atingiu uma produção de 3,770 milhões de barris/dia, com o Espírito Santo se destacando ao retomar a posição de segundo maior produtor nacional, impulsionado principalmente pelo Campo de Jubarte. Em fevereiro de 2026, a produção de petróleo e gás natural no país atingiu um novo recorde, totalizando 5,304 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), com a produção de petróleo alcançando 4,061 milhões de barris por dia e a de gás natural 197,63 milhões de metros cúbicos por dia. O pré-sal foi responsável por 80,2% dessa produção recorde.
O desenvolvimento do setor de petróleo no Brasil está intimamente ligado à criação da Petrobras em 1953. Desde então, a empresa tem sido responsável por grande parte da exploração e produção de petróleo no território nacional e em águas profundas. O setor é frequentemente palco de negociações trabalhistas e, em momentos de greve, a Justiça pode intervir para garantir a continuidade das operações, dada a essencialidade do serviço. Um exemplo disso ocorreu em 27 de dezembro de 2025, quando uma decisão judicial determinou o retorno de 80% dos funcionários da Petrobras às suas atividades, além de proibir entidades sindicais de impedir o acesso a equipamentos ou o escoamento da produção.
Em 2025, o Espírito Santo, impulsionado pela produtividade do Campo de Jubarte (operado exclusivamente pela Petrobras), retomou a vice-liderança na produção nacional de petróleo, atingindo cerca de 193 mil barris por dia e superando São Paulo. Esse crescimento de 24,5% em relação a 2024 foi significativamente influenciado pela entrada em operação da plataforma FPSO Maria Quitéria em outubro de 2024. O setor de petróleo e gás no Espírito Santo gera mais de 15 mil empregos formais e conta com mais de 600 empresas, contribuindo para o crescimento industrial do estado. No entanto, há debates sobre a necessidade de mais investimentos em exploração e produção na Bacia do Espírito Santo, especialmente em campos privatizados.
Em fevereiro de 2026, a produção nacional de petróleo e gás natural bateu recorde, com 5,304 milhões de boe/d. Desse total, 4,061 milhões de bbl/d foram de petróleo e 197,63 milhões de m³/d de gás natural. Os campos marítimos foram responsáveis por 98% da produção de petróleo e 87,8% da de gás natural. A Petrobras, atuando sozinha ou em consórcio, operou 89,46% da produção total. O pré-sal teve um papel crucial, contribuindo com 80,2% da produção brasileira, totalizando 4,243 milhões de boe/d, extraídos de 181 poços. O Campo de Tupi, na Bacia de Santos, destacou-se como o maior produtor de petróleo e gás natural do país. As instalações com maiores produções foram o FPSO Almirante Tamandaré (Campo de Búzios) para petróleo e o FPSO Marechal Duque de Caxias (Campo de Mero) para gás natural.
30 de dez, 2025