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Governo decreta emergência zoossanitária em SC após foco de Newcastle

Ministério da Agricultura declara emergência em quatro municípios catarinenses após foco da doença de Newcastle em granja de perus, resultando em restrições comerciais.

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Foto: Times Brasil
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22/10 às 04:31, atualizado 12:33

Pontos principais

  • O Ministério da Agricultura e Pecuária declarou emergência zoossanitária por 60 dias em Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.
  • O foco da doença de Newcastle foi confirmado em uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba, afetando cerca de 6 mil animais.
  • O processo de despovoamento sanitário da granja foi concluído entre os dias 19 e 20 de outubro, com o enterro das carcaças seguindo protocolos ambientais.
  • Países como México, China, Chile, Malásia e Arábia Saudita impuseram restrições temporárias à importação de carne de aves brasileira.
  • A Cidasc iniciou uma operação de vigilância epidemiológica em um raio de 10 quilômetros ao redor do foco, abrangendo cerca de 1,6 mil propriedades.
  • O Ministério da Agricultura reforça que o consumo de produtos avícolas inspecionados permanece seguro para a população humana.

O Ministério da Agricultura e Pecuária declarou estado de emergência zoossanitária por 60 dias nos municípios catarinenses de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim. A medida foi adotada após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus localizada em Nova Itaberaba. Segundo o órgão, o estabelecimento, que abrigava aproximadamente 6 mil aves, foi imediatamente interditado e passou pelo processo de despovoamento sanitário nos dias 19 e 20 de outubro, com o descarte das carcaças seguindo as normas ambientais vigentes.

Em resposta ao incidente, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) iniciou uma operação de vigilância intensiva em um raio de 10 quilômetros do foco, mobilizando nove equipes para monitorar cerca de 1,6 mil propriedades rurais da região. Paralelamente, o cenário gerou restrições temporárias à exportação de produtos avícolas brasileiros, com países como México, China, Chile, Malásia e Arábia Saudita suspendendo ou limitando as compras do setor. Apesar das medidas comerciais, o Ministério da Agricultura e a Associação Brasileira de Proteína Animal asseguram que não há risco à saúde humana e que o consumo de carne de aves e ovos inspecionados é seguro para a população.

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