Visão geral
A tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela intensificou-se significativamente no final de 2025 e início de 2026, marcada por uma transição de sanções econômicas para o controle direto dos recursos venezuelanos pelos EUA. Após a captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026, a administração de Donald Trump passou a intermediar diretamente a comercialização do petróleo venezuelano. Sob um novo arranjo econômico, a receita das vendas é depositada em contas controladas pelos EUA e destinada prioritariamente à compra de produtos americanos. Trump designou um grupo de supervisão composto por Marco Rubio (Secretário de Estado), Pete Hegseth (Defesa), Stephen Miller e JD Vance para administrar o país interinamente. Em 9 de janeiro de 2026, ambos os governos sinalizaram uma possível normalização diplomática, embora o cenário interno venezuelano permaneça marcado por repressão aguda, crise econômica e a influência de um conselho administrativo americano que planeja explorar o petróleo local por "muitos anos". No mesmo dia, o presidente Trump assinou uma ordem executiva para proteger as receitas do petróleo venezuelano mantidas em contas do Tesouro dos EUA de serem confiscadas por tribunais ou credores, garantindo que os fundos sejam usados para promover a "paz, prosperidade e estabilidade" na Venezuela. Em 10 de janeiro de 2026, a Venezuela anunciou o retorno de um navio petroleiro, em uma operação que Donald Trump atribuiu a um "grande acordo energético" entre os dois países. No mesmo dia, o Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, indicou que o país avalia retirar novas sanções econômicas contra a Venezuela já na próxima semana, com o objetivo de incentivar o investimento de empresas americanas e garantir o apoio do sistema bancário dos EUA a essas operações. Os EUA também planejam vender até 50 milhões de barris de petróleo bruto venezuelano, com as vendas começando "imediatamente" e continuando por tempo indeterminado, e controlarão os recursos obtidos para benefício de ambos os povos. Em 11 de janeiro de 2026, Scott Bessent mencionou a possibilidade de liberar cerca de US$ 5 bilhões em ativos monetários venezuelanos congelados no Fundo Monetário Internacional (FMI), como parte de uma ampliação da retirada de sanções. No mesmo dia, os EUA mantiveram a Venezuela no nível máximo de recomendação de viagem, citando detenções arbitrárias e a impossibilidade de assistência consular, o que o governo venezuelano classificou como uma distorção da realidade e uma tentativa de criar uma "percepção de risco" infundada. Em 13 de janeiro de 2026, a presidente interina Delcy Rodríguez rebateu publicamente uma montagem compartilhada por Donald Trump que o mostrava como "presidente interino da Venezuela", reafirmando a existência de um governo em exercício no país e a situação de Maduro como refém nos EUA. Trump também declarou que Cuba não terá mais acesso ao petróleo ou dinheiro da Venezuela, e que o país não precisa mais da segurança cubana, o que gerou uma resposta do ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez. Em 15 de janeiro de 2026, o governo Trump conseguiu barrar uma resolução do Senado dos EUA que visava limitar suas ações militares na Venezuela, com o vice-presidente J.D. Vance desempatando a votação a favor do governo. A administração Trump argumenta que a captura de Maduro foi uma operação judicial para julgamento por tráfico de drogas, e não uma ação militar. No mesmo dia, os EUA apreenderam um navio-tanque com ligações à Venezuela, a sexta apreensão do tipo nas últimas semanas, intensificando a pressão. Também em 15 de janeiro de 2026, María Corina Machado encontrou-se com Donald Trump na Casa Branca, um encontro que ela classificou como "histórico" e no qual afirmou ter entregue uma medalha do Nobel da Paz a Trump, embora não tenha sido esclarecido se ele aceitou o objeto. No mesmo dia, a presidente interina Delcy Rodríguez propôs uma reforma da lei de hidrocarbonetos para facilitar investimentos dos EUA no setor petrolífero venezuelano, buscando incorporar novos fluxos de investimento e destinar os fundos do petróleo a trabalhadores e serviços públicos. O governo americano informou que US$ 500 milhões já foram gerados com a venda de petróleo em um acordo com Caracas, depositados em contas controladas pelos EUA, com a conta principal localizada no Catar. Rodríguez também expressou a intenção de buscar diplomacia com os EUA, e Donald Trump elogiou sua cooperação, mantendo sua visão de que María Corina Machado não é uma alternativa realista para a Venezuela. Em 15 de janeiro de 2026, o diretor da CIA, John Ratcliffe, se reuniu com a presidente interina Delcy Rodríguez em Caracas, por ordem de Donald Trump, para discutir cooperação em inteligência, estabilidade econômica e a necessidade de a Venezuela não ser um porto seguro para narcotraficantes, sinalizando o desejo dos EUA por uma melhora na relação de trabalho. Washington vê Rodríguez de forma favorável como líder interina para preservar a estabilidade. Em 17 de janeiro de 2026, foi revelado que Delcy Rodríguez esteve na mira dos EUA como "alvo prioritário" desde 2022, uma informação que contrasta com a postura atual de Donald Trump, que a tem elogiado como interlocutora preferencial de Washington, indicando uma complexidade na política externa americana. Em 25 de janeiro de 2026, Delcy Rodríguez declarou publicamente que a Venezuela não aceitaria mais ordens de Washington, criticando a interferência estrangeira e afirmando que o país já sofreu as consequências do "fascismo e extremismo". Essa declaração, feita em um evento com petroleiros no estado de Anzoátegui e transmitida pela Telesur, marca uma mudança no tom da presidente interina, que anteriormente havia cooperado com o governo Trump, apesar das ameaças e elogios mistos do líder americano. Em 28 de janeiro de 2026, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, alertou o Senado que Delcy Rodríguez pode enfrentar o mesmo desfecho político de Nicolás Maduro, condicionando sua permanência no poder ao alinhamento com os interesses estratégicos dos EUA, especialmente no setor de petróleo. Rubio defendeu a operação de captura de Maduro como uma ação contra narcotraficantes, não uma guerra, e reiterou a disposição dos EUA de usar a força se necessário. Relatórios de inteligência dos EUA levantaram ceticismo sobre a capacidade de cooperação efetiva de Delcy Rodríguez. Em 12 de fevereiro de 2026, Donald Trump descreveu as relações com a Venezuela sob a gestão de Delcy Rodríguez como "extraordinárias", destacando o fluxo de petróleo e grandes quantias de dinheiro que beneficiarão o povo venezuelano. Ele também negou que o empresário Harry Sargeant III tivesse autoridade para agir em nome dos EUA no setor petrolífero venezuelano, enfatizando que apenas representantes aprovados pelo Departamento de Estado podem fazê-lo. Em 13 de fevereiro de 2026, Donald Trump declarou que as relações dos Estados Unidos com a Venezuela são "muito boas" e reconheceu Delcy Rodríguez como a governante oficial do país, afirmando que os dois países estão "trabalhando em estreita colaboração" no setor petrolífero e classificando a relação atual como "nota 10". Em 3 de março de 2026, foi revelado que o governo Trump está preparando uma acusação criminal contra Delcy Rodríguez por corrupção e lavagem de dinheiro, focando em seu suposto envolvimento com fundos da PDVSA entre 2021 e 2025. Essa ameaça legal, comunicada verbalmente a Rodríguez, visa fortalecer a influência dos EUA sobre Caracas e garantir o cumprimento das exigências americanas, incluindo a prisão ou extradição de ex-autoridades e associados do governo anterior, como Alex Saab e Raul Gorrín.
Contexto e histórico
As relações entre os Estados Unidos e a Venezuela deterioraram-se acentuadamente sob a presidência de Nicolás Maduro, acusado de liderar o "Cartel de los Soles". Em agosto de 2025, os EUA dobraram a recompensa por Maduro para US$ 50 milhões. A estratégia mudou drasticamente em 3 de janeiro de 2026 com a captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, por forças de elite americanas em Caracas; ambos foram levados para uma penitenciária em Nova York para responder a acusações de narcotráfico. O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela designou Delcy Rodríguez como presidente interina por um período de 90 dias. O governo Trump argumenta que esta operação foi de natureza judicial, visando o julgamento de Maduro por acusações de tráfico de drogas, e não uma operação militar. Internamente, a queda de Maduro não arrefeceu o controle estatal. Sob a liderança de Delcy Rodríguez, o regime mantém uma estrutura de poder onde Vladimir Padrino López (Defesa) e Diosdado Cabello (Interior) garantem o controle militar e policial. A repressão intensificou-se com o decreto de estado de emergência; relatos indicam a prisão de jornalistas e cidadãos, incluindo idosos detidos por comemorarem a queda de Maduro. A fiscalização policial tornou-se onipresente, com vistorias de celulares em busca de mensagens críticas ao governo. Em 10 de janeiro de 2026, grupos de direitos humanos relataram a libertação de 18 detentos de uma prisão venezuelana, um evento que ocorreu após a incursão militar dos EUA, embora o governo venezuelano não tenha confirmado oficialmente o número ou a identidade dos libertados. Em 11 de janeiro de 2026, os EUA reiteraram um alerta de viagem de nível máximo para a Venezuela, citando riscos de detenções arbitrárias e dificuldades de assistência consular, o que foi prontamente rebatido pelo governo venezuelano como uma distorção da realidade e uma tentativa de criar uma "percepção de risco". Em 13 de janeiro de 2026, Delcy Rodríguez criticou publicamente a postagem de Trump como "presidente interino da Venezuela", afirmando que "aqui há um governo que manda na Venezuela, aqui há uma presidente em exercício e há um presidente refém nos EUA, e governamos junto com o povo organizado". Em 15 de janeiro de 2026, a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, encontrou-se com o presidente Donald Trump na Casa Branca, marcando o primeiro encontro presencial entre os dois e sinalizando um possível apoio de Trump à oposição venezuelana. No mesmo dia, Delcy Rodríguez propôs uma reforma da lei de hidrocarbonetos para atrair investimentos americanos e declarou sua intenção de buscar a diplomacia com os EUA, com Donald Trump elogiando sua cooperação e afirmando que Machado não é uma alternativa realista para a Venezuela. Também em 15 de janeiro de 2026, o diretor da CIA, John Ratcliffe, se reuniu com Delcy Rodríguez em Caracas, por ordem de Donald Trump, para discutir cooperação em inteligência, estabilidade econômica e a necessidade de a Venezuela não ser um porto seguro para narcotraficantes, sinalizando o desejo dos EUA por uma melhora na relação de trabalho. Washington vê Rodríguez de forma favorável como líder interina para preservar a estabilidade. Em 17 de janeiro de 2026, foi revelado que Delcy Rodríguez, apesar do atual elogio de Trump, era considerada um "alvo prioritário" pelos EUA desde 2022, o que destaca uma complexidade na evolução da política americana em relação à Venezuela. Em 25 de janeiro de 2026, Delcy Rodríguez, em um evento com petroleiros no estado de Anzoátegui, declarou que a Venezuela não aceitaria mais ordens de Washington, criticando a interferência estrangeira e as consequências do "fascismo e extremismo" no país. Esta declaração sinaliza uma postura mais assertiva da presidente interina contra a influência americana. Em 28 de janeiro de 2026, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reforçou a pressão sobre Delcy Rodríguez no Senado, indicando que sua permanência no poder está condicionada ao alinhamento com os interesses estratégicos americanos e que ela poderia ter o mesmo destino de Maduro, que foi levado a Nova York para responder a acusações de narcotráfico. Relatórios de inteligência dos EUA expressaram ceticismo sobre a efetividade da cooperação de Delcy Rodríguez. Em 12 de fevereiro de 2026, Donald Trump elogiou as relações "extraordinárias" com a Venezuela sob a gestão de Delcy Rodríguez, mencionando o início do fluxo de petróleo e a chegada de grandes quantias de dinheiro para o povo venezuelano. Ele também esclareceu que o empresário Harry Sargeant III não tem autoridade para representar os EUA em negociações sobre o petróleo venezuelano. Em 13 de fevereiro de 2026, Donald Trump reconheceu Delcy Rodríguez como a governante oficial da Venezuela, declarando que os Estados Unidos têm uma relação "muito boa" com o país e que estão trabalhando em estreita colaboração no setor petrolífero. Em 3 de março de 2026, a Reuters revelou que o governo Trump está preparando uma acusação criminal contra Delcy Rodríguez por corrupção e lavagem de dinheiro, focando em seu suposto envolvimento com fundos da PDVSA entre 2021 e 2025. Essa ameaça, comunicada verbalmente a Rodríguez, visa garantir que ela continue a cumprir as exigências de Trump, incluindo a prisão ou extradição de ex-autoridades como Alex Saab e Raul Gorrín. O Departamento de Justiça negou a reportagem, mas a Reuters a reafirmou.
Narcoterrorismo e Operações Militares
A administração Trump utiliza o combate ao narcoterrorismo como pilar central. Antes da captura de Maduro, os EUA atacaram mais de 30 embarcações suspeitas de tráfico no Pacífico e Caribe. A operação de 3 de janeiro iniciou-se às 2h da manhã com explosões em Caracas, resultando em cerca de 100 mortos, segundo o governo venezuelano. A nova diretriz de Washington prevê o uso de forças terrestres para desmantelar cartéis, mantendo a pressão militar como ferramenta para garantir a cooperação energética do regime interino. Em 7 de janeiro de 2026, os EUA apreenderam um petroleiro vazio, de bandeira russa e com ligações à Venezuela, no Oceano Atlântico, como parte da estratégia para controlar o fluxo de petróleo e pressionar o governo venezuelano. Desde a captura de Maduro, Trump tem feito diversas declarações sobre a interferência dos EUA na política interna da Venezuela e a situação de Cuba, que dependia do petróleo venezuelano. Durante a captura de Maduro, 32 agentes cubanos que faziam a segurança do então presidente da Venezuela foram mortos. Em 15 de janeiro de 2026, o governo Trump conseguiu barrar no Senado uma resolução que limitaria futuras ações militares na Venezuela sem autorização do Congresso, argumentando que a captura de Maduro foi uma operação judicial e não militar. No mesmo dia, os EUA apreenderam um navio-tanque com ligações à Venezuela, marcando a sexta apreensão de navios que transportavam ou transportaram petróleo venezuelano nas últimas semanas, sinalizando uma intensificação das pressões americanas. Em 15 de janeiro de 2026, o diretor da CIA, John Ratcliffe, se reuniu com Delcy Rodríguez em Caracas para discutir cooperação em inteligência e a necessidade de a Venezuela deixar de ser um "porto seguro para adversários dos Estados Unidos, especialmente narcotraficantes". Em 28 de janeiro de 2026, o Secretário de Estado Marco Rubio defendeu a operação de captura de Maduro no Senado, afirmando que os EUA "prenderam dois narcotraficantes" e que a ação não constituiu uma guerra contra a Venezuela, reiterando a disposição de Washington de usar a força se outros instrumentos de pressão falharem. Em 3 de março de 2026, a ameaça de acusação criminal contra Delcy Rodríguez por corrupção e lavagem de dinheiro, focando em seu suposto envolvimento com fundos da PDVSA, adiciona uma nova camada de pressão legal e política, com os EUA buscando a prisão ou extradição de figuras como Alex Saab e Raul Gorrín, que já enfrentam acusações nos EUA.
Resposta do Setor Privado e Atores Corporativos
Com a nova administração dos recursos, a Venezuela concordou em entregar 50 milhões de barris de petróleo aos EUA — quase dois meses de produção. Trump afirmou que a exploração ocorrerá por "muitos anos" e que os recursos devem ser usados exclusivamente para comprar produtos americanos. No mercado financeiro, a crise provocou valorização nos contratos futuros de petróleo devido ao temor de interrupções na oferta global. Empresas como a Chevron seguem como modelos para a reconstrução da infraestrutura sob supervisão de Washington. Em 9 de janeiro de 2026, o presidente Trump se reuniu com executivos de petrolíferas como Exxon, Conoco e Chevron para incentivar um investimento de US$ 100 bilhões na indústria petrolífera venezuelana. No mesmo dia, ele assinou uma ordem executiva para proteger as receitas do petróleo venezuelano, depositadas em contas do Tesouro dos EUA, de reivindicações de credores privados, como a Exxon Mobil e a ConocoPhillips, que têm bilhões a receber do país. A ordem declara que o dinheiro é propriedade soberana da Venezuela, mantida sob custódia dos EUA para fins governamentais e diplomáticos, e não está sujeita a reivindicações privadas, citando a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional e a Lei de Emergências Nacionais como base legal. O Departamento de Energia dos EUA informou que as receitas da venda de petróleo serão depositadas em contas controladas pelos EUA para garantir a legitimidade e integridade da distribuição final dos recursos, que serão feitos "em benefício do povo americano e do povo venezuelano, a critério do governo dos EUA". Os EUA visam abrir o setor petrolífero da Venezuela para a atuação de grandes companhias americanas, que investirão bilhões para consertar a infraestrutura e gerar lucro, aproveitando a capacidade das refinarias americanas na Costa do Golfo de processar o petróleo pesado venezuelano. Em 15 de janeiro de 2026, a presidente interina Delcy Rodríguez propôs uma reforma da lei de hidrocarbonetos para atrair investimentos americanos e declarou sua intenção de buscar a diplomacia com os EUA, com Donald Trump elogiando sua cooperação e afirmando que Machado não é uma alternativa realista para a Venezuela. Também em 15 de janeiro de 2026, o diretor da CIA, John Ratcliffe, se reuniu com Delcy Rodríguez em Caracas para discutir a estabilidade econômica, entre outros temas. Em 25 de janeiro de 2026, Delcy Rodríguez, em um evento com petroleiros no estado de Anzoátegui, reforçou a soberania venezuelana sobre seus recursos e políticas, declarando que o país não aceitará mais ordens de Washington, o que pode impactar a futura cooperação no setor petrolífero. Em 28 de janeiro de 2026, o Secretário de Estado Marco Rubio reiterou a estratégia dos EUA de condicionar o apoio político e a estabilidade institucional da Venezuela a concessões econômicas, especialmente no setor de petróleo, indicando que a permanência de Delcy Rodríguez no poder dependerá do alinhamento com os interesses estratégicos americanos. Em 12 de fevereiro de 2026, Donald Trump afirmou que o petróleo venezuelano está começando a fluir e que grandes quantias de dinheiro, não vistas há muitos anos, em breve ajudarão o povo da Venezuela. Ele também negou que o empresário Harry Sargeant III tivesse autoridade para agir em nome dos Estados Unidos no setor petrolífero venezuelano, enfatizando que apenas representantes aprovados pelo Departamento de Estado podem fazê-lo. Em 13 de fevereiro de 2026, Donald Trump destacou que os EUA e a Venezuela estão "trabalhando em estreita colaboração" no setor petrolífero, em meio a uma relação que ele descreveu como "muito boa" e "nota 10", com o reconhecimento de Delcy Rodríguez como governante oficial. Em 3 de março de 2026, a ameaça de acusação criminal contra Delcy Rodríguez por corrupção e lavagem de dinheiro, focando em seu suposto envolvimento com fundos da PDVSA, adiciona uma nova dimensão à pressão dos EUA, visando garantir o alinhamento de Caracas com os interesses americanos no setor petrolífero e a cooperação na extradição de figuras ligadas a corrupção na PDVSA.
Esforços Diplomáticos e Repercussão Internacional
A operação militar dividiu a comunidade internacional. Países como Rússia, China, Cuba e Irã condenaram a ação; a Rússia classificou-a como "agressão armada" no Conselho de Segurança da ONU. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, condenou o ataque como uma afronta à soberania. Em contraste, o presidente argentino Javier Milei celebrou a operação. Apesar das tensões, em 9 de janeiro de 2026, iniciou-se um processo exploratório para reabertura de embaixadas. Como gesto de paz, o governo venezuelano anunciou a libertação de prisioneiros políticos, embora ONGs como o Foro Penal tenham denunciado que o número de solturas foi significativamente menor do que o anunciado, mantendo o ceticismo sobre uma transição democrática real. O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, também deve se reunir com autoridades do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial para discutir a retomada das relações comerciais com o país sul-americano. Em 11 de janeiro de 2026, Scott Bessent indicou que os EUA consideram ampliar a retirada de sanções, incluindo a liberação de cerca de US$ 5 bilhões em ativos monetários venezuelanos congelados no FMI. No mesmo dia, o governo venezuelano criticou o alerta de viagem dos EUA, que mantém o país no nível máximo de risco, alegando que o aviso distorce a realidade e cria uma "percepção de risco". Em 13 de janeiro de 2026, Donald Trump declarou que Cuba não terá mais acesso ao petróleo ou ao dinheiro da Venezuela e que o país não precisa mais da segurança cubana. Em resposta, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez, defendeu o direito de Cuba de importar combustível e negou que o país recebesse compensação monetária por serviços de segurança prestados à Venezuela. Em 15 de janeiro de 2026, o Senado dos EUA rejeitou uma resolução que visava limitar as ações militares do presidente na Venezuela, após dois senadores republicanos mudarem seus votos e o vice-presidente J.D. Vance desempatar a votação. O Secretário de Estado, Marco Rubio, garantiu que não há planos de mobilizar tropas e que o Congresso seria consultado em caso de mudança. A apreensão de um navio-tanque com ligações à Venezuela em 15 de janeiro de 2026, a sexta do tipo em semanas, ocorre antes de um encontro planejado entre Donald Trump e Corina. No mesmo dia, María Corina Machado se encontrou com Donald Trump na Casa Branca, em um evento que ela descreveu como "histórico" para os venezuelanos e no qual afirmou ter entregue uma medalha do Nobel da Paz ao presidente. Também em 15 de janeiro de 2026, a presidente interina Delcy Rodríguez expressou a intenção de buscar diplomacia com os EUA, e Donald Trump elogiou sua cooperação, mantendo sua visão de que María Corina Machado não é uma alternativa realista para a Venezuela. No mesmo dia, o diretor da CIA, John Ratcliffe, se reuniu com a presidente interina Delcy Rodríguez em Caracas, por ordem de Donald Trump, para transmitir a mensagem de que os Estados Unidos esperam uma melhora na relação de trabalho, discutindo cooperação em inteligência, estabilidade econômica e a necessidade de a Venezuela não ser um porto seguro para narcotraficantes. Washington vê Rodríguez de forma favorável como líder interina para preservar a estabilidade. Em 17 de janeiro de 2026, foi revelado que Delcy Rodríguez, apesar de ser elogiada por Trump como interlocutora preferencial, esteve na mira dos EUA como "alvo prioritário" desde 2022, o que sugere uma complexidade e possível dualidade na política externa americana. Em 25 de janeiro de 2026, Delcy Rodríguez fez uma declaração pública em Anzoátegui, transmitida pela Telesur, afirmando que a Venezuela não aceitará mais ordens de Washington e que as políticas internas devem ser resolvidas pelos venezuelanos, marcando um ponto de inflexão na postura diplomática do governo interino em relação aos EUA. Em 28 de janeiro de 2026, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em depoimento ao Senado, alertou Delcy Rodríguez sobre o risco de ter o mesmo destino de Maduro, condicionando o apoio dos EUA ao alinhamento com seus interesses estratégicos. Rubio defendeu a operação de captura de Maduro como uma ação contra narcotraficantes e reiterou a disposição dos EUA de usar a força se necessário. Relatórios de inteligência dos EUA indicaram ceticismo sobre a capacidade de cooperação efetiva de Delcy Rodríguez. Em 12 de fevereiro de 2026, Donald Trump afirmou que as relações com a Venezuela sob a gestão de Delcy Rodríguez são "extraordinárias", destacando o fluxo de petróleo e o benefício financeiro para o povo venezuelano. Ele também negou a autoridade do empresário Harry Sargeant III para representar os EUA em questões relacionadas ao petróleo venezuelano, reforçando que apenas representantes aprovados pelo Departamento de Estado podem fazê-lo. Em 13 de fevereiro de 2026, Donald Trump reconheceu Delcy Rodríguez como a governante oficial da Venezuela, declarando que os Estados Unidos têm uma relação "muito boa" com o país e que estão trabalhando em estreita colaboração no setor petrolífero, classificando a relação como "nota 10". Em 3 de março de 2026, a revelação de que o governo Trump está preparando uma acusação criminal contra Delcy Rodríguez por corrupção e lavagem de dinheiro, e a comunicação verbal dessa ameaça, representam uma nova forma de pressão diplomática, visando obrigar a presidente interina a cumprir as exigências dos EUA, incluindo a extradição de figuras como Alex Saab e Raul Gorrín. O Departamento de Justiça negou a reportagem da Reuters, que a reafirmou, adicionando controvérsia ao cenário diplomático.
Linha do tempo
- Agosto de 2025: EUA dobram recompensa por Maduro para US$ 50 milhões.
- 10 de dezembro de 2025: Forças militares dos EUA interceptam navio petroleiro no Caribe.
- 16 de dezembro de 2025: Donald Trump anuncia bloqueio total a petroleiros sancionados.
- 18 de dezembro de 2025: Caças F-18 sobrevoam o Caribe; ataques contra 30 embarcações são relatados no período.
- 03 de janeiro de 2026: Operação militar às 2h da manhã resulta na captura de Nicolás Maduro e Cilia Flores; governo relata 100 mortos. Delcy Rodríguez assume a presidência interina. Maduro e Flores são levados para Nova York para responder a acusações de narcotráfico.
- 05 de janeiro de 2026: Trump descarta eleições em 30 dias na Venezuela; Brasil e outros 21 países condenam a operação na ONU.
- 06 de janeiro de 2026: Donald Trump afirma que os EUA refinariam e venderiam até 50 milhões de barris de petróleo bruto venezuelano.
- 07 de janeiro de 2026: Relatos de detenção de 14 jornalistas e fiscalização de celulares em postos de controle.
- 07 de janeiro de 2026: EUA apreendem petroleiro vazio, de bandeira russa e com ligações à Venezuela, no Oceano Atlântico.
- 08 de janeiro de 2026: Trump declara ao NYT que os EUA administrarão a Venezuela e seu petróleo por muitos anos.
- 09 de janeiro de 2026: EUA e Venezuela exploram reabertura de embaixadas; Trump anuncia ataques terrestres contra cartéis e a venda de 50 milhões de barris de petróleo bruto venezuelano.
- 09 de janeiro de 2026: Donald Trump assina ordem executiva para proteger receitas do petróleo venezuelano em contas do Tesouro dos EUA de serem confiscadas por credores privados. No mesmo dia, ele se reúne com executivos de petrolíferas para incentivar investimentos de US$ 100 bilhões na indústria venezuelana.
- 10 de janeiro de 2026: Analistas apontam que o controle militar interno permanece com Diosdado Cabello e Padrino López, enquanto Delcy Rodríguez negocia com o exterior.
- 10 de janeiro de 2026: Grupos de direitos humanos relatam a libertação de 18 detentos de uma prisão venezuelana após a incursão militar dos EUA.
- 10 de janeiro de 2026: Venezuela anuncia o retorno de um navio petroleiro em operação com os EUA, atribuído por Donald Trump a um "grande acordo energético".
- 10 de janeiro de 2026: O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirma que o país avalia retirar novas sanções econômicas contra a Venezuela na próxima semana.
- 11 de janeiro de 2026: O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, menciona a possibilidade de liberar cerca de US$ 5 bilhões em ativos monetários venezuelanos congelados no FMI, como parte de uma ampliação da retirada de sanções. Ele também planeja reuniões com o FMI e o Banco Mundial para discutir a retomada das relações comerciais com a Venezuela.
- 11 de janeiro de 2026: Os EUA mantêm a Venezuela no nível máximo de recomendação de viagem, citando detenções arbitrárias e impossibilidade de assistência consular. O governo venezuelano critica o alerta, afirmando que ele distorce a realidade e cria uma "percepção de risco" infundada.
- 13 de janeiro de 2026: A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, rebate uma publicação de Donald Trump que o mostrava como "presidente interino da Venezuela", afirmando que há um governo em exercício no país. Trump também declara que Cuba não terá mais acesso ao petróleo ou dinheiro da Venezuela, e que o país não precisa mais da segurança cubana. O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez, responde defendendo o direito de Cuba de importar combustível e negando compensação por serviços de segurança.
- 15 de janeiro de 2026: O governo Trump barra uma resolução do Senado dos EUA que limitaria suas ações militares na Venezuela, com o vice-presidente J.D. Vance desempatando a votação a favor do governo.
- 15 de janeiro de 2026: Os EUA apreendem um navio-tanque com ligações à Venezuela, a sexta apreensão do tipo nas últimas semanas, intensificando a pressão.
- 15 de janeiro de 2026: María Corina Machado se encontra com Donald Trump na Casa Branca, em um encontro que ela classificou como "histórico" e no qual afirmou ter entregue uma medalha do Nobel da Paz a Trump.
- 15 de janeiro de 2026: A presidente interina Delcy Rodríguez propõe uma reforma da lei de hidrocarbonetos para facilitar investimentos dos EUA no setor petrolífero venezuelano e expressa a intenção de buscar diplomacia com os EUA. Donald Trump elogia a cooperação de Rodríguez e mantém sua visão de que María Corina Machado não é uma alternativa realista para a Venezuela.
- 15 de janeiro de 2026: O diretor da CIA, John Ratcliffe, se reúne com a presidente interina Delcy Rodríguez em Caracas para discutir cooperação em inteligência, estabilidade econômica e esforços antidrogas, sinalizando o desejo dos EUA por uma melhora nas relações.
- 17 de janeiro de 2026: É revelado que Delcy Rodríguez esteve na mira dos EUA como "alvo prioritário" desde 2022, contrastando com a postura atual de Donald Trump de elogiá-la como interlocutora preferencial.
- 25 de janeiro de 2026: Em evento com petroleiros no estado de Anzoátegui, Delcy Rodríguez declara que a Venezuela não aceitará mais ordens de Washington, criticando a interferência estrangeira e as consequências do "fascismo e extremismo" no país.
- 28 de janeiro de 2026: O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, alerta o Senado que Delcy Rodríguez pode enfrentar o mesmo desfecho político de Nicolás Maduro, condicionando sua permanência no poder ao alinhamento com os interesses estratégicos dos EUA, especialmente no setor de petróleo.
- 12 de fevereiro de 2026: Donald Trump descreve as relações com a Venezuela sob a gestão de Delcy Rodríguez como "extraordinárias", destacando o fluxo de petróleo e grandes quantias de dinheiro que beneficiarão o povo venezuelano. Ele também nega que o empresário Harry Sargeant III tenha autoridade para agir em nome dos EUA no setor petrolífero venezuelano.
- 13 de fevereiro de 2026: Donald Trump declara que as relações dos Estados Unidos com a Venezuela são "muito boas" e reconhece Delcy Rodríguez como a governante oficial do país, afirmando que os dois países estão "trabalhando em estreita colaboração" no setor petrolífero e classificando a relação atual como "nota 10".
- 03 de março de 2026: A Reuters revela que o governo Trump está preparando uma acusação criminal contra Delcy Rodríguez por corrupção e lavagem de dinheiro, focando em seu suposto envolvimento com fundos da PDVSA entre 2021 e 2025. A ameaça foi comunicada verbalmente a Rodríguez, e os EUA apresentaram uma lista de ex-autoridades, como Alex Saab e Raul Gorrín, que desejam que ela prenda ou mantenha sob custódia para extradição. O Departamento de Justiça negou a reportagem, mas a Reuters a reafirmou.
Principais atores
- Donald Trump: Presidente dos EUA; assumiu o controle administrativo da Venezuela e designou um comitê de supervisão. Assinou ordem executiva para proteger receitas do petróleo venezuelano de reivindicações privadas e incentivou investimentos de US$ 100 bilhões no setor petrolífero do país. Atribuiu o retorno de um navio petroleiro venezuelano a um "grande acordo energético". Afirmou que os EUA refinariam e venderiam até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano. Compartilhou uma montagem em redes sociais que o mostrava como "presidente interino da Venezuela" e declarou que Cuba não terá mais acesso ao petróleo ou dinheiro da Venezuela. Sua administração barrou uma resolução do Senado que visava limitar ações militares na Venezuela, argumentando que a captura de Maduro foi uma operação judicial. Encontrou-se com María Corina Machado na Casa Branca, mas elogiou a cooperação de Delcy Rodríguez e considerou Machado não ser uma alternativa realista para a Venezuela. Ordenou a reunião do diretor da CIA, John Ratcliffe, com Delcy Rodríguez para transmitir o desejo de melhora nas relações. Sua postura atual em relação a Delcy Rodríguez contrasta com o fato de que ela era considerada um "alvo prioritário" pelos EUA desde 2022. Já ameaçou Rodríguez, afirmando que "se ela não fizer o que é certo, vai pagar um preço muito alto", mas também a elogiou e a convidou para a Casa Branca. Em 12 de fevereiro de 2026, descreveu as relações com a Venezuela sob a gestão de Delcy Rodríguez como "extraordinárias", mencionando o fluxo de petróleo e o benefício financeiro para o povo venezuelano, e negou a autoridade do empresário Harry Sargeant III para representar os EUA em questões relacionadas ao petróleo venezuelano. Em 13 de fevereiro de 2026, reconheceu Delcy Rodríguez como a governante oficial da Venezuela e declarou que as relações entre os EUA e a Venezuela são "muito boas" e "nota 10", destacando a colaboração no setor petrolífero. Em 3 de março de 2026, o governo Trump revelou estar preparando uma acusação criminal contra Delcy Rodríguez por corrupção e lavagem de dinheiro, utilizando essa ameaça como ferramenta para fortalecer sua influência sobre Caracas e garantir o cumprimento de suas exigências.
- Delcy Rodríguez: Presidente interina da Venezuela; atua como ponte diplomática enquanto mantém o regime chavista. Reafirmou a soberania do governo venezuelano em resposta às declarações de Trump. Propôs uma reforma da lei de hidrocarbonetos para facilitar investimentos dos EUA e buscou diplomacia com os EUA, sendo elogiada por Donald Trump por sua cooperação. Reuniu-se com o diretor da CIA, John Ratcliffe, para discutir cooperação em inteligência, estabilidade econômica e esforços antidrogas. Washington a vê de forma favorável como líder interina para preservar a estabilidade, apesar de ter sido um "alvo prioritário" dos EUA desde 2022. Em 25 de janeiro de 2026, declarou publicamente que a Venezuela não aceitará mais ordens de Washington, criticando a interferência estrangeira e as consequências do "fascismo e extremismo" no país, sinalizando uma postura mais independente. Em 28 de janeiro de 2026, foi alertada pelo Secretário de Estado Marco Rubio sobre o risco de ter o mesmo desfecho político de Maduro, com sua permanência no poder condicionada ao alinhamento com os interesses estratégicos dos EUA. Relatórios de inteligência dos EUA expressam ceticismo sobre sua capacidade de cooperação efetiva. Em 12 de fevereiro de 2026, suas relações com os EUA foram descritas como "extraordinárias" por Donald Trump. Em 13 de fevereiro de 2026, foi oficialmente reconhecida por Donald Trump como a governante oficial da Venezuela, em meio a uma relação descrita como "muito boa" e de "estreita colaboração" no setor petrolífero. Em 3 de março de 2026, foi revelado que está sob a ameaça de uma acusação criminal por corrupção e lavagem de dinheiro, preparada pelo governo Trump, caso não cumpra as exigências americanas, incluindo a prisão ou extradição de ex-autoridades.
- Diosdado Cabello: Ministro do Interior; controla a polícia, inteligência e milícias paramilitares (colectivos). É um dos membros do governo de Rodríguez que já foram indiciados nos Estados Unidos, mas negou consistentemente qualquer irregularidade.
- Vladimir Padrino López: Ministro da Defesa; garante o apoio das Forças Armadas ao governo interino. É um dos membros do governo de Rodríguez que já foram indiciados nos Estados Unidos, mas negou consistentemente qualquer irregularidade.
- Scott Bessent: Secretário do Tesouro dos EUA; indicou a possibilidade de retirada de novas sanções econômicas contra a Venezuela e planeja reuniões com o FMI e o Banco Mundial para discutir a retomada das relações comerciais. Mencionou a possibilidade de liberar US$ 5 bilhões em ativos venezuelanos congelados no FMI.
- J.D. Vance: Vice-presidente dos EUA; desempatou a votação no Senado em 15 de janeiro de 2026, barrando a resolução que limitaria as ações militares de Trump na Venezuela.
- Marco Rubio: Secretário de Estado dos EUA; ofereceu garantias a senadores republicanos de que não há planos de mobilizar tropas na Venezuela sem consulta ao Congresso. Em 28 de janeiro de 2026, alertou o Senado que Delcy Rodríguez pode enfrentar o mesmo desfecho político de Nicolás Maduro, condicionando sua permanência no poder ao alinhamento com os interesses estratégicos dos EUA. Defendeu a operação de captura de Maduro como uma ação contra narcotraficantes e reiterou a disposição dos EUA de usar a força se necessário.
- John Ratcliffe: Diretor da CIA; reuniu-se com a presidente interina Delcy Rodríguez em Caracas em 15 de janeiro de 2026, por ordem de Donald Trump, para discutir cooperação em inteligência, estabilidade econômica e esforços antidrogas, sinalizando o desejo dos EUA por uma melhora nas relações.
- John Thune: Líder da maioria republicana no Senado dos EUA; defendeu a posição do governo Trump contra a resolução que limitaria ações militares na Venezuela.
- Luiz Inácio Lula da Silva: Presidente do Brasil; condenou a intervenção e a captura de Maduro.
- Javier Milei: Presidente da Argentina; apoiou publicamente a ação militar americana.
- Bruno Rodriguez: Ministro das Relações Exteriores de Cuba; defendeu o direito de Cuba de importar combustível e negou compensação por serviços de segurança na Venezuela, em resposta às declarações de Trump.
- María Corina Machado: Líder da oposição venezuelana; encontrou-se com Donald Trump na Casa Branca em 15 de janeiro de 2026, onde afirmou ter entregue uma medalha do Nobel da Paz a ele. Donald Trump, no entanto, considerou-a não ser uma alternativa realista para a Venezuela.
- Harry Sargeant III: Empresário do setor de energia, cujas movimentações para reativar o setor petrolífero da Venezuela foram noticiadas pelo The Wall Street Journal. Donald Trump negou que ele tivesse autoridade para agir em nome dos Estados Unidos.
- Laura Dogu: Enviada dos EUA à Venezuela; apresentou a Delcy Rodríguez a lista de ex-autoridades e associados que os EUA desejam que sejam presos ou extraditados.
- Alex Saab: Aliado próximo de Maduro e operador financeiro influente; um dos nomes na lista de extradição dos EUA. Foi preso em Cabo Verde em 2020, extraditado para os EUA e libertado em 2023 em troca de prisioneiros. Foi novamente detido pelo Sebin em fevereiro de 2026, e os EUA têm uma nova acusação sigilosa de lavagem de dinheiro contra ele.
- Raul Gorrín: Magnata da mídia venezuelano; outro nome na lista de extradição dos EUA. Enfrenta acusações federais nos EUA relacionadas a suborno, lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo a PDVSA. Foi detido pelo Sebin em fevereiro de 2026.
Termos importantes
- Cartel de los Soles: Organização criminosa de narcotráfico supostamente chefiada pela cúpula do governo Maduro.
- Estado de Emergência: Decreto ativado em 3 de janeiro que permite prisões arbitrárias e mobilização militar contra a "agressão imperialista".
- Colectivos: Milícias armadas pró-chavismo que intensificaram o controle social e a repressão nas ruas.
- Ordem Executiva de 09/01/2026: Decreto assinado por Donald Trump para impedir que receitas do petróleo venezuelano em contas do Tesouro dos EUA sejam confiscadas por tribunais ou credores, visando garantir seu uso para a estabilidade do país.
- Grande Acordo Energético: Termo usado por Donald Trump para descrever a colaboração entre EUA e Venezuela que resultou no retorno de um navio petroleiro venezuelano em 10 de janeiro de 2026.
- Retirada de Sanções Econômicas: Medida avaliada pelos EUA, incluindo a possível liberação de US$ 5 bilhões em ativos venezuelanos congelados no FMI, com o objetivo de incentivar investimentos americanos na Venezuela.
- Alerta de Viagem dos EUA (11/01/2026): Recomendação de nível máximo para a Venezuela, citando detenções arbitrárias e impossibilidade de assistência consular. O governo venezuelano considera o alerta uma distorção da realidade e uma "percepção de risco" infundada.
- Montagem de Trump como "Presidente Interino da Venezuela": Imagem compartilhada por Donald Trump em 13 de janeiro de 2026, mostrando uma edição de sua página na Wikipédia com o cargo de presidente interino da Venezuela, que foi criticada por Delcy Rodríguez.
- Fim do acesso cubano ao petróleo venezuelano: Declaração de Donald Trump em 13 de janeiro de 2026, afirmando que Cuba não terá mais acesso ao petróleo ou dinheiro da Venezuela, e que o país não precisa mais da segurança cubana.
- Resolução do Senado dos EUA (15/01/2026): Proposta que visava impedir o presidente de tomar novas medidas militares contra a Venezuela sem autorização do Congresso, mas foi barrada após votação empatada e desempate pelo vice-presidente J.D. Vance.
- Apreensão de navio-tanque (15/01/2026): A sexta apreensão de um navio com ligações ao transporte de petróleo venezuelano, realizada pelos EUA, indicando uma intensificação das sanções e pressões.
- Encontro Trump-Machado (15/01/2026): Primeiro encontro presencial entre Donald Trump e a líder da oposição venezuelana María Corina Machado na Casa Branca, onde Machado afirmou ter entregue uma medalha do Nobel da Paz a Trump.
- Reforma da Lei de Hidrocarbonetos (15/01/2026): Proposta da presidente interina Delcy Rodríguez para reformar a lei de hidrocarbonetos da Venezuela, visando facilitar investimentos dos EUA no setor petrolífero e destinar os fundos do petróleo a trabalhadores e serviços públicos. O governo americano já gerou US$ 500 milhões com a venda de petróleo venezuelano, depositados em contas controladas pelos EUA, com a principal localizada no Catar.
- Reunião Ratcliffe-Rodríguez (15/01/2026): Encontro entre o diretor da CIA, John Ratcliffe, e a presidente interina Delcy Rodríguez em Caracas, por ordem de Donald Trump, para discutir cooperação em inteligência, estabilidade econômica e a necessidade de a Venezuela não ser um porto seguro para narcotraficantes. Sinaliza o desejo dos EUA por uma melhora na relação de trabalho e a visão de Washington de Rodríguez como líder interina favorável à estabilidade.
- Delcy Rodríguez como "Alvo Prioritário" (17/01/2026): Revelação de que a vice-presidente da Venezuela esteve na mira dos EUA como alvo prioritário desde 2022, o que contrasta com a atual postura de Donald Trump de elogiá-la como interlocutora preferencial de Washington, evidenciando uma complexidade na política externa americana.
- Declaração de 25/01/2026 de Delcy Rodríguez: Afirmação pública da presidente interina da Venezuela de que o país não aceitará mais ordens de Washington, feita em um evento com petroleiros no estado de Anzoátegui e transmitida pela Telesur, criticando a interferência estrangeira e as consequências do "fascismo e extremismo" no país.
- Alerta de Marco Rubio a Delcy Rodríguez (28/01/2026): Declaração do Secretário de Estado dos EUA ao Senado, alertando Delcy Rodríguez sobre o risco de ter o mesmo desfecho político de Nicolás Maduro e condicionando sua permanência no poder ao alinhamento com os interesses estratégicos americanos, especialmente no setor de petróleo.
- Relações "Extraordinárias" (12/02/2026): Termo usado por Donald Trump para descrever as relações entre os EUA e a Venezuela sob a gestão de Delcy Rodríguez, destacando o fluxo de petróleo e o benefício financeiro para o povo venezuelano.
- Autoridade de Representação dos EUA: Esclarecimento de Donald Trump em 12 de fevereiro de 2026 de que o empresário Harry Sargeant III não tem autoridade para agir em nome dos Estados Unidos no setor petrolífero venezuelano, e que apenas representantes aprovados pelo Departamento de Estado podem fazê-lo.
- Reconhecimento de Delcy Rodríguez (13/02/2026): Declaração de Donald Trump reconhecendo Delcy Rodríguez como a governante oficial da Venezuela e descrevendo as relações entre os dois países como "muito boas" e "nota 10", com "estreita colaboração" no setor petrolífero.
- Acusação Criminal contra Delcy Rodríguez (03/03/2026): Revelação de que o governo Trump está preparando uma acusação criminal contra a presidente interina da Venezuela por corrupção e lavagem de dinheiro, focando em seu suposto envolvimento com fundos da PDVSA entre 2021 e 2025. A ameaça foi comunicada verbalmente a Rodríguez, e os EUA apresentaram uma lista de ex-autoridades e associados que desejam que ela prenda ou mantenha sob custódia para extradição, incluindo Alex Saab e Raul Gorrín. O Departamento de Justiça negou a reportagem, mas a Reuters a reafirmou.
Perguntas frequentes
O que está acontecendo entre EUA e Venezuela?
A tensão entre os dois países intensificou-se significativamente entre o final de 2025 e o início de 2026, resultando em uma mudança drástica na política externa americana. Os Estados Unidos passaram a exercer controle direto sobre os recursos petrolíferos venezuelanos e a intermediar a comercialização do produto, após a captura de Nicolás Maduro e a ascensão de Delcy Rodríguez como presidente interina.
O que aconteceu com Nicolás Maduro?
Nicolás Maduro foi capturado por forças de elite americanas em Caracas no dia 3 de janeiro de 2026. Ele foi levado para uma penitenciária em Nova York para responder a acusações de narcotráfico, sendo o governo Trump responsável pela operação, que classificou como uma ação judicial contra o líder do Cartel de los Soles.
Por que os EUA intervieram na Venezuela?
A intervenção americana é pautada pelo combate ao narcoterrorismo e pela busca de controle sobre os recursos energéticos venezuelanos. A administração Trump justifica a presença e a influência no país como uma forma de garantir a estabilidade, promover a prosperidade e assegurar que o petróleo local seja explorado para beneficiar os interesses estratégicos dos Estados Unidos.
Como os EUA estão controlando o petróleo venezuelano?
Sob a administração Trump, os EUA intermediaram a comercialização do petróleo venezuelano, com as receitas sendo depositadas em contas controladas pelo Tesouro americano. Esses fundos são destinados prioritariamente à compra de produtos americanos e à promoção da estabilidade na Venezuela, enquanto grandes companhias dos EUA foram incentivadas a investir na reconstrução da infraestrutura petrolífera local.
Quem é Delcy Rodríguez?
Delcy Rodríguez é a atual presidente interina da Venezuela, designada pelo Tribunal Supremo de Justiça após a captura de Maduro. Embora atue como interlocutora preferencial de Washington para manter a estabilidade, ela enfrenta pressões constantes e ameaças de acusações criminais por parte do governo americano, condicionando sua permanência ao alinhamento com os interesses estratégicos dos Estados Unidos.
Notícias relacionadas
Governo Trump impede retorno de María Corina Machado à Venezuela
7 de jul, 2026
Terremotos na Venezuela forçam mudança na diplomacia dos EUA
6 de jul, 2026
Delcy Rodríguez encerra mandato sob pressão por novas eleições na Venezuela
3 de jul, 2026
EUA barram retorno de Maria Corina Machado à Venezuela
2 de jul, 2026
Governo Trump critica Maria Corina Machado após tentativas de retorno
1 de jul, 2026
