Sargento dos EUA é preso por lucrar com apostas na captura de Maduro
Um sargento das Forças Especiais dos EUA foi preso e acusado de usar informações confidenciais para lucrar mais de US$ 400 mil em apostas sobre a captura de Nicolás Maduro.
Pontos principais
- O sargento Gannon Ken Van Dyke, das Forças Especiais do Exército dos EUA, foi preso e acusado de crimes relacionados a apostas e uso indevido de informações confidenciais.
- Ele lucrou mais de US$ 400 mil (cerca de R$ 2 milhões) em apostas na plataforma Polymarket sobre a remoção de Nicolás Maduro do poder na Venezuela.
- O Departamento de Justiça dos EUA afirma que Van Dyke usou informações classificadas obtidas durante o planejamento de uma operação militar na Venezuela.
- As apostas teriam começado em dezembro, antes do anúncio oficial da ação militar que visava a queda de Maduro em janeiro.
- A Commodity Futures Trading Commission (CFTC) apresentou acusações de insider trading contra Van Dyke.
- Van Dyke participou do planejamento e execução da operação militar para capturar Maduro em 3 de janeiro, fazendo 13 apostas até um dia antes da prisão do líder venezuelano.
- Ele é acusado de ter comprado contratos a preços baixos antes do anúncio oficial e pode enfrentar até 60 anos de prisão pelas acusações federais.
- O Polymarket afirmou ter cooperado com o Departamento de Justiça na investigação e reforçado suas regras de integridade de mercado.
- O caso é um dos mais notórios de uso de informação confidencial por um funcionário do governo americano em mercados de previsão.
- Van Dyke tentou ocultar os lucros movimentando os fundos e apagando sua conta na Polymarket após o início das notícias sobre negociações suspeitas.
Um sargento das Forças Especiais do Exército dos EUA, Gannon Ken Van Dyke, foi preso e acusado de usar informações classificadas para lucrar mais de US$ 400 mil (aproximadamente R$ 2 milhões) em apostas relacionadas à captura de Nicolás Maduro. O Departamento de Justiça dos EUA afirma que Van Dyke utilizou dados confidenciais obtidos durante o planejamento de uma operação na Venezuela para realizar 13 apostas na plataforma Polymarket entre 27 de dezembro e 2 de janeiro, totalizando um investimento de US$ 33 mil. As apostas eram sobre a remoção de Maduro do poder e teriam começado antes da operação militar para capturar o então líder venezuelano em janeiro.
Van Dyke é acusado de ter comprado contratos a preços baixos antes do anúncio oficial da ação militar. Ele participou do planejamento e execução da operação militar para capturar Maduro em 3 de janeiro. Após receber os lucros, ele teria transferido a maior parte do dinheiro para carteiras de criptomoedas estrangeiras e tentado ocultar sua identidade, depositando-os posteriormente em uma conta de corretagem online recém-criada. Ele também é acusado de apagar sua conta na Polymarket após o início das notícias sobre negociações suspeitas.
A Commodity Futures Trading Commission (CFTC) apresentou acusações de insider trading contra Van Dyke, marcando a primeira vez que a agência utiliza a 'Regra Eddie Murphy' para casos de uso indevido de informações governamentais. O Polymarket, por sua vez, afirmou ter cooperado com o Departamento de Justiça na investigação e reforçado suas regras de integridade de mercado, implementando novas regras contra o uso de informação privilegiada. O caso é considerado um dos mais notórios de uso de informação confidencial por um funcionário do governo americano em mercados de previsão.
O sargento enfrenta acusações de violação da Lei de Bolsa de Mercadorias, fraude eletrônica, transação monetária ilegal e furto de informação não pública, destacando o uso indevido de informações confidenciais para ganho pessoal em mercados de previsão. Promotores federais apresentaram as acusações contra o sargento. Caso seja condenado, Van Dyke pode pegar até 60 anos de prisão pelas acusações federais.
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BBC Brasil • 24 abr, 06:15
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