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Uruguai suspende importação de aves e produtos avícolas do Brasil

Medida do governo uruguaio ocorre após a confirmação de focos da doença de Newcastle em granjas localizadas no estado de Santa Catarina.

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Foto: Canal Rural
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28/10 às 12:32, atualizado 14:03

Pontos principais

  • A Resolução DGSG nº 244/2026 suspende a entrada e o trânsito de aves e produtos avícolas brasileiros no Uruguai.
  • A restrição abrange todo o território nacional brasileiro e afeta produtos elaborados após 6 de setembro de 2026.
  • A medida foi motivada pela detecção de focos da doença de Newcastle em granjas comerciais de Santa Catarina.
  • Produtos submetidos a tratamentos térmicos que inativam o vírus permanecem autorizados para importação.
  • Outros países, como México e Malásia, também impuseram proibições totais às importações avícolas do Brasil.

O governo do Uruguai, por meio da Resolução DGSG nº 244/2026 emitida pelo Ministério da Ganadería, Agricultura y Pesca, suspendeu temporariamente a importação e o trânsito de aves e produtos avícolas procedentes do Brasil. A decisão, publicada em 22 de outubro de 2026, estabelece que a proibição alcança mercadorias elaboradas após o dia 6 de setembro de 2026, abrangendo todo o território brasileiro como medida de precaução sanitária.

A restrição foi motivada pela confirmação de focos da doença de Newcastle em granjas comerciais situadas em Santa Catarina, incluindo registros recentes em Nova Itaberaba e Nova Erechim. Conforme o documento oficial, ficam excetuados da proibição os produtos submetidos a tratamentos térmicos capazes de inativar o vírus, além de mercadorias provenientes de zonas reconhecidas como livres da enfermidade, conforme as diretrizes do Código Sanitário da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

O cenário de restrições ao setor avícola brasileiro tem se ampliado internacionalmente, com diferentes níveis de embargo adotados por parceiros comerciais. Enquanto países como México e Malásia proibiram a entrada de produtos de todo o Brasil, outras nações, como a Argentina e a África do Sul, aplicaram restrições pontuais focadas apenas nas áreas afetadas ou em estabelecimentos específicos. O Ministério da Agricultura brasileiro reforçou que o consumo de produtos avícolas inspecionados segue seguro para a população.

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